terça-feira, 6 de setembro de 2011

Conheça detalhes do novo (e possível beberrão) motor Ecotec6 do Chevrolet Cruze


Faltam poucos dias para o lançamento do Chevrolet Cruze no Brasil. Dentro da grande expectativa gerada em torno do modelo, uma delas já está sendo saciada pela propria GM: o motor Ecotec, chamado por aqui de Ecotec6.

Seu nome completo ficou estranho - Ecotec6 1.8 16V flex Dual CVVT. Mas o que importa é que ele desenvolve 140 cv de potência e 17,8 mkgf de torque e 144 cv e 18,9 mkgf com etanol. O 6 do nome é uma referência aos câmbios de seis marchas (manual a automático) disponíveis para o sedã.

A Quatro Rodas já fez o teste do Cruze LTZ automático na sua edição de setembro de 2011. O desempenho foi elogiado, mas a média de consumo foi muito criticada: com etanol, média de 6,6 km/l na cidade e 9,3 km/l na estrada. A mesma revista, em março de 2009, testou o Vectra Elite, automático de quatro marchas, equipado com o bom e ultrapassado motor 2.0 8V Flexpower. A média de consumo aferida foi: 6,2 km/l na cidade e 8,3 km/l na estrada, também com etanol.

Comparando, será que teremos um novo e moderno motor beberrão no mercado? Deixo a resposta com vocês, mas reparo que vários veículos flex estão consumindo muito combustível, como Honda Civic e Ford Ka.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Alta Roda - O impacto do seguro caro

Mil Coisas/Reprodução
 A possibilidade de se conseguir prêmios de seguro de veículos mais baratos no Brasil está ficando cada vez mais remota. Afinal, esse custo se agrega automaticamente ao preço de um carro novo. Estima-se que quase todos saiam das lojas já segurados. Se for financiado, praticamente não há exceção. Entre os 35% que compram à vista, para o próprio uso, o percentual é altíssimo.

Venda de apólices nas concessionárias integra o portfólio de serviços oferecidos. Seguro menos caro aumenta o leque de interessados em comprar um automóvel zero quilômetro. Porém, há uma má notícia: os prêmios podem subir de preço, em vez de cair.

Uma das razões está na polêmica lei aprovada na Bolívia para legalização de carros circulando irregularmente no país vizinho. Durante as últimas décadas, veículos furtados e roubados atravessavam fronteiras pouco controladas, em especial do Paraguai e Bolívia. Com isso, o seguro pago aqui aumentou continuamente pela dificuldade de recuperação.

A intenção do presidente boliviano, Evo Morales, parece boa. Trata-se de uma tentativa de controlar uma frota clandestina que nem o governo sabe quanto representa do total. Ele foi um pouco infeliz quando afirmou que os contrários à lei queriam só impedir que pessoas pobres tivesse acesso ao meio próprio de transporte.

Para as autoridades locais, apenas veículos que cruzaram a fronteira contrabandeados ou sem pagar impostos serão legalizados, mediante taxas de regularização. E ainda pediram ao Brasil uma relação dos carros suspeitos. Claro que quem recepciona esse tipo de “mercadoria” vai adulterar dados e esconder a origem fraudulenta. Portanto, na prática, continuarão circulando e agora com ficha limpa.

Acredita-se que em torno de 15% dos veículos não recuperados seguem para países vizinhos e a Bolívia é um destino fácil. As seguradoras tenderão a repassar aos segurados brasileiros essa conta na forma de prêmios mais altos. E o pior é não haver garantias de que o controle fronteiriço passe a funcionar de verdade. De tempos em tempos, essa espécie de anistia com o chapéu dos outros pode ser retomada, nunca se sabe.

O segundo formador de preços de apólices são as colisões e as peças utilizadas para o conserto. Estima-se que um terço dos automóveis sem recuperação pela polícia vai parar em desmanches clandestinos. Daí a ideia de regulamentar a atividade legal de desmontagem por meio de criação de empresas especializadas em separação, catalogação, reaproveitamento de componentes e reciclagem. Se um carro sofre perda total por colisão dianteira ou traseira, por exemplo, muitas peças não são afetadas na extremidade oposta.

