terça-feira, 15 de maio de 2012

O que esperar do Chevrolet Trax, o mais novo anti-EcoSport

Chevrolet/Divulgação
Não é segredo para ninguém que a Chevrolet está trabalhando para o lançar um concorrente direto para o Ford EcoSport. Antes conhecido como "mini-Captiva", o modelo da GM acaba de ser batizado oficialmente de Trax.

O crossover compacto será lançado em setembro, no Salão do Automóvel de Paris (França), e será vendido em mais de 140 países. De acordo com a General Motors, o Trax chega às concessionárias na Europa no último trimestre de 2012.

No Brasil, ainda não há informações concretas, com datas e detalhes técnicos oficiais. Mas a imprensa especializada espera que o modelo seja uma das principais atrações da Chevrolet no Salão do Automóvel de São Paulo, que acontece no final de outubro/início de novembro, e que ele chegue as lojas no primeiro semestre de 2013.

Rumores apontam que o Trax terá, debaixo do capô, o motor 1.8 16V Ecotec, que desenvolve 140 cv com gasolina e 144 cv com etanol. O ainda não lançado 1.6 16V Ecotec também estaria cotado para fazer dupla de mercado com o propulsor 1.8.

Em relação ao nome, achei Trax ao mesmo tempo interessante e feio. Interessante porque é curto e chamativo. Feio porque, mal foi anunciado, e as piadas de mau gosto já começaram: Chevrolet Trash (lixo) e Chevrolet anTrax (grave doença - muito pesada essa piada // ou mistura de Anta com Trax). De acordo com o Autos Segredos, o modelo ainda pode ser batizado de Enjoy por aqui. Vamos esperar para ver.

Mas o que podemos esperar deste novo Chevrolet? 
Visualmente, ele segue a identidade visual mais recente marca, com a grade frontal característica, bipartida, com a gravata dourada no meio. Pela arte conceitual divulgada, será um dos melhores modelos da Chevrolet com a atual dianteira - que ficou melhor para veículos maiores e mais robustos, como a picape S10.

Entre os equipamentos, airbag duplo, ABS, ar-condicionado e direção hidráulica devem ser de série. Só espero que os preços altos (pedidos, por exemplo, pelo Cruze Sport6) não sejam de série. Valores semelhantes aos pedidos pelo Renault Duster (entre R$ 51.000 e R$ 66.000), outro concorrente direto, estariam de bom tamanho.

No mais, espero que o acabamento do Trax seja bom, se tornando até referência na categoria; que o espaço interno seja generoso (não precisa ser como o do Cobalt) e que o porta-malas tenha espaço aceitável, diferente do Ford EcoSport.

domingo, 13 de maio de 2012

Fiat alfineta Mitsubishi e anuncia Bravo Sporting em comercial. Linha Bravo 2013 está mais equipada

A Fiat começou a campanha de TV da linha 2013 do seu belo hatch médio, o Bravo. A propaganda anuncia duas novidades do modelo: o câmbio manual automatizado Dualogic atualizado, batizado de Dualogic Plus, e a nova versão Sporting, que chega em breve.

A nova versão deve ficar situada logo abaixo da T-Jet, a esportiva de verdade da família. É de se esperar que a Fiat coloque os adereços característicos das versões Sporting de seus modelos no Bravo, como os cintos de segurança vermelhos.
Fiat Bravo Absolute Dualogic 2013
Já o câmbio Dualogic Plus recebeu uma série de modificações para deixar o carro mais confortável, com trocas de marchas mais suaves. Outra evolução prometida pela marca está na eficiência das trocas e nas reduções de marcha.

Em relação aos equipamentos da linha 2013, conforme adiantou o Autos Segredos, as versões Essence e Essence Dualogic passam a contar com novos itens de série: volante em couro com comandos de rádio, guarnições abaixo dos vidros e maçanetas cromadas, apoia braço central dos bancos dianteiros com vão refrigerado, parafusos antifurto. Os preços não foram repassados para o consumidor o que representa uma economia de R$ 1.271. Já a versão T-Jet ganha o teto solar Skydome de série com o acréscimo de R$ 3 mil no preço final do modelo - mas representa uma economia de R$ 1.941 no valor final. Na versão Absolute a o parafuso antifurto também é de série. 

