sexta-feira, 24 de julho de 2009

Carros italianos são os mais bonitos do Brasil

Dando continuidade às enquetes do De 0 a 100 , estou publicando o resultado da pergunta "Entre as 13 marcas mais vendidas no Brasil, qual tem os carros mais bonitos?". Confesso que eu já esperava o resultado final, com a Fiat vencendo as outras 12 marcas. Modelos como Punto e Linea são realmente muitos bonitos e devem ter sido os responsáveis pela vitória. Doblò deve ter sido o fiel da balança negativo por causa da feiura.
Fotos: Fiat/Divulgação
A Chevrolet veio em segundo, puxada, na minha opinião, pelo Captiva e pelo Vectra GT. O Civic foi o principal responsável pelo bom terceiro lugar da Honda, que, diferente da Fiat e da Chevrolet, não tem muitos modelos disponíveis no Brasil. Renault, Kia, Mitsubishi e Nissan ficaram, respectivamente, com as últimas quatro posições. Para a francesa, acho que o Logan pesou (contra) na hora do voto.

Agradeço mais uma vez ao Célio Adriano Fonseca, de Belo Horizonte, pela sugestão da enquete. Quem quiser sugerir uma outra enquete, entre em contato comigo pelo e-mail renatoparizzi@gmail.com. Aproveitem para votar na nova enquete.

Entre as 13 marcas mais vendidas no Brasil, qual tem os carros mais bonitos?

1º - Fiat - 30.94% - 400 votos
2º - Chevrolet - 22.27% - 288 votos
3º - Honda - 14.23% - 184 votos
4º - Peugeot - 6.19% - 80 votos
5º - Volkswagen - 5.72% - 74 votos
6º - Citroën - 5.18% - 67 votos
7º - Ford - 4.56% - 59 votos
8º - Hyundai - 3.09% - 40 votos
9º - Toyota - 2.71% - 35 votos
10º - Renault - 1.47% - 19 votos
11º - Kia - 1.39% - 18 votos
12º - Mitsubishi - 1.31% - 17 votos
13º - Nissan - 0.93% - 12 votos
TOTAL - 1.293 votos

Próximos lançamentos
Depois do Astra 2010, que manteve o mesmo preço e ganhou novos equipamentos, teremos outras novidades saindo do forno (das fábricas na verdade) nos próximos dias. A Mitsubishi vai mostrar a nova versão do Pajero, chamada Dakar. Já a Kia apresentará oficialmente o Soul, seu novo e "descolado" modelo para o mercado brasileiro. Em seguida teremos o Polo I-Motion, que, na versão hatch, terá câmbio manual automatizado - uma clara resposta à Fiat, que acabou de expandir a família Dualogic. Depois teremos o Honda City, novo sedã da marca japonesa que vai custar a partir de R$ 56.000. O último lançamento é a Ford, com a Ranger reestilizada, já mostrada aqui no De 0 a 100 com seu visual polêmico.

Agradecimento e atualização
Obrigado a todos pelo apoio que tenho recebido nos últimos dias. Garanto que o De 0 a 100 não vai acabar. Entrem no site pelo link:

www.dezeroacem.com

Um abraço!

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Chevrolet Astra 2010: para ficar na ponta

"Adeus às versões! Vamos investir num modelo único, mais completo e competitivo, com excelente relação custo/benefício e motor de 140 cv de potência".

Essa é a idéia da Chevrolet com a linha 2010 do Astra. E acho que ela está indo no caminho certo com o Astra. A versão Elegance quase não era vendida; e a Advantage vendia muito, mas poderia ser muito mais bem equipada. Com a união das duas, o Astra vai se manter na ponta do segmento de hatches médios em 2009  - o 11º primeiro ano consecutivo.
Como equipamentos de série, o Astra 2010 vem com direção hidráulica, trio elétrico, ajuste de altura e profundidade da coluna de direção, ar-condicionado digital, bancos com revestimento de veludo, retrovisor interno eletrocrômico, faróis com desligamento automático, trio elétrico, faróis de neblina, alarme e banco traseiro bipartido. e rodas de de liga leve de 16" (bem parecidas com as da extinta versão "esportiva" SS). O preço sugerido é: R$ 44.389. Existem apenas três opcionais, que elevam o valor para R$ 50.240: airbag duplo, transmissão automatica de quatro marchas e piloto automático.