Em países europeus esse serviço é executado há anos e na Argentina já levou a uma diminuição significativa no índice de furtos e roubos em apenas três anos. No Brasil, o Congresso Nacional discutiu por quatro anos e aprovou em 2010 a lei 345/07, de autoria do senador falecido Romeu Tuma, que regulamentava a desmontagem de veículos leiloados como sucata ou classificados como irrecuperáveis, além daqueles com mais de dez anos de fabricação.

No entanto, em janeiro desse ano, a presidente Dilma Rousseff vetou integralmente a lei, alegando “a falta de parâmetros técnicos mínimos para o comércio de peças usadas no mercado de reposição e da ausência de garantia do controle da qualidade e das condições de comercialização”. Isso apesar da ampla discussão promovida por deputados e senadores, incluindo órgãos de trânsito, seguradoras, reparadoras e fabricantes de autopeças.

Causou surpresa a rejeição total e não de pontos específicos do texto aprovado. Mesmo porque uma regulamentação bem feita da lei poderia aprofundar exigências e controles sobre os componentes reaproveitados, ao contrário do que existe atualmente em relação até aos desmanches regularizados.

Hoje, os modelos de entrada e de menor preço, produzidos em larga escala, sofrem com as apólices de seguros proporcionalmente mais caras. Isso se deve à grande frota circulante de carros desse tipo, a verdadeira base do mercado, e que continuará a crescer aceleradamente nos próximos anos. Ao mesmo tempo, atrai as quadrilhas especializadas em furto e desmontagem de componentes, o que a lei justamente queria evitar.

Impressões: o pequeno e notável Renault Clio

Um dos carros mais importantes da história da Renault está aqui nas Impressões do De 0 a 100. Mais uma vez o Wladimir Pereira mandou um rico conteúdo, agora do Clio. Depois de uma boa pesquisa, ele e sua esposa optaram pelo compacto da marca francesa.

Quem quiser participar do Impressões, como o Leônidas, o Rafael, o Jow, o Hugo, o Bruno, o Joathan, o Leônidas (de novo!), o Hugo Leite, o Pedro, o Piauí Jr., o Renato Dantas, o Mário Cesar, o Mário Cesar (de novo!), o Renato Dantas (de novo!), o Joathan (de novo!), o José Barbosa Júnior, o Jefferson de Oliveira, eu mesmo (Volvo XC60 e Astra), o Leonardo Vilela, o Mário César (mais uma vez!), o Pedro (de novo!), o Wladimir Pereira e o Wladimir Pereira (de novo!), basta enviar um e-mail para renatoparizzi@gmail.com. Fale um pouco sobre o seu carro. Descreva os pontos positivos, negativos e conte alguma coisa curiosa! E não se esqueça de mandar fotos do veículo (só serão publicados posts com fotos). Garanto que a placa (ou algum outro detalhe) não será mostrada.
"A decisão pelo Renault Clio 1.0 16V 2010/2011 foi feita pelo seu excelente custo/benefício em relação aos concorrentes.

A impressão que o Sandero Stepway deixou quando chegou a nossa casa foi tão boa que ao trocar nosso segundo carro a decisão foi por outro Renault. Visitamos várias concessionárias para comprar um carro na faixa de R$ 30.000 equipado com ar condicionado, direção hidráulica, alarme, vidros e travas elétricas, que fosse econômico para atender ao trajeto casa/escola/trabalho, em um trânsito pesado, sem a necessidade de um motor potente. Então testamos:

. Chery: QQ e Face
. Chevrolet: Celta e Classic
. Fiat: Palio G3, Uno e Mille
. Ford: Ka e Fiesta;
. Volkswagen: Gol G4 e G5;
   
Os chineses Chery QQ e Face são bem equipados, mas parecem muito frágeis e com interior claro. Estavam já sujos e marcados no mostruário da concessionária e nos carros destinados ao teste drive. Minha esposa descartou logo, apesar do excelente custo, mas ainda com qualidade dos materiais e mecânica questionáveis e sem parâmetros.

