quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Conheça as luzes de aviso de seu carro

As luzes do painel de seu carro são muito importantes para sua segurança. Conheça o significado de cada luz de aviso para que o condutor possa identificar o problema o mais rápido possível.
FordHP/Divulgação
No painel de instrumentos do veículo, encontramos diversas luzes que, quando acesas, alertam sobre o mau funcionamento de algum mecanismo. Quando o condutor estiver com o carro em movimento e alguma luz acender, o correto é parar o veículo imediatamente e levá-lo à oficina mais próxima para ser feita uma vistoria completa. Só assim o problema será identificado. Se o condutor resolver seguir com o carro, mesmo com a luz de aviso piscando, um problema pequeno pode acabar se tornando um problemão. É necessário ter bastante calma e responsabilidade perante esse tipo de situação, pois interfere diretamente na sua segurança.

As principais luzes de aviso são:

A luz da temperatura
Quando esta luz se acende, o que se espera é que o condutor pare o veículo imediatamente, pois a origem deste problema pode ser uma falha no sistema de arrefecimento. Ao continuar utilizando a marcha do carro, os resultados podem se tornar trágicos, como por exemplo, um superaquecimento do motor com grandes riscos de explosão.

O condutor precisa urgentemente encostar o carro na estrada e desligar o motor. Neste caso, nunca se deve tentar abrir o radiador, pois a água e os vapores podem causar queimaduras graves. A melhor opção é aguardar o reboque.

A luz do alternador
Esta luz acesa no painel de instrumentos do veículo remete a ideia de um alerta para que o condutor saiba que o sistema de carga não está funcionando corretamente, sem conseguir suprir as necessidades elétricas e nem manter a bateria do veículo. O condutor pode seguir com o carro, mas não por muito tempo, pois mais cedo ou mais tarde a bateria e, por consequência, o motor irão descarregar.

A luz da pressão do oleo
Esta luz de aviso, quando acesa, possui dois significados:

. O motor está com a pressão do óleo bastante baixa, aumentando o consumo de combustível.
. A unidade responsável por controlar a pressão do óleo sofre danificações, deixando o condutor vulnerável, sem saber se o carro será afetado por outro problema.

No momento em que esta luz se acende, o condutor deve parar o veículo e esperar que o motor esfrie para conferir o nível de óleo. A maneira correta para conferir o nível de oleo é pela manhã, antes de utilizar o automóvel, pois o motor estará completamente frio.

Se a luz de óleo estiver piscando e o condutor decidir seguir com o carro, a consequência não será agradável, pois o motor poderá ser atingido, sendo necessária a sua troca. E isto não cai bem no bolso de ninguém.

Outras luzes importantes
No painel de instrumentos do veículo, todas as luzes assumem um papel de suma importância para o condutor. Somando-se às já mencionadas, encontramos também a luz que alerta sobre a falta de combustível, a de aviso da bateria, do ABS, a que alerta sobre as baixas pressões dos pneus, a de aviso do cinto de segurança, a que alerta quando alguma porta está aberta, a de faróis ligados, a dos piscas, a do freio de mão, a do piloto automático, entre outras.

Conhecendo todas as luzes de aviso de seu automóvel, o condutor consegue sempre encontrar a melhor solução caso algum problema apareça, garantindo sempre o conforto e a segurança de todos.

Texto e informações: Web Pneu

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Hyundai Veloster: gato por lebre no Brasil

Veloster: belo esportivo de mentira
Visual esportivo, agressivo e bonito; nome bem chamativo; cinco anos de garantia; e sistema de portas (quase) único. Estas são apenas algumas características do novo Hyundai Veloster, cupê coreano que tinha tudo para dar certo no mercado brasileiro. Na verdade ele ainda tem tudo para dar certo. Mas, para isso, basta que o consumidor não seja mais enganado.

Vejam esse vídeo, postado pelo Alexandre High Torque. Ele resume bem a história.
Não quero ficar aqui comentando a linha editorial/comercial do programa Autoesporte. O fato em questão é a CAOA/Hyundai fazer uma promessa e não cumprí-la. E, indo mais longe, anunciar uma coisa que não é verdade.

O Veloster vendido no Brasil não tem motor 1.6 GDI com injeção direta de combustível e 140 cv de potência, como já anunciado na TV e mostrado no programa. Ele chega ao país com o propulsor 1.6 16V DOHC que desenvolve 128 cv de força, como a própria marca coreana afirma no site chileno da empresa. Então para que fazer isso?