Em relação ao visual do hatch médio, o Astra já está na fila para receber o DNA global da Chevrolet, o que podemos esperar que aconteça a partir de 2011 (ou para a linha 2011).
Motor Flexpower
Debaixo do capô temos o velho conhecido motor 2.0, que, desde a linha 2009, desenvolve 133 cv de potência e 18,9 mkgf de torque com gasolina e 140 cv e 19,7 mkgf com álcool. Segundo a Chevrolet, Astra 2010 com câmbio manual atinge a velocidade máxima de 200 km/h, quando abastecido com álcool, e 195 km/h, com gasolina. Ele acelera de 0 a 100 km/h em 9s8, com álcool, e 10s3, com gasolina. Já o Chevrolet Astra 2010 equipado com transmissão automática chega a velocidade máxima de 198 km/h, com álcool no tanque, e 190 km/h, com gasolina. Ele acelera de 0 a 100 km/h em 11s2 s (álcool) e 12s (gasolina).
Ao hora de abastecer com gasolina, o hatch manual faz 16,4 km/l na estrada e 11,1 km/l na cidade (média combinada de 13,0 km/l). Quando está abastecido com álcool, o Astra registra 11,0 km/litro na estrada e 7,5 km/l na cidade (média combinada de 8,8 km/l). O modelo automático, abastecido com gasolina, faz 15,0 km/l (estrada), 10,5 km/l (cidade), o que dá uma média combinada de 12,1 km/l. Quando movido a álcool, o Astra automático faz 10,3 km/l na estrada e 7,5 km/l na cidade (média de 8,6 km/l). Vale lembrar que é praticamente impossível conseguir esses números de consumo na vida real.

Chevrolet Astra no Brasil

1995 - Chevrolet Astra chega ao Brasil importado da Bélgica nas versões hatch e station-wagon, equipado com motor 2.0 litros;

1998 - Início da produção no Brasil da versão duas portas GL com motor 1.8 com 110 cv e versão GLS com motor 2.0 de 112 cv;
1999 - Lançamento Chevrolet Astra Sedã com motor 2.0 16V de 128 cv;

2000 - Série 500 é lançada em comemoração dos 500 anos de descobrimento do Brasil - produção limitada a 500 unidades; e lançamento da Série Milenium;

2001 - Versão Sport chega ao mercado, equipada com repetidor de pisca nos pára-lamas em todas as versões. Versão GL ganha calotas e conta-giros;

2002 - Chevrolet Astra passa a ter versão CD e câmbio automático nas versões mais luxuosas; e lançamentos das versões Expression e Sunny;

2003 - Chevrolet Astra é reestilizado e versão GSi ganha motor 2.0 16V (136 cv) e opção de quatro portas;

2004 - Motor Flexpower 2.0 8V passa a equipar o Astra, que ganha novas versões Comfort, Elegance e Elite e GSi; além disso, a GM promove o lançamento do Astra Multipower movido a álcool, gasolina ou GNV; e da versão Advantage hatch 2 portas;
2005 - Lançamento do Chevrolet Astra SS;

2006 - Chevrolet Astra Advantage passa a ter versões de hatch e sedã;

2008 - Lançamento Chevrolet Astra Advantage Plus como versão de linha;

2009 - Chevrolet Astra passa a ser equipado com motor Flexpower 2.0 de 140 cv de potência; lançamento linha 2010 com novos conteúdos de série.

Agora fica a pergunta: será que vale pagar R$ 10.000 a mais e comprar um Vectra GT? 
Fotos: Chevrolet/Divulgação

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Por dentro do novo Chevrolet Agile

O Argentina Auto Blog e o Autoblog.es conseguiram flagrar o interior do novo Chevrolet Agile, que chega em outubro ao Brasil. Vemos que, por dentro, o modelo tem diversas características de vários carros nacionais, não só da General Motors. O câmbio, por exemplo, lembra o do Renault Sandero. Os comandos do ventilador/ar-condicionado parecem os do Chevrolet Captiva. Já a alavanca que aciona as setas é a mais tradicional possível da marca, presente em diversos carros.
Fotos acima: Reprodução da internet/argentinaautoblog.blogspot.com - 14/7/09
Achei o volante com o desenho interno estranho. Pensei que o logo no centro não tivesse o círculo prateado em volta da gravata dourada. Mas isso pouco importa. O que mais me chamou a atenção foram os bancos dianteiros, que, se já forem os pernamentes (sem nenhuma capa ou "acessório"), parecem ter um formato um pouco diferente.

Ainda falando da Chevrolet, a marca anunciou um investimento de R$ 2 bilhões na fábrica de Gravataí (RS) que visa aumentar a produção de 230 mil carros para 380 mil unidades por ano a partir de 2012. O aumento da fábrica vai acontecer principalmente por causa do projeto Ônix, que terá 3como frutos os prováveis substitutos do Celta e do Prisma. Segundo rumores, o novo Celta seria um "primo pobre" do Chevrolet Spark (abaixo), modelo desenvolvido pela Daewoo.
Chevrolet/Divulgação
Mas só de não ter o volante torto, espaço interno pífio, acabamento muito pobre e pouca segurança (os apoios de cabeça dianteiros são fixos!), como no Celta, já vai ajudar bastante.
 


