sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Novo Honda Civic 2012 evolui onde precisava, mas regride no visual. Será que volta ao topo?

Mesmo com um excelente carro, a Honda apanhou um bocado da Toyota nos últimos tempos. O Corolla vendeu bem mais que o Civic, que foi líder soberano do segmento por vários anos. Para não ficar para trás, a Honda lança, em janeiro, a nova geração do seu sedã. E o melhor: a fábrica alterou exatamente os pontos fracos do veículo -  mas os preços subiram um pouco:

. Honda Civic LXS MT Flex: R$ 69.700
. Honda Civic LXS AT Flex: R$ 72.900
. Honda Civic LXL MT Flex: R$ 72.700
. Honda Civic LXL AT Flex: R$ 75.900
. Honda Civic EXS AT Flex: R$ 85.900
Começando pelo visual, fico feliz que a marca japonesa não tenha copiado o design da 9ª geração do Civic norte-americano, que é bem sem graça. O nosso Civic tem a frente mais "musculosa", com ressaltos mais perceptíveis. Na traseira, as lanternas aparentemente inspiradas no Mercedes-Benz C180 (obrigado Bruno!) receberam prolongamentos na tampa do porta-malas.
Porém, o Civic perdeu a harmonia de suas linhas. A traseira parece ter sido remendada com essa lanterna "extra" no porta-malas. Fico com a impressão de um estilo "xuning", como no Toyota Corolla. O casamento entre frente e traseira da 8ª geração do sedã da Honda era muito melhor.
Traseira ficou mais feia. Foto: Reprodução da Autoesporte
A grande novidade do novo Civic, sem dúvida, é a lista de equipamentos de série mais recheada. Finalmente a Honda percebeu que o seu sedã estava "pelado" em relação à concorrência.
Tela do computador de bordo ao lado do velocímetro. Botão verde à esquerda deixa o carro mais econômico
Todas as versões (LXS, LXL e EXS) são equipadas com computador de bordo, ar-condicionado digital (que ainda não é dual zone, infelizmente), sistema de som com CD Player que lê arquivos em MP3/WMA, com entrada P2 e USB e com comandos no volante; freios ABS, duplo airbag, câmera de ré exibidas no i-MID (tela de LCD colorida do computador de bordo de 5” fica no painel), trio elétrico com os todos os vidros com acionamento “um toque” (antes, só o do motorista tinha o dispositivo), janelas que fecham pelo botão na chave e, finalmente, tampa do porta-malas sem miolo da chave - pode ser aberta pelo comando na própria chave ou pela alavanca interna (eliminando o trsite problema enfrentando pelos donos do Civic até a linha 2010/2011 - veja aqui e aqui).

A versão topo de linha, EXS, vem equipada ainda com tela central multimidia de 6,5" no centro do painel com GPS integrado, airbags laterais, controle de estabilidade, comandos do telefone para conexão bluetooth e teto solar.
 Se o visual de fora ficou pouco harmônico, o interior também segue a mesma linha. O painel futurista foi retrabalhando, ganhando melhorias, como a tela do computador de bordo e do GPS na versão EXS.
GPS no painel faz parte da lista de equipamentos de série da versão EXS
Pode até parecer bobagem, mas a diminuição da atratividade está nos detalhes. A alavanca do freio de estacionamento perdeu o formato em Z; o volante ficou mais "quadrado" (no sentido de ultrapassado), sem o visual esportivo, com a perfuração na parte de baixo; até o porta-objetos em frente a alavanca do câmbio perdeu a tampa. O pedal do acelerador agora fica de cima para baixo, diferente da 8ª geração, que seguia o padrão dos alemães (de luxo).
Dimensões e capacidades
Nas dimensões, o Civic cresceu no comprimento, de 4.489 mm para 4.525 mm, manteve a mesma altura (1,450 m) e praticamente a mesma largura (de 1,752 m para 1,755 m). Mesmo com a redução da distância entre-eixos em 3 cm (de 2,700 m para 2,672 m), a Honda garante que o espaço interno não diminuiu. O que aumentou foi a capacidade do tanque: de 50 litros para 57 litros - aumento muito bem-vindo, permitindo uma autonomia bem maior.
Espaço do porta-malas subiu de pequenos 340 litros para bons 449 litros de capacidade
O porta-malas, segundo a marca, também cresceu: de pequenos 340 litros para bons 449 litros (agradeçam ao estepe fino, de uso temporário, e à tampa traseira mais elevada). O curioso, como adiantei em abril, é que o novo Civic vendido nos EUA tem capacidade 12,5 cubic feet, o que equivale a 353,96 litros - ou 354 litros, contra 12 cubic feet do antigo (8ª geração), equivalente a 339,8 litros, ou seja, os 340 litros (conversões feitas no site Metric Conversion).Vejam no site da Honda. O importante foi o aumento do espaço.

