sexta-feira, 16 de abril de 2010

Por R$ 28.294, Chevrolet lança Classic 2011 com visual do Sail chinês, antigo e fora de linha

A Chevrolet apresentou oficialmente hoje a já ultrapassada linha 2011 do Classic. Com visual copiado da antiga geração do Sail chinês, mas inédito para o consumidor brasileiro, o sedã compacto da GM chega com o já conhecido motor 1.0 VHCE, uma versão de acabamento (LS) e preço sugerido a partir de R$ 28.294.

A principal novidade do “novo” Classic brasileiro é o seu visual. Sua dianteira é toda nova, incluindo conjunto ótico, grade, entrada de ar e pára-choque. A traseira também foi alterada, com novas lanternas horizontais, que invadem a nova tampa do porta-malas e pára-choque redesenhado. A lateral segue praticamente sem alterações.

Tudo muito bem copiado em relação ao antigo Sail vendido na China, que já foi substituído por uma geração nova de verdade. Será que os consumidores brasileiros também não mereciam esta nova geração?
No interior, o Classic 2011 nacional tem mostradores com novo grafismo nova padronagem de tecido, e manopla de câmbio vinda do Prisma. Equipado de série com desembaçador elétrico do vidro traseiro, vidros verdes, imobilizador eletrônico, preparação para som e rodas de aro 13” com calotas, o sedã passa a ser vendido unicamente na versão LS com preço inicial sugerido de R$ 28.294 (já com IPI de volta). O valor é superior aos R$ 26.623 pedidos anteriormente pelo Classic 2010 e mais próximo ao do Prisma Joy 1.0, que sai por R$ 30.500.

Para os opcionais e acessórios, a Chevrolet disponibiliza ar-condicionado, direção hidráulica, travas e vidros elétricos, ar quente, alarme, protetor de carter, faróis com máscara negra, rodas de alumínio de aros 13” ou 14”, lâmpada azul (Blue Vision), alça de segurança do teto, acendedor de cigarros, cinzeiro, (novo) rádio com sistema PRDS, que recebe notícias enviadas no visor, entre outros itens.
Os equipamentos foram divididos em quatro “kits”: Estilo, Conforto, Entretenimento e Proteção. Vale destacar o “Kit Proteção”, que não oferece airbag duplo e freios ABS, mas sim adesivos refletivos, tapetes de carpete e borracha e protetor de carter.

Mecanicamente, o Classic não mudou. O motor VHCE 1.0 8V flex tem os mesmos 78 cv de potência e 9,7 mkgf de torque com etanol e 77 cv e 9,5 mkgf com gasolina. Segundo a Chevrolet, quando abastecido com álcool, o Classic precisa de 13,6 s para ser acelerado de 0 a 100 km/h.

Com as mudanças (visuais e de preço) da linha 2011, a GM espera que o Classic suba 20% nas vendas, ficando com uma média mensal de 11 mil unidades.
Fonte: Jalopnik
Fotos: Chevrolet/Divulgação

quinta-feira, 15 de abril de 2010

A volta dos que nunca chegaram

Por essa ninguém esperava! A Nissan confirmou mesmo que vai lançar a versão sedã do Tiida no Brasil até o final de 2011. A marca acredita que o modelo pode se dar bem no mercado nacional. Para isso, o carro terá motor 1.8 flex e deve custar menos de R$ 50.000, para concorrer com versões mais equipadas do Volkswagen Polo e mais simples do Honda City.

Se levarmos em conta que o Tiida hatch vende muito pouco, mesmo com as surpreendentes e recordistas 751 unidades emplacadas em março (16 a menos que o Stilo), o que podemos esperar do Tiida Sedan, que é bem feio? Tudo bem que ele não é nada de horrendo, a ponto de espantar as crianças da sala, mas é um veículo que chegará ao Brasil com predisposição para dar errado.

Para quem não se lembra, a Chrysler anunciou, no Salão do Automóvel de São Paulo de 2008, que lancaria o Tiida Sedan no Brasil com o nome de Trazo C. Quando a marca desistiu dessa proeza, já em 2009, provavelmente por causa do acordo com a Fiat, até os concessionários da Chrysler comemoraram, já que eles não seriam obrigados a (tentar) vender um King Kong (mico é pouco) para os (possíveis) clientes (interessados).