Quatro fotos acima: Reprodução da internet - es.autoblog.com

Ah... se a nossa Ford Ranger fosse assim...

Reprodução
Essa Ranger foi usada como apoio durante o Festival de Goodwood 2009, realizado na Inglaterra - considerado o "maior encontro da velocidade do mundo". É a prova que a Ford pode fazer uma picape bonita, com aspecto moderno, bem diferente da nova versão que deve estreiar no Brasil no segundo semestre.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Ford Edsel - Vagina com dentes

Edsel de 1958
 A revista Super Interessante de julho trouxe uma matéria bastante interessante, que fala sobre os maiores desastres de marketing e produto da história. Lógico que o mundo automobilístico entrou na jogada. O prêmio de "maior fiasco sobre rodas" foi para a Ford, com o seu Edsel. Resolvi pesquisar a história mais a fundo e encontrei muitas coisas curiosas.

Mas antes de explicar o fiasco, vamos falar um pouco do Edsel como carro em si. Ele foi um sedã com carroceria característica típica da época. Entre 1957 e 1960, ele foi vendido com duas e quatro portas e teto rígido; duas portas conversível; e duas e quatro portas perua (para seis e nove passageiros). Debaixo do capô, sempre motorzões: V8 5.9 de 303 cv e V8 6.7 de 345 cv em 1958; (econômico) seis cilindros 3.6 de 145 cv, V8 4.8 de 200 cv, V8 5.4 de 225 cv e V8 5.9 de 303 cv em 1959; seis cilindros 3.6 de 145 cv, V8 de 185 cv e V8 de 300 cv em 1960.
Edsel de 1959
A história do veículo é inusitada. No final da década de 1950, aparentemente a Ford achou que para promover um novo lançamento, inédito no mercado, bastava criar uma enorme expectativa em torno do veículo, com outdoors e “teasers” com dizeres do tipo "o Edsel está chegando" e “nunca um carro como o Edsel apareceu”. A idéia era promover o novo "carro do futuro". Numa ousada estratégia, a montadora norte-americana não fez pesquisas com clientes para fechar o visual do automóvel e confiou no seu próprio “feeling automotivo”, o que foi considerado um dos grandes erros do projeto. A verdade era o Edsel não era "do futuro" e tinha várias partes e componentes de outros veículos da Ford da época.
Edsel de 1959
O dia 4 de setembro de 1957 ficou conhecido como "E-Day", por causa da chegada do Edsel às concessionárias. Mas o retorno não foi nada bom, e o modelo ganhou diversos apelidos, como "vagina com dentes", "trator chupando limão" e "vaso sanitário", todos criados especialmente por causa da dianteira do veículo, considerada horrorosa. E esse nome estranho, que também não caiu no gosto dos americanos, veio de onde? Ele foi uma homenagem ao filho do fundador da Ford, chamado de Edsel Ford.
A Ford ainda tentou algo que, se não me engano, foi inédito para a época: no dia 13 de outubro, ela comprou uma hora inteira de um programa no canal de TV CBS nos Estados Unidos, única e exclusivamente para promover o Edsel. O “The Edsel Show” foi apresentado por Bing Crosby e teve alguns convidados de peso (para a época e até hoje), como Frank Sinatra, Rosemary Clooney, Luis Armstrong e Lindsay Crosby, que fez uma apresentação com os Four Preps. O programa recebeu ainda um convidado secreto que, no final das contas, era Bob Hope. O mais interessante foi que o “The Edsel Show” substituiu um dos mais importantes programas da grade de domingo da CBS, o “Ed Sullivan Show”. Mas o sucesso do programa não se transferiu para o carro, que continuou com vendas pífias.


Em 1958, foram vendidos 63.110 Edsels nos EUA e 4.935 no Canadá. Em 1959, as vendas pioraram, com 44.891 unidades na terra do Tio Sam e 2.505 veículos no país vizinho, de língua francesa e inglesa. Em 1960, último ano do Edsel no mercado, foram produzidos apenas 2.846 carros. Segundo a Super Interessante, a Ford pretendia vender cerca de 200.000 unidades do modelo por ano. Mas, vender apenas 118.287 unidades em três anos, somados dois países, é muito pouco, ainda mais levando em consideração o monstruoso investimento de US$ 400 milhões no desenvolvimento do modelo (talvez o maior erro do projeto todos). Ainda de acordo com a publicação, o prejuízo estivado com o Edsel foi de aproximadamente US$ 2,25 bilhões.
Fotos: Ford/Divulgação e reprodução da internet