segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Renault Fluence evolui na Europa - diferente do Mexico. E no Brasil?

Com alguma expectativa, finalmente a Renault mudou o Fluence na Europa. Agora, seu sedã segue a tendência de design dos mais recentes lançamentos da marca - diferente do que aconteceu com o modelo no México, onde, "nissanzinado", ele regrediu muito visualmente.
O Fluence acompanha as mudanças que aconteceram no Clio vendido no velho continente (a quarta geração), e as do "novo" Clio vendido por aqui (muitas gerações para trás). Na dianteira, destaque para a nova grande, mais larga na parte superior, que destaca a logomarca da Renault. Nas extremidades, os faróis de neblina estão diferentes, e o carro ganhou, logo acima deles, luzes de LEDs diurnas. A traseira, aparentemente, não mudou.
Em relação ao nosso Fluence, a evolução foi muito bem-vinda. O modelo ganhou um aspecto mais esportivo, que deve fazer a diferença na hora da compra.

Por dentro, o quadro de instrumentos é digital e o freio de estacionamento passa a ser elétrico. Os sistemas interativos também evoluiram, com bluetooth para conexão do celular, e, principalmente, graças ao sistema R-Link (vendido opcionalmente), que tem tela touchscreen com GPS com comandos de voz, além de outras funções.
Painel tem instrumentos digitais e sistema R-Link - Fotos acima: Renault/Divulgação
Na Europa, o Fluence conta com opções de motores a diesel e a gasolina.

No México (abaixo), o sedã da Renault regrediu na sua reestilização mais recente, ficando com a dianteira muito feia, que parece ter sido inspirada em modelos da Nissan (Versa?) ou no antigo Corolla.
Reprodução de Al Volante
Duas fotos logo acima são do Fluence mexicano. Feio, não? - Renault/Divulgação

E no Brasil?
No Brasil, para a nossa alegria, a Renault deve repetir por aqui as mudanças efetuadas no Fluence europeu em algum momento de 2013. Se os preços se mantiverem ou até cairem um pouco, o sedã francês poderá vender ainda mais.

Sua participação no mercado não é ruim, mas ele nunca vendeu o que realmente pode - o Fluence é um carro muito bom. Segundo a Fenabrave, de janeiro a outubro de 2012, foram emplacadas 13.029 unidades do Fluence, mantendo firme a quinta colocação no segmento de sedãs médios em 2012, à frente de concorrentes como Nissan Sentra, Hyundai Elantra, Kia Cerato e Peugeot 408.

Acima do Fluence estão Volkswawagen Jetta (18.306 unidades vendidas no mesmo período), Chevrolet Cruze (34.112), Honda Civic (41.907) e Toyota Corolla (45.520).

Mesmo com as mudanças, não existe nenhuma maneira do Renault brigar com os japoneses. Alcançar o Cruze também é difícil. Mas, se as alterações forem mesmo confirmadas, especialmente mais para o início de 2013, lutar pela quarta posição será algo realmente possível.

sábado, 3 de novembro de 2012

Vote no De 0 a 100 no Prêmio Top Blog 2012!

Amigos,

O De 0 a 100 está na fase final do Prêmio Top Blog 2012 na categoria "Autos e Acessórios"! Gostaria de pedir o voto de vocês!

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Renato Parizzi

Vendas de carros crescem 18,5% em outubro e batem novo recorde

CLEIDE SILVA - O Estado de S.Paulo

Mesmo com a prorrogação do desconto do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) até o fim do ano, o mês passado registrou alta de 18,5% nas vendas de veículos em relação a setembro, com um total de 341,7 mil unidades, o melhor outubro da história. O recorde anterior para o período tinha sido em 2010, com 303,1 mil unidades.

Somente em automóveis e comerciais leves, segmento beneficiado pelo imposto menor, foram vendidas 327,1 mil unidades, um aumento de 17,8% ante setembro. Na comparação com outubro de 2011, os aumentos são de 21,8% nas vendas totais e de 24% nas de automóveis e comerciais leves.

No ano, as vendas de veículos, incluindo caminhões e ônibus, somam 3,130 milhões de unidades, resultado 5,7% maior que o de igual intervalo de 2011. Em automóveis e comerciais leves, a alta é de 7,2%, com 2,993 milhões de unidades, segundo dados de mercado com base nos licenciamentos.

O balanço oficial do setor será divulgado na terça-feira pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

Abaixo da média
O resultado de outubro, apesar de recorde para o mês, está abaixo do obtido nos três primeiros meses de redução do IPI, quando foram vendidas 353,2 mil unidades (junho), 364,2 mil (julho) e 420 mil (agosto). Os negócios despencaram em setembro - para 288,1 mil veículos - e voltaram a reagir no mês passado.