Motor 1.6 GDI prometido para o Brasil: 140 cv - Diantzdesign/Reprodução
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Motor 1.6 16V DOHC vendido no Brasil: 128 cv - Notícias Automotivas/Reprodução
O que a dupla CAOA/Hyundai está fazendo não é correto (mais uma vez.) Mas o consumidor não pode ser trouxa e cair nessa, ainda mais pagando os absurdos R$ 75.000 pedidos pelo modelo.

Não estou dizendo que o Veloster é um carro ruim, mas ele deveria ser vendido da forma certa. E o consumidor deveria ter mais calma e escolher bem o que está comprando, ainda mais por esse preço.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Veja como ficou o novo Fiat Palio 2012, que chega em novembro

Notícias Automotivas/Reprodução
O Notícias Automotivas conseguiu mais um grande feito: flagrar o novo Fiat Palio 2012 sem camuflagem. Além dos meus parabéns ao site, reproduzo aqui algumas fotos para saber a opinião de vocês. As imagens foram feitas recentemente e já podemos ver que o compacto da marca italiana ficou com visual moderno e atrativo, fazendo alguns concorrentes parecem (bem) velhos.
Notícias Automotivas/Reprodução
Os flagras comprovam as projeções do Marlos do Auto Segredos, publicadas há mais de um ano. A dianteira segue a linha de design atual da Fiat, com traços arredondados, que lembram os da dupla Punto e Bravo. A lateral também ficou legal, enquanto a traseira, aparentemente inspirada no Volvo C30, ficou muito bonita. O novo Palio tem tudo para fazer muito sucesso.
Notícias Automotivas/Reprodução
A versão surpreendida pelas lentes foi a Sporting, equipada com motor 1.6 16V E.TorQ. Além dos adereços esportivos, como faixas laterais e faróis com máscara negra, o modelo tem rodas escurecidas.

Veja mais fotos do novo compacto no Notícias Automotivas.

Atualização (04/10/2011)
O novo Palio está sendo apresentado pela primeira vez em público no encontro anual dos concessionários Fiat, que acontece em Mykonos, na Grécia.

O modelo será lançado oficialmente no Brasil em novembro, com os motores 1.4 8V EVO Flex e 1.6 16V E.TorQ, e substituirá as versões Attractive e Essence. O atual Palio Fire, versão de entrada do compacto, sucesso de vendas no Brasil há vários anos, continuará sendo comercializado.

Alta Roda - Corrida pela economia

Apesar das esperanças em meios de propulsão alternativos, o mundo conviverá por muito tempo com o transporte, em todos os modais, dependente de petróleo e seus derivados. Contudo, há um grande esforço para melhorar os combustíveis fósseis e, sempre que possível, viabilizar o uso de biocombustíveis. A Associação Brasileira de Engenharia Automotiva tem estado atenta a essa realidade e pelo quarto ano organizou seu Simpósio de Combustíveis, em São Paulo (SP), dividido entre painéis para motores de ciclos Otto e Diesel e um sobre emissões.

O conferencista André Oliveira, da Scania, lembrou que a vinculação atual dos derivados de petróleo aos serviços mundiais de transportes em terra, mar e ar, inclusive veículos particulares, chega a 97%. Em poucos países o etanol tem importância, destacando-se o Brasil, seguido bem distante pela Suécia e uma presença quase simbólica nos EUA (só disponível em menos de 2% dos postos de abastecimento). O biodiesel é utilizado em mistura com o diesel comum em mais países. Porém, trata-se de um biocombustível mais complexo, caro e de baixa capacidade de sequestrar gás carbônico (CO2).

O excesso de CO2 na atmosfera, subproduto da combustão nos motores convencionais, provoca o indesejado efeito estufa e consequentes mudanças climáticas. Há duas maneiras de evitar: biocombustíveis obtidos por meio de plantas (etanol à frente) e diminuição do consumo de combustíveis fósseis. Não há filtros ou catalisadores para controle de gás carbônico.

Daí a busca crucial por ganhos de eficiência nos motores. Como lembrou Adrian Albora, da Dayco, a redução de atrito em 10% contribui em 3% na redução de consumo. Corre-se atrás de soluções tão sutis como desligar a polia da bomba d’água na fase de aquecimento para ganho de 1,5% ou correias dentadas lubrificadas por óleo e tensionadores de controle inteligente.

A partida com aquecimento elétrico do etanol eliminará a necessidade de injetar gasolina nos motores flex, em dias frios. Também melhora o funcionamento do motor em um momento em que o consumo é alto, por estar abaixo da temperatura normal de trabalho.