Linha 2013
Fiat Bravo Essence 1.8 16V - R$ 57.150
Fiat Bravo Essence Dualogic Plus 1.8 16V - R$ 59.790
Fiat Bravo Absolute Dualogic Plus 1.8 16V - R$ 66.830
Fiat Bravo T-Jet - R$ 71.950

A versão Absolute com câmbio manual foi descontinuada. O Fiat Bravo continua com dois anos de garantia, enquanto a maioria dos concorrentes oferece três anos de garantia.
Alfinetada?
Em relação ao título do post, ficou explícito, mas não sei se foi intencional, que a Fiat deu uma alfinetada na Mitsubishi. Recentemente, a marca japonesa divulgou amplamente sua campanha publicitária relacionando o sedã Lancer ao filme "De volta para o futuro".

Que já assistiu ao primeio filme da triolgia sabe que, depois de viajar no tempo e mudar o passado, Martin Seamus McFly, ou Marty McFly, vivido por Michael James Fox, começa a desaparecer até que os seus pais se apaixonam durante o baile "Encantamernto do fundo do mar", ao som da clássica música Earth Angel (abaixo).

Viram o comercial do Bravo 2013? Se o carro não tem conteúdo, ele é vazio, assim como o seu dono. Mas será mesmo que o Lancer não tem conteúdo? Na propaganda do Mitsubishi diz apenas que o modelo tem motor de alumínio 2.0 Mivec de 160 cv de potência, "sistema full airbgas" e transmissão Ivecs III CVT (com borboletas). Ele realmente é bem mais equipada, mas o comercial não mostra.

Acho que foi apenas uma coincidência programada.

Atualização (14/05)
A Fiat divulgou oficialmente o lançamento da linha 2013 do Bravo. As informações do post acima estão confirmadas. Estou atualizando o conteúdo com mais fotos e com mais detalhes do câmbio Dualogic Plus:
"Além do aprimoramento nas trocas de marchas, que estão agora bem mais harmoniosas com as rotações do motor e com o nível de exigência de potência imposta pelo cliente naquele momento, a nova função "Creeping" proporciona manobras muito mais confortáveis e seguras, já que o sistema se encarrega, automaticamente, de mover lentamente o veículo, sem que o cliente aperte o acelerador, como em qualquer modelo automático convencional. Assim que o motorista retirar o pé do freio, o sistema Creeping do novo Dualogic Plus vai movimentar o carro lentamente, deixando para o motorista o único trabalho de manobrar o volante e o freio. Com isso, o condutor tem mais facilidade e comodidade em manobras de estacionamento e arrancadas em rampas leves.

Outra melhoria do sistema é a função Auto-Up Shift Abort. Ainda mais inteligente, o sistema é capaz de identificar o exato momento de uma retomada de velocidade e abortar, se for o caso, a troca para uma marcha superior, mantendo a rotação do motor elevada para disponibilizar mais torque e potência."
Fotos: Fiat/Divulgação

sábado, 12 de maio de 2012

Esqueça 2011: Chevrolet Captiva 2012 está mais equipado e barato

Chevrolet Captiva Ecotec 2012
 Nos meus últimos posts sobre a Chevrolet, tenho reclamado bastante de algumas coisas, especialmente do absurdo preço cobrado pelo Cruze Sport6. Mas, não posso deixar de valorizar o que a marca fez com um de seus modelos disponíveis no Brasil, o Captiva.

No ano passado, a marca melhorou o seu SUV, o deixando mais equipado, com melhor desempenho, melhor consumo, menos poluente e mais seguro.
Para quem não se lembra, o motor V6 3.6, que desenvolvia 261 cv de potência e 32,9 mkgf de torque, foi substituído por um V6 3.0, com injeção direta de combustível e comanto de válvulas variável, capaz de gerar 268 cv e 30,6 mkgf. O propulsor quatro cilindros 2.4 Ecotec também recebeu injeção direta, e passou de 171 cv e 22,2 mkgf para 185 cv e 23,3 mkgf. Mas a grande novidade do modelo 2.4 foi o câmbio automático de seis marchas, como o dos irmãos V6.