Na parte mecânica, a suspensão, que continua independente nas quatro rodas, recebeu alterações para ficar mais confortável. O motor 1.8 i-VTEC flex, recebeu alterações para ficar mais econômico, eficiente e com funcionamento mais suave. As mudanças alteraram o regime de rotação e renderam 1 cv quando abastecido com gasolina.
O propulsor desenvolve 139 cv de potência a 6.500 rpm com gasolina (138 cv a 6.200 rpm no anterior) e 140 cv a 6.500 rpm com etanol (o anterior alcançava a mesma potência, mas a 6.200 rpm). Os números de torque não mudaram, apenas as rotações: 17,5 mkgf a 4.500 rpm com gasolina (anterior: 5.000 rpm) e 17,7 mkgf a 4.500 rpm com álcool (4.300 rpm no anterior).

Outra novidade da 9º do Civic é o sistema ECON, que ajusta o carro para um modo de direção econômico, controlando as acelerações (ficam mais lentas), as trocas de marcha e até a atuação do ar-condicionado. Só testando na prática mesmo para saber se funciona direito.
A questão da economia de combustível foi realmente levada a sério pela Honda. Nada mais natural, já que, de 2006 a 2011, apenas o Civic a gasolina recebia elogios pelo consumo, diferente do bastante criticado Civic flex. Mesmo com a adoção da direção com assistência elétrica e do novo sistema de ar-condicionado, o resultado continuou deixando a desejar.

Veja mais detalhes do computador de bordo do novo Civic:
Câmera e ré e computador de bordo: itens de série em todas as versões
i-MID (intelligent Multi-Information Display)
A central i-MID conta com uma tela LCD colorida de 5 polegadas que exibe diversas informações e opera como interface para customização do veículo. Seus comandos estão localizados no volante, mas a central também exibe informações gerais do veículo, como sistema de áudio, computador de bordo, áudio, imagem da câmera de ré e sistema de navegação (EXS).

. Computador de bordo no i-MID
No computador de bordo, o condutor tem acesso aos hodômetros total e parciais A e B; temperatura externa do lado esquerdo da parte inferior; relógio do lado direito da parte inferior; consumo médio de combustível com duas possíveis leituras, A e B, apresentadas no mesmo campo, e autonomia, que é apresentada em alcance. O computador de bordo também conta com o medidor do consumo instantâneo, que pode ser visto no lado direito do painel de instrumentos superior.

. Sistema de áudio no i-MID
As seguintes funções do sistema de áudio são apresentadas por meio do i-MID: rádio, CD ou USB; frequência da estação de rádio sintonizada; nome da rádio, música, imagem do álbum e número da faixa, entre outros detalhes.