Vamos ver no que isso vai dar.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Desprevenido, ganhei mais uma (boa) responsabilidade


Eu estava hoje, 13/04, assistindo ao SPTV, da TV Globo, quando me vi praticamente eleito o melhor jogador do game FIFA Soccer do Brasil! Gosto muito de futebol e adoro jogos, mas, ser condecorado, quase em rede nacional, por um dos mais prestigiados jornalistas do Brasil, é uma responsabilidade e tanto!

Deixo aqui um forte abraço ao Chico Pinheiro, que gentilmente participou de um videochat do De 0 a 100 no ano passado. Ele é um exemplo de jornalista, que deveria ser seguido por muitos por aí, principalmente por aqueles que se esquecem da profissão para virarem "celebridade".

Renault Logan fica apresentável

Hoje a Renault lançou a linha 2011 do Logan, que nós já vimos aqui há poucos dias. A principal mudança foi mesmo no visual. Quem tinha completa aversão ao modelo precisa admitir: finalmente o Logan ficou apresentável. A frente ficou menos feia, enquanto a traseira ficou, na medida do possível, interessante. Vejam mais fotos na galeria do Jalopnik.

Por dentro, FINALMENTE, a ergonomia melhorou. Os botões para acionar os vidros elétricos sairam do painel e foram para as portas. Além disso, o motorista pode ajustar o banco e o volante em altura.
O Logan 2011 está disponível nas versões Authentique 1.0 16V, por R$ 28.690; Expression 1.0 16V, por R$ 30.190; e Expression 1.6 8V, por R$ 32.690. De série, todas as versões têmpára-choques na cor da carroceria, conta-giros, rodas de aro 14”, alarme sonoro de advertência de luzes acesas, porta-copos no console central dianteiro e brake-light.

Considero os preços atrativos, mas a lista de equipamentos de série é uma tristeza de tão pobre. Pelo menos o sedã da Renault pode ser equipado com airbag duplo e ABS, diferente do Chevrolet Classic, que tem disponível como opcional apenas o “Kit Proteção”, composto por adesivos refletivos, tapetes de carpete e borracha e protetor de carter.

Ainda em relação ao Chevrolet, que custa um pouco mais barato (R$ 28.294), o Logan oferece mais espaço para os ocupantes e para bagagem, além de três anos de garantia (ou 100.000 km de garantia - o que ocorrer primeiro) - contra espaço interno limitado, 390 litros e um ano, respectivamente.

Para encerrar, fiquei pensando: por que o motor 1.6 8V tem o nome de Hi-Torque? Seu torque de 13,7 mkgf com gasolina e 14,1 mkgf com álcool é inferior ao de todos os outros 1.6 8V do mercado nacional, e bem próximo aos de alguns 1.4. Vejam:

. Renault 1.6 8V Hi-Torque: 13,7 mkgf / 14,1 mkgf a 2.850 rpm
. Volkswagen 1.6 8V VHT: 15,4 mkfg / 15,6 mkgf a 2.500 rpm
. Ford 1.6 8V Rocam: 14,5 mkgf / 15,3 mkgf a 4.250 rpm
. Chevrolet 1.4 8V Econo.Flex: 13,2 mkgf / 13,7 mkgf a 2.800 rpm

sábado, 10 de abril de 2010

Sou interessante, mas não estou na moda. Estrelando: Nissan Tiida

Existem muitos carros no mercado brasileiro que são opções bastante interessantes para o consumidor. Muitos são antigos e têm ótima relação custo/benefício. Outros são bem equipados, modernos e com ótimo desempenho. Mas nem sempre ter boas qualidades significa garantia de boas vendas. É o caso do Nissan Tiida.

A marca já tentou várias vezes fazer seu modelo “pegar” no mercado, mas nada parece dar certo. Depois do seu lançamento, em 2007, o Tiida era criticado por três questões: motor 1.8 que só podia ser abastecido com gasolina; preço pouco atraente para um marca e um veículo que precisavam ganhar mercado; e o visual que não arranca suspiros. Resultado: não vendeu bem. Para a linha 2009, os japoneses esperavam que o etanol desse o impulso que faltava para o Tiida alavancar de vez suas vendas no Brasil. O motor, que antes gerava 124 cv de potência com gasolina, passou a desenvolver 125 cv com o derivado do petróleo e 126 cv com álcool. Resultado: continuou não vendendo bem.