Ainda no ano passado, o Chevrolet Captiva ganhou mínimas incrementos visuais na versão AWD e mudanças internas em todas as versões, além de novos equipamentos, como freio de mão com acionamento elétrico, revestimento dos bancos em couro, rádio com entrada USB e volante regulável em profundidade - os modelos V6 ganharam ainda sensores de chuva e aquecimento dos bancos, enquanto a versão topo de linha (AWD) recebeu sistema de som com 10 alto-falantes e câmera de ré, com monitor posicionado no espelho retrovisor interno.
Captiva Ecotec tem novo sistema de ar-condicionado automático e ganhou a tecnologia Remote Start

Março 2011
Captiva Ecotec 2.4 16V: R$ 90.299
Captiva Sport V6 3.0 24V: R$ 96.774
Captiva Sport V6 3.0 24V AWD: R$ 100.774

Chega de passado
Falando agora da linha 2012, que acaba de chegar às concessionárias, a Chevrolet equipou ainda mais o Captiva e manteve os preços que já eram praticados recentemente (veja abaixo), mais baixos que os sugeridos em março do ano passado (veja acima). Essa estratégia é muito bem-vinda para o modelo sobreviver num dos segmentos mais disputados do mercado, com representantes de peso como o Fiat Freemont, Dodge Journey, Hyundai ix35, Kia Sportage, Mitsubishi ASX, Peugeot 3008, Jeep Compass e Honda CR-V.

Captiva Sport 2.4 Ecotec – R$ 87.900
Captiva Sport V6 – R$ 94.600
Captiva Sport V6 AWD – R$ 99.900
Captiva V6 AWD tem teto solar de série
Em termos de equipamentos, as novidades da linha 2012 do Captiva 2.4 Ecotec são a adoção de um novo sistema de ar-condicionado automático e o Remote Start, que permite ao consumidor ligar seu veículo a distância, mesmo sem destravá-la, para que o sistema de ar-condicionado comece a refrigerar o interior do veículo, regulagens elétricas para o banco do motorista e aquecimento para os bancos dianteiros. A versão Ecotec ganhou ainda iluminação nas sombreiras e os retrovisores externos com desembaçador.

A versão V6 4x2 não recebeu nenhuma novidade, enquanto a topo de linha, V6 AWD (tração integral), passa a vir, de série, com teto solar elétrico.
Toda linha Chevrolet Captiva no Brasil vem equipada com ESP (Electronic Stability Program), ABS (Anti-lock Braking System), TCS (Traction Control System), seis airbags (dois frontais, dois laterais e dois do tipo cortina), cintos de segurança com pré-tensionadores e apoios de cabeça dianteiros ativos que se movimentam para a frente do veículo no caso de colisão traseira, de modo a aliviar o impacto no pescoço dos ocupantes (efeito chicote).

Fica a expectativa agora da chegada da nova geração, que deve acontecer até 2014. Até lá, bem que as trocas de marchas sequencias poderiam ser feitas por toques na alavanca do câmbio ou por meio de borboletas atrás do volante, dispensando o ridículo botão usado atualmente.
Fotos: Chevrolet/Divulgação

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Alta Roda - Crescer ou estagnar?

O mercado brasileiro de veículos vive uma fase de sinalizações de certa forma contraditórias. As vendas estão em queda de 5,7% quando comparadas médias diárias entre os primeiros quadrimestres de 2011 e de 2012. Os estoques totais nas lojas das concessionárias e nos pátios dos fabricantes cresceram de 35 dias para 43 dias, de março para abril deste ano.
Agência Estado - Reprodução da Revista Época Negócios
A média diária de vendas de veículos nos primeiros quatro meses de 2012 (período ampliado de análise filtra melhor sazonalidades e feriados) situou-se ligeiramente abaixo de 13.000 unidades, incluindo caminhões e ônibus. Portanto, será necessário um aumento firme dessa média nos próximos meses para que resultado final chegue ao crescimento entre 4% e 5% previsto pela Anfavea. A entidade prefere esperar o fechamento do primeiro semestre para rever previsões.

Por outro lado, a Fenabrave, associação das concessionárias, que trabalha suas análises com suporte da consultoria MB Associados, acaba de rever a estimativa de crescimento no ano para 3,4% ante 5,6%, em janeiro. A consultoria também prevê aumento das importações, apesar do IPI mais alto. No entanto, isso não está ocorrendo. De outubro de 2011 até o mês passado, a participação de mercado dos modelos importados caiu de 25,3% para 22,6%, incluídos veículos argentinos que têm maior parte de seu conteúdo de origem brasileira. Importadores de outras regiões preveem queda de no mínimo 15% sobre o ano passado.

A maior seletividade dos bancos para conceder financiamentos continua a atingir os chamados modelos de entrada, em que há maior participação dos motores de 1.000 cm³ de cilindrada. Estes caíram para menos de 40%, exatamente 38,6%. Uma fonte no mercado financeiro informou à coluna que será difícil redução maior na taxa de juros porque o spread (diferença entre captação e aplicação por parte dos bancos), no caso de veículos, já é relativamente baixo pela garantia que representa o carro em caso de inadimplência. Ainda assim, como o índice de atraso (superior a 90 dias) das prestações atingiu o recorde de 5,7%, continuam exigências severas para aprovação dos cadastros nos financiamentos longos e sem entrada.