. Customização de funções no i-MID
Diversas customizações ou personalizações do veículo são possíveis por meio da central i-MID. É possível configurar o papel de parede (fundo de tela) inserindo uma foto pessoal, a tela de boas vindas, o idioma, o temporizador da luz interna, o desligamento do farol, e o travamento das portas. Os controles do lado esquerdo do volante permitem a navegação pelas funções e a escolha dentre as opções. A navegação é simples e intuitiva. Clique em Menu para começar. Escolha a função que deseja configurar por meio das setas (direita, esquerda, para cima e para baixo) e, quando encontrar, clique no botão do meio (Source). Uma foto ou imagem pode ser inserida na central. Basta conectar um PEN DRIVE com fotos na entrada USB.

. Mensagens de alerta no i-MID
Como regra geral todas as mensagens de alerta têm prioridade de exibição e são mostradas imediatamente no instante da ocorrência. No entanto, uma vez exibida, o condutor pode alternar as telas normalmente sem que o aviso seja perdido. O i-MID é também capaz de emitir alerta toda vez que existir uma falha nos sistemas.

Resumo da obra
É inegável que o novo Civic evoluiu em dois importantes aspectos: lista de equipamentos de série e (menos um pouco) motor. Entretanto, a regressão visual pode ser algo marcante para o veículo, que perdeu a sua harmonia estética (embora já "cansada", a 8ª geração continua mais bonita).

As vendas do Civic devem subir, ainda mais se a Honda conseguir fabricar mais unidades do modelo. Mas tenho minhas dúvidas se ele voltará ao topo do segmento. Líder absoluto eu não acredito que ele volte a ser. Mas brigar pela ponta, isso tem grande chance de acontecer,

E vocês, o que acham? Será que, com as mudanças, o Civic pode voltar ao topo do segmento?
Fotos: Honda/Divulgação

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Alta Roda - Carga Pesada

Em meio a tanta turbulência nas economias desenvolvidas, chega a surpreender a recuperação firme do mercado americano. Tomando 2010 como referência, as vendas de automóveis e comerciais leves devem crescer 11%. Na União Europeia não haverá crescimento. No Brasil as vendas subirão em torno de 5%. O ritmo de expansão do mercado chinês – o maior do mundo – sofre um tranco, mas ainda é o mais dinâmico.

A interdependência entre os países interessa pelos reflexos que podem ocorrer nas subsidiárias brasileiras. Fiat depende, hoje, em grande parte dos resultados no Brasil e das marcas da Chrysler nos EUA (em especial da Jeep), pois o modelo 500 enfrenta vendas modestas, depois do investimento pesadíssimo para retorno ao mercado americano. A Volkswagen construiu uma fábrica nova no Tennessee e pode oferecer modelos menos caros, como o Passat específico para os EUA, que acaba de ganhar o título de Carro do Ano, da revista Motor Trend. Ford e GM confiam nas fábricas do México para complementar sua oferta por aqui.

Nesse cenário, o Salão do Automóvel de Los Angeles (18 a 27 de novembro) exerce um papel peculiar, numa cidade que tem a maior densidade de veículos por habitante no mundo.

Tradicionalmente é considerado um salão-butique (relativamente poucas marcas em exibição) e da vanguarda do pensamento californiano em favor de carros menos gastadores. Este ano, no entanto, os carros potentes fizeram a festa: do Porsche Panamera GTS (430 cv) ao Ford Mustang GT500 (660 cv), passando pelo Chevrolet Camaro ZL1 conversível (580 cv) e até o SUV Mercedes ML63 AMG (555 cv).

Apesar disso houve alguns lançamentos mundiais, prontos para o Brasil em 2012. Honda CR-V, inteiramente novo, agradou por suas linhas harmoniosas (versão apenas de cinco lugares) e um sistema de tração 4x4 melhorado. Hyundai Azera, igualmente todo novo, segue o estilo arrojado dos sedãs da marca – gama de seis modelos, todos brancos, no estande da marca sul-coreana chegavam a confundir pela semelhança.