A busca pelo menor consumo levará a avanços no conjunto do automóvel, desde aerodinâmica a materiais mais leves, passando por caixa de câmbio e pneus. Até a F-1 terá propulsores mais econômicos. Mas, ainda existe espaço para combustíveis fósseis com especificações adequadas à diminuição de emissões e consumo.

Um exemplo é o novo diesel com baixo teor de enxofre que, em maior escala, começa a ser disponível, em janeiro de 2012, no Brasil. Permitirá que caminhões e ônibus novos consigam reduzir níveis de óxidos de nitrogênio, além de consumirem em torno de 5% menos, com ajuda da eletrônica e do sistema SCR. No entanto, haverá encarecimento do motor e uso compulsório de ureia técnica (Arla 32) para pós-tratamento dos gases de escapamento.

Foi confirmado no simpósio que, a partir de 2014, toda a gasolina vendida no Brasil será obrigatoriamente aditivada, ótimo para os motores. Nos países centrais e mesmo em alguns menos desenvolvidos isso já ocorre. Não se sabe sobre aumento de preço, mas cada distribuidora poderá comercializar seu pacote de aditivos e manter um nome comercial.

sábado, 1 de outubro de 2011

Carros X Motos: quem vende mais no Brasil em 2011?

Fiat Uno faz bonito no mercado
É curioso notar como o número de veículos sobre rodas no Brasil vem crescendo nos últimos anos. O mercado de carros motos está realmente aquecido, principalmente por causa estabilidade econômica do país e com da oferta de crédito. Pensando nisso, fiquei observando a frenesi do trânsito de sexta-feira e me indagando como é possível termos tantos carros nas ruas se as motos são bem menores e mais baratas. Resolvi então pesquisar para saber quem vende mais.

Usando sempre como referência os dados da Fenabrave de janeiro a agosto de 2011 (atualizo os números em breve incluindo setembro), o primeiro aspecto que chamou a minha atenção foi na parte de cima do ranking de vendas. Dois carros estão entre os cinco veículos mais vendidos do Brasil:
Honda Biz vende muito bem
1. Honda CG 150 - 294.459 unidades
2. Honda CG 125 - 266.041unidades
3. Volkswagen Gol (G4 + G5) - 198.328 unidades
4. Fiat Uno (+ Mille) - 183.257 unidades
5. Honda Biz - 143.849 unidades

Se pensarmos  nos preços, é realmente de impressionar. O carro mais barato entre os citados acima parte de cerca de R$ 23.500, enquanto a moto mais em conta entre as três listadas custa aproximadamente R$ 5.300. Mas, mesmo com a maioria no ranking dos cinco primeiros colocados, as motos vendem menos que os carros no acumulado do ano.
Gol é o carro mais vendido do Brasil há mais de 20 anos
De janeiro a agosto 2011, foram emplacadas 1.259.743 motos (número superior a 2010: 1.137.542 no mesmo período), enquanto os carros focam responsáveis por 2.233.757 de emplacamentos em 2011 (2.077.350 nos oito primeiros meses de 2010). A resposta para essa discrepância pode estar na oferta de modelos: existem muito mais opções de carros e comerciais leves do que de motos.

Outro aspecto bastante interessante da minha pesquisa foi a distribuição de carros e motos nas regiões do Brasil, também segundo dados da Fenabrave. Sudeste e o sul ficaram com 70% dos emplacamentos de carros entre janeiro e agosto de 2011, sendo 50% nos 4 estados do sudeste e 20% nos 3 estados do sul.
Entre carros e motos, Honda CG 150 é o veículo mais vendido do Brasil
Em relação às motos, a situação é outra. Existe um empate técnico entre regiões na liderança. O nordeste foi responsável por 34,48% dos emplacamentos no mesmo período citado, enquanto o sudeste ficou com 34,46%. As duas regiões representam 68,94% das vendas de motos no território nacional.

Somando todo Brasil, carros e motos foram responsáveis por 3.493.500 emplacamento de janeiro a agosto de 2011. É um número que impressiona. Pelo menos temos espaço territorial para comportar tantos veículos . Faltam apenas melhorias de infraestrutura rodoviária (estradas de verdades) e urbana (metrô, transporte coletivo adequado, ruas melhores) para a situação todos caberem sem apertos.
(Fotos: carros: Fiat/Divulgação e Volkswagen/Divulgação // motos: Honda/Divulgação)