É bom ficar claro que todo o barulho do governo federal em torno dos juros surtiu pouco efeito, até agora. As melhores condições são para compradores de menor risco, que podem dispor de uma boa entrada, de 20% a 30%, e assumir até 36 prestações. Bancos estatais têm participação discreta em financiamentos de veículos. Acomodam-se e não apreciam trabalhar nos fins de semana, quando os “feirões” são bancados pelas instituições financeiras.

Apesar de a pulsação do mercado estar longe de oferecer emoções, o presidente da Anfavea, Cledorvino Belini, acredita que o bom nível de emprego e a renda em crescimento, além de algum impacto positivo das taxas de juros, reanimarão o consumo no segundo semestre.

E a contradição mais relevante vem do Índice de Confiança do Consumidor, pesquisado pela FGV. Em abril atingiu 125,7 pontos (escala de 0 a 200; índice maior que 100 indica otimismo). São 4,9 pontos a mais em relação a março de 2011, quando as vendas ainda bombavam. Vamos esperar pelo melhor.

RODA VIVA
AMIA, associação dos fabricantes mexicanos, divulgou a cota de exportações em valores para o Brasil. Levou em conta participação na produção do México e a média das últimas vendas ao País, principalmente. Nissan recebeu a maior cota, seguida da Ford, Volkswagen, Chrysler/Fiat, GM e Honda. Nada impede ultrapassar cotas, mas incidirá imposto de importação de 35%.

IMPACTO sobre as vendas de modelos mexicanos aqui ainda não se pode avaliar com precisão. Tendência, porém, de a Nissan ser a mais atingida. Afinal, volume de unidades que importa é bem maior em relação aos modelos produzidos no Paraná. Graças à Chrysler, Fiat pode administrar melhor o que pretende trazer de lá, em especial o subcompacto 500.
Kia/Divulgação
OPTIMA, da Kia, faz esquecer completamente seu antecessor insosso, Magentis. Linhas se confundem com as de marcas premium europeias. Materiais e acabamento encontram-se em nível próximo àqueles sedãs. Motor 2,4 l/180 cv e câmbio de 6 marchas garantem bom desempenho. Tudo por preço atraente entre R$ 97.000 e 106.000. Mas sensação de solidez é discreta.

ANDAR no Audi A4 2013, na mesma semana que o Optima, permite observar diferenças, além do preço: R$ 149.700. Sedã alemão é mais equipado que o sul-coreano e oferece, por exemplo, controlador de velocidade funcional em descidas. Motor tem mesma potência, porém torque é quase 40% maior graças ao turbocompressor. Mais íntegro, sem dúvida.

NAVEGADOR GPS Navbras Access introduz interessante função ao captar sinal de internet de celulares a bordo com tecnologia 3G e Wi-Fi. Pode-se acessar a rede mundial e via Google ou outros buscadores realizar pesquisas. Não só dos melhores caminhos como pontos de interesse ilimitados, de restaurantes a postos de abastecimento. É a convergência digital.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Novo Ford EcoSport agrada consumidores, mas será que o preço vai ajudar?

O esperado aconteceu: mesmo antes de chegar oficialmente às concessionárias da Ford de todo Brasil, o novo EcoSport já vem conquistando admiradores. Foi esse o resultado final da enquete que ficou no ar aqui no De 0 a 100 por exatos cinco dias.

Mais de 55% dos votantes gostaram muito do novo SUV da Ford, sendo que, no geral, mais de 70% dos participantes gostaram do modelo. Os que não aprovaram o modelo, no geral, representaram menos de 20%. 

O que você achou do novo Ford EcoSport?
Gostei muito! - 63 votos (55,2%)
Gostei, mas esperava mais - 18 votos (15,7%)
Não gostei tanto assim - 13 votos (11,4%)
Ficou dentro do esperado - 12 votos (10,5%)
Não gostei mesmo! - 8 votos (7%)
Total - 114 votos

Mas o que realmente tem dado dor de cabeça a quem gostou do novo EcoSport é o preço do veículo. Já falei sobre ele aqui e o possível valor inicial de R$ 59.990 está sendo considerado um absurdo. Eu faço parte dessa turma que não quer que este preço seja confirmado. Vamos aguardar.

Em relação ao meu voto na enquete, foi o seguinte: "Sim, mas esperava mais".

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Foto: Ford/Divulgação