A Volkswagen guardou para este salão o CC (cupê conforto), levemente retocado, agora sem o nome Passat, para não confundir clientes do sedã-cupê. Fabricado na Alemanha, também chegará ao Brasil no próximo ano. Desfeitos os laços com a Mazda, a Ford apresentou o SUV compacto (para eles) Escape, praticamente o europeu Kuga, baseado no Focus, porém com acabamento refinado. O novo EcoSport terá inspiração nas suas linhas.

A Chevrolet elegeu este salão para o lançamento mundial do subcompacto Spark, de origem sul-coreana, e por uma razão simples. Os carros pequenos nos EUA conquistarão, em 2011, surpreendentes 18% entre os veículos leves, se bem que enquadram Civic e Corolla, por exemplo, nesse segmento.

Por fim, apesar de 15 novas opções de modelos híbridos e elétricos disponíveis este ano, os compradores esfriaram o ânimo. Só se a gasolina subir de preço, a procura aumenta. A apatia pelos híbridos ocorre pelo maior preço (25% mais) e porque novos motores quase empatam em consumo de combustível na estrada. Os alternativos são muito melhores em uso urbano, mas as distâncias percorridas menores atrapalham o retorno financeiro. Poucos sustentam essa carga extra.

RODA VIVA

SEGUNDO a J.D. Powers, serão vendidos 815.000 veículos híbridos e elétricos este ano no mundo, 6% menos do que em 2010. Representam 1,1% do total mundial de 75 milhões de unidades (sem contar os pesados). Em 2012, os elétricos a bateria terão oferta bem maior. Previsão de 27.000 unidades comercializadas em 2012 nos EUA, 0,2% do mercado americano.

VIDA difícil também para híbridos no Brasil, apesar da Toyota anunciar que importará o Prius no próximo ano. A Porsche enviou uma unidade do Cayenne híbrido em 2010. Cerca de 20 jornalistas fizeram aqui rápidas avaliações do modelo, nos últimos 12 meses. Apesar dos elogios, o importador Stuttgart não conseguiu sequer um único interessado por essa opção.

MINI Cooper Countryman (R$ 99.950) se afasta do Mini duas-portas de chassi alongado, fabricado de 1961 a 1969. Não é feito na Inglaterra e sim na Áustria. Transformou-se em crossover, de quatro portas, com espaço interno razoável e mantendo painel, instrumentos e comandos lembrando o original. Motor 1,6 l da versão de entrada (120 cv) não faz jus à grife Cooper.

CONFIRMADA, semana passada, construção da fábrica da JAC, em Camaçari (BA). Dos R$ 900 milhões de investimento, 80% virão de fonte nacional, do empresário e importador da marca chinesa, Sérgio Habib, com capital próprio e empréstimos. Capacidade: 100 mil unidades/ano. De lá sairá, no início de 2014, segunda geração do J3 (hatch e sedã), abaixo de R$ 40 mil.

ALEMANHA segue a Suíça e exige que, três meses após obter a carteira de habilitação definitiva, os jovens voltem a ter aulas práticas com ênfase em direção defensiva. Essa providência diminuiu em 30% os acidentes de trânsito envolvendo os motoristas de primeira viagem, naturalmente com experiência menor ao volante.

sábado, 19 de novembro de 2011

Quer comprar um carro que não precisa de motorista?

Uma família viaja para o sul da França para doar sangue para um familiar. Uma história comum, de vida. Mas um detalhe chama a atenção. É que o carro em que a família está não tem motorista humano: eles usam um piloto automático que os leva até lá em segurança.
New York Times/Reprodução
Não, isto não é realidade. Ainda. É que a Intel (multinacional especializada na fabricação de microprocessadores) convidou cinco autores de ficção científica para participarem do “Projeto Amanhã”, um projeto que usa a imaginação de grandes escritores para pensar como será o nosso futuro.