Renault Clio 1.0 16V 4 portas – Tudo que precisávamos a um custo de R$ 29.000 e equipado com ar-condicionado, direção hidráulica, alarme, vidros nas portas dianteiras e travas elétricas, ar quente, desembaçador do vidro traseiro, pára-choques na cor da carroceria, retrovisores com regulagem manual interna, barras de proteção lateral, aviso sonoro de luzes acesas, brake-light e rodas aro 14, conta-giros, limpador de pára-brisa traseiro e apoios de cabeça para os ocupantes dos bancos de trás, 3 anos de garantia com 2 anos para o Renault Assistance e rádio CD player SONY instalada na concessionária.
Pontos Positivos
1. A bateria fica em um lugar de difícil acesso. Não entendeu. Então explico na minha família nos VW Gols G2, G3 e G4 tivemos o estepe roubado em virtude da bateria ficar logo abaixo do limpador de pára-brisa, abaixo de uma peça plástica que era quebrada ou retirada para o corte do fio da bateria e anulando o alarme. Aí era só ir na tampa traseira e arrombar a fechadura. E o Gol ainda ajuda, pois não tem sensor de abertura do porta-malas. Fui vítima de vários furtos;
2. O estepe fica na parte interna do porta-malas e a tampa não possui fechadura;
3. Cintos de segurança dianteiros retráteis de 3 pontos com regulagem de altura;
4. Cintos de segurança laterais traseiros de 3 pontos retráteis e apoios de cabeça nos bancos laterais traseiros (isto é raro no segmento);
5. Desembaçador e limpador e lavador do vidro traseiro com intermitência (isto é raro no segmento);
6. Retrovisores com comando de regulagem interno;
7. Os mostradores do painel melhoraram, tendo um design superior ao anterior que era branco com cinza. Agora tem o fundo preto com os caracteres em branco e iluminação num tom vermelho claro herdado do Symbol. Essa aqui foi uma sacada legal da Renault dando modernidade ao Clio. O grafismo e a disposição em minha opinião são mais bonitos que os do Sandero Stepway;
8. Os botões de abertura e fechamento dos vidros dianteiros são nas portas e possuem iluminação noturna;
9. Chave com comandos de abertura e fechamento das portas. Ao primeiro toque destrava-se apenas a porta do motorista. Ao segundo toque abrem se as demais portas e o porta-malas. A luz de teto interna permanece ligada até que a chave seja colocada no contato e girada. Ao se girar a chave a luz apaga de forma gradativa. Caso não haja abertura de portas ou porta-malas em 30 segundos o alarme se arma novamente (isto é raro no segmento). O alarme segue o mesmo padrão do Renault Sandero Stepway;
10. Fácil de encontrar uma posição para dirigir e uma boa visualização sem muitos pontos cegos;
11. Aviso sonoro de farol ligado ao se desligar o carro e abrir a porta do motorista;
12. Interruptor de abertura nas quatro portas e no porta-malas que acende a luz de teto interna que só se apaga de forma gradativa quando a(s) porta(s) é (são) fechada(s) e a chave é da ignição é girada. Caso a luz permaneça acesa indica que alguma porta ficou aberta (isto é raro no segmento);
13. O tecido do banco tem boa textura e qualidade. É em tom cinza escuro que facilita a limpeza e, em caso de macha, não ficará tão aparente - quem tem criança sabe como é. Exemplo: os tecidos usados nos Ford Ka e Fiesta são escuros (preto e cinza) mas passam a impressão de que vão se rasgar com a unha. E dos chineses são claros demais;
14. Os bancos dianteiros acomodam bem as costas tanto do motorista quanto passageiro. Isto se deve as suas abas laterais elevadas;
15. O motor se mostra ágil quando o ar-condicionado está desligado. No anda e para da cidade, exige algumas doses a mais de combustível com uma boa apertada do pé direito. Mas quando o trânsito flui e você se depara com uma via de trânsito rápido vai bem;
16. Bons engates do câmbio e o motor têm um desempenho muito bom;
17. Painel com Km total, parcial e hora e boa visualização mesmo sem a regulagem de altura e profundidade do volante, que tem boa empunhadura;
18. Bom espaço no porta-luvas e bons difusores de ar.
Pontos Negativos
1. Melhorar o encaixe das alças do tampão do bagageiro;
2. Forrar as laterais do porta-malas. Os fios dos auto-falantes ficam aparentes;
3. Uma falha do alarme é que ele se arma mesmo com uma das portas abertas. O único sinal de que algo esta errado é que as luzes do carro não piscam. Se o carro tem sensor de abertura em todas as portas, capô e porta-malas isso não deveria acontecer;
4. Vir com alça de teto, não existe nem como opcional. Mas na concessionária é oferecida cada alça pelo valor de R$ 58 já instalada;
5. Para lamas de plástico tem um encaixe com a carroceria desalinhado;
6. O alarme deveria possuir ultra-som;
7. Uma pena a Renault ter retirado airbag e ABS do modelo. Espero que caprichem no sucessor do Clio que vai obrigatoriamente oferecer tais equipamentos;
8. Poderia oferecer um computador de bordo como no Sandero;
9. Par minha esposa faltou o espelho no quebra-sol do motorista, mas no passageiro ele está lá. É o costume com o Sandero que possui este recurso;