Analistas esperam nova queda neste mês, mas uma possível corrida às lojas em dezembro, quando termina o benefício do IPI, já prorrogado duas vezes. "A indústria automobilística segue passo de crescimento nada enlouquecido - como o verificado em agosto -, mas perfeitamente possível de ser atingido", diz o diretor do Centro de Estudos Automotivos (CEA), Luiz Carlos Mello. Ele concorda com as projeções da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), de que o ano deve fechar com desempenho recorde de 3,8 milhões de veículos vendidos, quase 5% mais que em 2011. "O mercado brasileiro ainda tem uma demanda reprimida."

O benefício do IPI, que termina em 31 de dezembro, reduziu de 7% para zero a alíquota desse imposto para modelos nacionais com motor 1.0 e de 11% a 13% para 5,5% a 6,5% para versões até 2.0.

Novidades
O consumidor brasileiro confirmou, no mês passado, sua atração por novidades. O compacto Hyundai HB20, que chegou às lojas no dia 10 com preços a partir de R$ 32 mil, vendeu 3.313 unidades e tem fila de espera até fevereiro. A empresa já criou um segundo turno de trabalho na recém-inaugurada fábrica de Piracicaba.

Seu concorrente, o também novato Toyota Etios, vendeu 1.723 unidades nas versões hatch e sedã, com preços a partir de R$ 30 mil. Os dois modelos fabricados no País são apontados como responsáveis pelo aumento de participação no mercado de automóveis e comerciais leves das duas marcas. A Toyota saltou de uma fatia de 3,2% em setembro para 3,9% no mês passado e a Hyundai de 2,6% para 3,2%.

A alta demanda está provocando algumas mudanças nas tabelas sugeridas pelas fábricas. O Nissan March importado do México - cujas vendas estavam suspensas havia cerca de dois meses em razão da falta de produtos - volta a ser vendido nos próximos dias com reajuste de R$ 1,1 mil. A empresa estourou sua cota de importação de produtos sem Imposto de Importação e agora está trazendo o compacto pagando 35% de imposto.

A Citroën também aumentou em cerca de 2% os preços de algumas versões do C3 para adequar o mix de produtos com a demanda do mercado. A nova versão do compacto premium foi lançada em agosto e tem vendido, em média, mais de 3 mil unidades por mês.

Fonte: Estadão

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Nissan transfere sede brasileira do Paraná para o Rio de Janeiro

Muito interessante essa matéria da Folha de S. Paulo. Fiquei um pouco impressionado com o tanto que foi oferecido para a Nissan ir para Resende, no RJ.

Nissan transfere sede brasileira do Paraná para o Rio de Janeiro
Venceslau Borlina Filho - Do Rio de Janeiro

Patrocinadora dos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016, a montadora japonesa Nissan vai transferir sua sede do Paraná para a capital fluminense em janeiro. O escritório vai ocupar três andares e um salão de um dos prédios já construídos na região portuária da cidade.

A primeira fábrica da montadora no Brasil será inaugurada em janeiro de 2014, ao custo de R$ 2,6 bilhões. A unidade está sendo construída em Resende, na região centro-sul do Estado do Rio.

Em entrevista à Folha, o vice-presidente de administração e finanças da Nissan no Brasil, François Dossa, afirmou que 80% dos funcionários paranaenses aderiram à transferência.

A sede da marca tem 270 funcionários. No Rio, eles serão cerca de 350. "Vamos contratar mais pessoas no Rio de Janeiro", afirmou Dossa. Na fábrica, serão mais 2.000 trabalhadores diretos. O custo da transferência não foi informado, mas, para sua instalação no Rio, a Nissan recebeu diversos incentivos fiscais dos governos estadual e municipal.

Do Estado, serão R$ 5,9 bilhões como financiamento de 80% do ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre o investimento. O crédito poderá ser pago em até 50 anos, com carência de 30 anos.

Pela Prefeitura de Resende, a fábrica ganhou isenção de IPTU por 20 anos e alíquota de ISS (Imposto Sobre Serviços) de 0,05% para os custos com a obra, quando o normal seria de 3%.

O município concedeu isenção total do ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis) e prometeu devolver à empresa parte do ICMS com a receita gerada por ela.

De acordo com Dossa, a meta da Nissan é produzir no Brasil 200 mil veículos por ano e alcançar 5% do mercado nacional em 2016. Atualmente, a japonesa detém 3,41%.

Fonte: Folha de S. Paulo

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Alta Roda - Novo ciclo para o Salão

Aberto até 4 de novembro, o 27º Salão do Automóvel de São Paulo virou uma página importante de sua história ao entrar, definitivamente, no circuito de lançamentos mundiais. Em edições anteriores, à exceção de estreias locais, o público podia ver algumas novidades apresentadas no Salão de Paris, sempre realizado nos anos pares, como a mostra paulistana. Havia também produtos requentados de outros salões.