Que tipo de futuro você gostaria de viver? Está animado com ele? Qual é o seu pedido para o futuro? Foi a resposta para estas e outras questões que Brian David Johnson, futurista da Intel, pediu aos escritores Scarlett Thomas, Markus Heitz, Douglas Rushkoff e Ray Hammond. E o resultado foi esse: histórias que mostram um futuro que não tem nada de impossível. Pelo contrário: está completamente antenado com as pesquisas recentes dos nossos cientistas.

A prova disso é que Cientistas da Universidade de Parma, por exemplo, depois de 12 anos pesquisando, já conseguiram desenvolver automóveis que andam sem motorista. O sistema que criaram usa uma visão tridimensional que vem de sensores externos. O carro “vê”, interpreta o universo à sua volta e determina o melhor caminho. Pode detectar até mesmo pedestres que apareçam de súbito, freando os pneus imediatamente. E câmeras podem reconhecer sinais, placas de trânsito e luzes do carro da frente.

A diferença deste para aquele carro da ficção científica que falamos lá no início é que o atual ainda precisa seguir um carro com motorista de verdade. Só quando o automóvel-guia se afasta, sinais de rádio passam a orientar os sistemas de navegação. É, parece que a realidade está cada vez mais próxima da ficção-científica.

Fonte: Liqui Pneus
Texto desenvolvido por: MOBster – Marketing de Busca

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Alta Roda - Aposta no futuro

A Renault cumpriu a promessa do seu executivo-chefe, Carlos Ghosn, e acaba de colocar à venda, na França e na Espanha, o primeiro sedã elétrico dos tempos modernos. Apresentado no Salão de Frankfurt de 2009, o Fluence Z.E. (emissão zero, em várias línguas) abre uma alternativa em termos de conforto interno para cinco passageiros e certo nível de representação pelo porte do carro. As ofertas até agora se resumiam ao pioneiro minicarro Mitsubishi i-MiEV, seguido pelo hatch médio-compacto Nissan Leaf.
Renault/Divulgação
A aliança Renault-Nissan fez uma aposta alta – US$ 5,5 bilhões – na tração puramente elétrica, sem passagem por híbridos (a marca japonesa tem poucos modelos desse tipo; a francesa, nenhum). O Fluence Z.E. inaugura uma fórmula interessante de comercialização: preço de 25.900 euros (R$ 62.400) igual ao do modelo a diesel, sem a bateria de íons de lítio de 398 V/22 kWh. Uma bateria desse tipo custa mais que o carro. Neste caso, o comprador paga um aluguel à parte de apenas 88 euros (R$ 211) durante 36 meses, incentivo pesado do fabricante. Países europeus acrescentam até 5.000 euros (R$ 12.000) de subsídio direto para número limitado de vendas.

Certos mitos podem ser desconsiderados como efeito memória na bateria ou o uso dos faróis diminuir autonomia. A Renault foi cautelosa ao especificar a autonomia, de 80 a 200 km, dependendo de vários fatores. O tempo de recarga pode ser de 7 ou de 22 horas, em função da instalação e tensão local (220 ou 110 V). Nenhuma emissão de poluentes tóxicos acontece enquanto roda, um alívio para as cidades, onde as distâncias médias diárias percorridas ficam em torno de 50 km e o para-e-anda até ajuda a recarregar a bateria.

Há outro lado da questão, ao considerar o CO2 (principal gás de efeito estufa) na geração de eletricidade. Se for de fonte renovável (hidráulica, eólica) ou de origem nuclear, as emissões ficam em torno do equivalente a 15 g/km, contra 120 g/km de um Fluence movido a combustível fóssil (160 g/km ao incluir o ciclo completo de produção). Porém, na maior parte do mundo a eletricidade vem de usinas térmicas. Assim um elétrico acaba “emitindo” de 180 a 200 g/km de CO2, um complicador.