No mais é isto que eu tenho a dizer. Quando for comprar um carro 1.0 faça um teste drive em um Clio e sinta a sensação de dirigi-lo. E fique imaginando como deve andar muito o Clio 1.6 16V, pois o motor já impressiona no Sandero, que é maior e mais pesado. Imagine em um carro pequeno e leve. Na tocada na cidade, o motor de 76 cv com gasolina e ar-condicionado ligado faz entre 11 e 12 Km/l. Sem o ar ligado faz entre 14 e 17 Km/l, sempre dependendo da intensidade do trânsito. Na média dentro da cidade o carro tem feito 14,3 Km/l com um tanque, com o ar-condicionado ligado em 40% do tempo uma vez que Brasília é quente, mas o ar é seco e se você abusar o seu corpo vai adoecer. O consumo vai depender da paciência que você tem ao rodar com um carro 1.0. Se pisar fundo com uma direção agressiva melhor andar com um motor mais potente. As médias foram obtidas com acelerações progressivas respeitando os limites das vias de 40, 60 e 80 Km/h.
Visão da família
Alemanha em baixa com os Volkswagens. Renault toma conta dos jovens e experientes. Já os japoneses dominam os experientes da família. Será que o Renault Fluence vai fazer a cabeça de alguém dono de japonês por enquanto pelo que converso não.

Na minha família a compra do primeiro Renault levou a família a uma onda Renault no boca a boca. Sempre a maioria dos carros da família foi VW. Seguidos por GM, Ford e alguns Fiats. Porém quando meu tio foi o precursor do processo quando trocou a VW Parati dele por um Logan em 2007 1.6 Privilege. Meu irmão foi o ultimo a trocar agora em 2011 o seu VW Gol por um Logan. Na família são 4 Logans, 4 Sanderos e 1 Clio e estes substituíram carros da VW em sua maioria. Fora isso os outros carros são japoneses: 2 Toyotas Corolla e 3 Hondas Civic - amplo espaço no banco traseiro.