Esse ciclo começa a mudar. Não por coincidência, quatro executivos de topo da GM, Honda, Jaguar Land Rover e VW vieram à exposição. A estreia mundial do Taigun, SUV compacto conceitual sobre a arquitetura do Up!, é quase a confirmação de que será fabricado aqui, em 2014, na fábrica VW de Taubaté (SP), e em outros países.

Outro lançamento importante, o compacto Chevrolet Onix (à venda em novembro), também poderá ser feito adiante em algum país do sudeste asiático, fora da China. A Ford reservou ao salão brasileiro a versão sedã do Fiesta reestilizado – em Paris, estava o hatch. Ambos serão produzidos em São Bernardo do Campo (SP), em 2013.

A Peugeot apresenta o 208, início da era de alinhamento aos modelos do exterior. No mercado europeu há cinco meses, começa a fabricação, no final de dezembro, em Porto Real (RJ) e as vendas, em abril de 2013. O 207 continuará em produção, como o Fiesta Rocam, para a base do mercado, a exemplo do Clio que recebeu retoques no centro de estilo paulistano da Renault.

O SUV médio Chevrolet TrailBlazer é outro lançamento, inicialmente na versão de topo LTZ, com uma longa lista de concorrentes. Projeto brasileiro, lançado na Tailândia há sete meses, a produção começa agora em São José dos Campos (SP). Criado aqui, o Troller TR-X, de Horizonte (CE), recebeu as boas atenções do centro de desenvolvimento da Ford, em Camaçari (BA). O SUV subcompacto Suzuki Jimny, agora feito em Itumbiara (GO), recebeu as pequenas alterações executadas no exterior há quatro meses.

A onda aventureira se ampliou com Fit Twist e o HB20X. O Hyundai está um pouco mais dentro do espírito, graças à pequena elevação da suspensão em 1,5 cm, mas só chegará às lojas em janeiro.

Interessante o estudo apresentado pela Nissan: Extrem, SUV compacto desenhado na Califórnia (EUA), mesma arquitetura do March e candidato à produção em Resende (RJ), no fim de 2014.

Assuntos de bastidores se aprofundaram. Todos à caça do primeiro produto que a BMW produzirá em Araquari (SC), depois de longas negociações sobre o novo regime automobilístico. Além dos possíveis X1 e Série 1, a linha (ainda inédita) de tração dianteira, Série 2 e X2, estão nos planos. Falta confirmação, em breve, da Land Rover, em Cariacica (ES).

Chineses continuam ávidos e tratam de investir no estilo de seus carros. Destaques para Chery Celer, primeiro a fabricar aqui, em Jacareí (SP) e JAC J2, que confirmou a unidade fabril de Camaçari (BA).

Importador Kia, Grupo Gandini tenta acordo com a marca sul-coreana para produzir algum modelo no Brasil. Estreou o todo novo Cerato, mas em razão de impostos não manterá volumes apenas com importação simples, sem contrapartidas industriais.

Para o Salão de 2014, espera-se um novo local, diferente do Anhembi, e infraestrutura digna de nível internacional. Previsão aponta para Pirituba, ainda na capital paulista.

RODA VIVA

CHEVROLET Tracker, utilitário esporte compacto sobre plataforma que deu origem a Sonic, Cobalt, Spin e Onix (três últimos fabricados aqui), será produzido em Rosário (Santa Fé), Argentina, em 2014. Investimento crucial para manter equilíbrio comercial com o vizinho, pois o Agile argentino ficará bem afetado pela chegada do Onix.

PRORROGAÇÃO do IPI reduzido até 31 de dezembro era totalmente previsível e se confirmou. Pairam dúvidas sobre o que ocorrerá depois. Em 1º de janeiro começa o novo regime tributário para a indústria e o governo pode se valer disso para interromper o desconto. Mas, se o mercado der sinais de fraqueza...

LEXUS RX 350, SUV grande da divisão de luxo da Toyota e tração 4x4 sob demanda, busca seu espaço. Ótimo acabamento, suspensão eficiente e motor silencioso (V-6/3,5 l/277 cv). Grande tela multimídia inclui GPS. Há mouse estilizado no console. Com IPI menor, baixou para R$ 255.000. Sua base, do Camry, atrai menos que BMW ou Mercedes.

INMETRO divulgou no Salão de São Paulo a nova etiqueta, de 1º de janeiro de 2013, que indicará, além de consumo de combustível cidade e estrada, as emissões de CO2. O instituto, de forma correta, considera o emitido apenas por combustíveis de origem fóssil. Ao etanol puro atribui emissão zero e, da gasolina, descontou os 25% de etanol na mistura.

PRIMEIRO índice de vulnerabilidade a furtos de veículos foi anunciado pelo Cesvi. Considerou itens como alarme, chave de ignição, imobilizador eletrônico do motor, trava de volante, localização da bateria e vidro laminado lateral. Vencedor: Cruze LTZ (4,5 estrelas, escala até 5) e o segundo, Ford Ka Sport (3,5 estrelas). Avaliados 118 modelos.