No teste organizado, entre Lisboa e Cascais (Portugal), o percurso totalizou 86 km. O ímpeto para arrancar dá a sensação de que a potência (95 cv) e o torque (23 kgf•m) são maiores. Apesar de o motor elétrico atingir 8.900 rpm a aceleração de 0 a 100 km/h em 13 s não empolga e a velocidade máxima é travada em 135 km/h a fim de preservar autonomia. O desempenho sofre com o peso da bateria – 280 kg – colocada atrás do encosto do banco traseiro e invade a área de bagagem. Para garantir o espaço restrito de 317 l no porta-malas, o sedã ganhou 13 cm no comprimento o que prejudicou sua harmonia de linhas.

O Fluence Z.E. nada perdeu em dirigibilidade e o silêncio a bordo é impressionante. Ao final do percurso, três quartos da bateria se esgotou, dirigindo em ritmo normal, mas sem passar por autoestradas. Autonomia total seria de uns 120 km. Economia sobre combustíveis líquidos é em torno de 700 euros (R$ 1.700) por ano, ou seja, 30 anos para recuperar o preço da bateria subsidiada aos primeiros proprietários.

O futuro chegou? Nem tanto.

RODA VIVA

PORTUGAL foi escolhido para os lançamentos do Fluence e também do Kangoo Z.E. pelo comprometimento do país com a mobilidade elétrica. Empresa do governo, Mobi.E, desenvolveu sistema unificado de reabastecimento por cartão magnético e aplicativos para gerenciar recarga mais barata. Há 1.350 pontos de recarga, sendo 50 de carga rápida, em 25 cidades portuguesas.

ALÍVIO no crédito, anunciado pelo ministério da Fazenda, ajudará bastante a diminuir os estoques altos. Além da maior oferta de financiamentos longos (até 60 meses), juros também serão menores. Há tendência dos bancos serem menos seletivos, principalmente em prazos menores ou com entrada de 10%. Sem essa ajuda, não se alcançariam as metas de vendas de 2011.

AUMENTO do IPI para marcas importadas, fora do Mercosul e México, continuará além de 2012. Rumores preveem essa política até 2015, pelo menos. Em compensação, cronograma para atingir índice mínimo de nacionalização será flexibilizado para novos fabricantes. Se prazos forem cumpridos, governo estuda diminuir o IPI adicional, menos para os que só importam.

FONTES confirmam que o governo vai mesmo obrigar todas as marcas a aderir ao programa de eficiência energética coordenado pelo Inmetro. Etiquetas com dados sobre consumo de combustível não deverão ser mais unificadas com o de emissões (Selo Verde, do Ibama). No entanto, poderá se exigir o nível de CO2 emitido, sempre proporcional ao consumo.

CORREÇÃO: Tanto na picape Toyota Hilux como no utilitário esporte SW4, o atual motor V-6 a gasolina será substituído por um flexível etanol/gasolina de quatro cilindros em linha, 2,7 litros, 163/158 cv e torque de 25,3 kgfm. Previsão: fevereiro/março de 2012.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Hyundai/CAOA leva um tapa de luva da Fiat

Se o grupo CAOA agora usar superlativos para valorizar os carros da Hyundai no Brasil, ele agora precisa aguentar, publicamente, o oposto. Não precisar dizer muito, só que a Fiat foi muito esperta a fez o que muitas marcas gostariam de ter feito.
Aproveitando que os comerciais são do Freemont, aproveito para descrever parte de uma conversa que tive com um taxista. Eu estava a bordo de um Meriva táxi quando paramos em um semáforo. Do lado esquero parou um Freemont, e do direito parou um Palio Weekend Adventure Locker. Foi então que o motorista soltou uma pérola:

"Nossa, não sei como a Fiat conseguiu transformar a Weekend nesse 'Frimonty' aqui do lado. Os engenheiros devem ter quebrado a cabeça para fazer a perua crescer". Atônito, eu apenas concordei. Pensei em comentar que o Freemont nada mais é que o Dodge Journey, mas preferi ficar calado.