Em relação ao Clio sair de linha
Ele deve sair mesmo para dar lugar à modernidade. Mas a evolução do Clio não pode ser um Renault Symbol Hatch, pois se assim o fizer a Renault estará jogando todo o seu aprendizado com o Sandero no lixo. É esperar para ver quem virá no lugar do Clio, a pedida seria boa para o seu sucessor francês, mas ele parece padecer do mesmo conflito da VW em relação ao Polo e Golf. Será lamentável se a evolução do Clio for simplesmente um Renault Symbol Hatch haja vista as vendas do seu sedã que falam por mim.
Final
Com relação ao painel do Symbol, só o que salva são os mostradores de velocidade e conta-giros. No resto, o painel do Clio é muito mais bonito. Para o Symbol, falta um desenho de maior requinte e harmonia no seu interior. Sem querer ofender o Piauí Jr.."

Opinião do blogueiro
O Clio é um carro interessante. Seu espaço interno não é dos melhores, ainda mais perto do irmãos Sandero e Logan. Mas, para a categoria, é aceitável. O porta-malas, com 255 litros, também poderia ser um pouco maior - mas, mais uma vez, tem tamanho aceitável para a categoria. Seu desemepenho e média de consumo agradam - agradeçam ao baixo peso do carro (880 kg). O acabamento também é bem honesto.

Os 3 anos de garantia oferecidos pela Renault são realmente um trunfo para diferenciar o Clio dos adversários diretos. Basta analistar os números. Em 2009, a média mensal de vendas do modelo foi de 1.157 unidades (13.890). Em 2010, já com 3 anos de garantia, o número subiu para 2.505 unidades em média por mês (30.064 no total). Os números podem parecer tímidos se comparados aos do Gol, do Uno, do Palio e do Celta. Mas é inegável que o Clio melhorou consideravelmente suas vendas.

Em 2011, a média está em 2.268 unidades vendidas de janeiro a agosto, totalizando 18.144 no ano. A queda já é um sinal de que o carro precisa de melhorias, e a Renault sabe disso e já planeja uma alteração no Clio, nos mesmos moldes do Clio Sedan, que virou o Symbol.

Para finalizar, o Clio 1.6 16V é um foguete. Ele realmente tem desempenho muito bom, merecendo cuidado ao guiá-lo na estrada pelo excesso de velocidade.

domingo, 4 de setembro de 2011

O que está errado nessa imagem?

Recebi este folder do internauta Diego de Porto Alegre. Tem realmente uma coisa errada nessa imagem. Alguém descobre o que é?

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Alta roda - Agora são outros 500

 Poucos carros na história da Fiat foram capazes de virar o jogo de forma tão cabal como o 500 ou Cinquecento, como se diz em italiano. Aconteceu em 1957 e se repetiu exatos 50 anos depois, em julho de 2007. O novo 500, releitura modernizada do minicarro original, vendeu o dobro da previsão mais otimista da sede da companhia em Turim. Superou as 700.000 unidades acumuladas, basicamente na Europa, ao atender os desejos da afluente classe média e se tornar o terceiro ou quarto carro da classe alta por suas dimensões ideais para o trânsito e estacionamento urbanos.

Preço elevado não é problema na Europa rica. Tornou-se o primeiro subcompacto a oferecer sete airbags de série (incluindo para joelho do motorista) e uma lista de equipamentos de série inigualável nesse segmento. No Brasil, ao contrário, trata-se de uma grande limitação. Por isso era previsível que, ao preço de lançamento de R$ 63.000, as vendas decepcionassem: apenas 100 unidades/mês, em média.

A opção equivocada de lançar o 500 no País se tomou antes da Fiat decidir assumir a Chrysler e produzir o carrinho no México para atender as Américas do Norte e Latina. De cara, sem imposto de importação de 35%, o preço poderia se reduzir em torno de 25%. Mas os italianos gastaram muito para acomodar o modelo às regras americanas de segurança passiva, fabricar o motor Multiair nos EUA e adaptar a fábrica de Toluca. Quase tanto quanto um carro novo.