Solucionado o primeiro problema, a marca japonesa concentrou seus esforços para corrigir o segundo questionamento do veículo. Para a linha 2010, toda as versões tiveram uma redução média de R$ 3.000 no preço sugerido, fazendo com que o Tiida mais simples (S 1.8 manual) pudesse ser encontrado a partir de R$ 48.990, e a versão mais completa (SL 1.8 automática) fosse vendida por R$ 57.990.
Além disso, a Nissan fez pequenas alterações visuais no seu hatch médio. Na verdade, só a grade dianteira mudou, o que foi uma decepção para muitos. As linhas continuaram as mesmas, com a frente inspirada no sedã Maxima e o restante do conjunto com o aspecto “minivanizado” – ressaltando que design é um item de gosto subjetivo: basta lembrar que a dupla Logan e Doblò tem boa procura, mesmo com a estética nem um pouco atraente.

Segundo a Fenabrave, em 2008, primeiro ano completo do Tiida no Brasil, foram comercializados 3.280 carros – média de 273 unidades por mês. Em 2009, a média mensal subiu para 323 carros – total de 3.882 unidades vendidas em 12 meses – mas continuou abaixo da expectativa da Nissan, que era de 350 Tiidas vendidos ao mês. Em 2010, o Tiida continua sem arrancar suspiros, embora ligeiramente melhores: média de 350 unidade mensais, bem abaixo da meta de 500 vendas estipulada pela Nissan.

Conjunto da obra
Pensando no todo, o Tiida é um carro bem interessante. Com três anos de garantia, ele vem importado do México para o Brasil unicamente com o motor 1.8 16V flex (o mesmo da família Livina), que tem desempenho interessante com o câmbio manual de seis marchas. Quando equipado com a transmissão manual de quatro velocidades, seu comportamento fica suave, mas falta harmonia ao conjunto. Uma quinta marcha seria bem-vinda, especialmente na estrada.

Internamente, o acabamento não  é muito luxuoso, mas é bem feito. O destaque fica mesmo por conta do espaço interno, bom para cinco pessoas. Para a linha 2010, a linha Tiida contou com a introdução de novos equipamentos de série, como a chave presencial I-Key para a versão SL, e o ajuste de altura do banco do motorista para a S. Além disso, o modelo sai da fábrica com ar-condicionado, vidros e travas com acionamento elétrico, direção elétrica com assistência variável, travamento automático das portas com veículo em movimento e airbag duplo desde a versão de entrada, S, que tem preço sugerido de R$ 48.990.
A SL, que tem valor sugerido de R$ 52.990, vem com os mesmos itens da S, além de freios ABS integrados ao controle eletrônico de frenagem (EBD) e ao assistente de frenagem (BAS), ar-condicionado automático digital e banco traseiro reclinável deslizante na horizontal (que pode ser deslocado em até 24 cm), que faz o espaço do porta-malas variar de 289 litros a 463 litros. Completo, com câmbio automático, seu valor sobe para R$ 57.990.

Mas então por que não vende bem?
Como vocês viram, o carro tem um conjunto atraente. Mas é difícil explicar exatamente quais são os motivos para o Tiida não ter caído no gosto do brasileiro, ainda mais depois das “correções”. O primeiro, como já foi dito, é  o visual. Mas, repetindo, este é um item subjetivo.

O segundo, mais realista, é a falta de agressividade da Nissan em relação ao veículo. Faltam anúncios, campanhas e outras ações de marketing para colocar o Tiida na “cabeça do povo”. Por fim, aliado à falta de agressividade, falta ousadia à Nissan. Acredito que o Tiida teria uma procura muito maior se o seu preço rivalizasse com o do Chevrolet Astra, na casa dos R$ 45.000.

E para você, por que o Tiida não vende no Brasil?

Fonte: Jalopnik
Fotos: Nissan/Divulgação