O 500 ressurge ao preço razoável de R$ 40.000 (versão Cult) e algumas modificações para o mercado brasileiro, a começar pela motorização flex (mesma do Uno 1,4 l, 85/88 cv). Também perdeu cinco airbags e uma marcha no câmbio manual (agora, cinco), porém ganhou bancos dianteiros mais confortáveis, ar-condicionado de maior vazão, quatro refletores nos para-lamas (obrigatórios nos EUA) e cinco litros extras no tanque.

Na primeira avaliação do Cult, com muito calor em Miami, é nítida a diferença de desempenho: 25 cv a menos (gasolina), inferior até ao Uno 2-portas de mesmo motor, que pesa 136 kg menos. Câmbio automatizado Dualogic (R$ 3.000) vem da Itália e mostra pequena evolução nas trocas de marchas.

A novidade é o câmbio automático, da japonesa Aisin, seis marchas (R$ 4.000,00 extras), da versão Sport Air (R$ 48.800, manual), acoplado ao tecnológico motor Multiair, 1.4 l/105 cv. Essa unidade motriz traz gerenciamento eletro-hidráulico de válvulas de admissão, ganhando 5 cv de potência, mesmo com uma árvore de comando a menos. Coloca-se muito bem em termos de desempenho e na faixa baixa dos R$ 50.000 por incluir uma invejável lista de equipamentos de série e um bom conjunto de áudio Bose.

Não deve ser difícil a Fiat comercializar, inicialmente, umas 1.000 unidades/mês – 10 vezes mais que antes – porque toda a sua rede, superior a 500 lojas, passa a vendê-lo, ajudada por uma forte e criativa campanha publicitária e preço ajustado. No entanto, a sustentação ainda se considera uma incógnita. O 500 está na mesma faixa de preço do Punto e do novo Palio, que chega ainda este ano. Exige atenção redobrada, pois a dispersão dos vendedores nas concessionárias, ao explicar a proposta de subcompacto chic, pode enfraquecer esse relançamento.

RODA VIVA

MOMENTO é mesmo dos minicarros. Além do novo VW Up!, uma das atrações do Salão de Frankfurt em meados de setembro, Fiat vai contra-atacar exibindo também o novo Panda. Há anos este é o mais vendido do segmento específico, na Europa. Semelhança de linhas ao Uno brasileiro é grande. Todavia, o modelo italiano sofreu um atraso superior a 18 meses.

COINCIDENTEMENTE, a Kia apresentou o novo Picanto com motor flex no mesmo dia que o Fiat 500. Os preços são próximos – de R$ 35.000 a R$ 45.000 – embora o subcompacto sul-coreano ofereça cinco lugares/quatro portas e o italiano, quatro/duas. Picanto evoluiu em estilo, é muito bem equipado, mas não oferece tantos mimos de série, nem o charme do 500.

ESSE minicarro da Kia também surpreendeu ao oferecer motor 3-cilindros/1 litro (só o Smart, hoje, tem 3 cilindros no nosso mercado). Engenheiros orientais ousaram na alta taxa de compressão (12,5:1), ao contrário de certos flex capengas daqui. E foram recompensados: 77/80 cv de potência, até 10,2 kgfm de torque. Lá fora, só a gasolina, motor empaca nos 70 cv, bom cala a boca...

AINDA falta o fluxo ideal, porém tudo indica que a escassez de peças em razão dos desastres naturais no Japão, em março passado, começa a se solucionar. Mais atingida, a Honda previa atrasar o novo Civic para 2012. No entanto, as boas notícias devem fazer a fábrica de Sumaré (SP) preparar o lançamento ainda este ano, provavelmente em dezembro.

ESTUDO do Cesvi (Centro de Experimentação e Segurança Viária) demonstra que vibrações de origem própria e da pavimentação, a que estão sujeitos todos os veículos, podem afetar componentes eletrônicos. Trata-se de lembrete a quem produz sistemas de rastreamento e bloqueio. Microfissuras podem gerar mau funcionamento.
(Foto: Fiat/Divulgação)