sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Renovado, Kia Picando 2012 agora é flex. Por R$ 34.900, será que o custo/benefício é bom?

O novo Kia Picanto finalmente tem data para começar a ser vendido no Brasil: 22 de agosto de 2011. A nova geração do modelo chega com novo design, motor 1.0 flex, duas opções de câmbio e quatro versões ao todo.

Graças a uma mudança mais profunda de visual, ficando mais moderno e atraente, e no espaço, resultando em maior conforto para os ocupantes, a marca sul-coreana espera que seu compacto tenha muito mais sucesso do que a geração vendida até o momento.

O motor bicombustível promete ser um dos grandes atrativos do pequeno coreano. O atual Picanto tem um propulsor 1.0 12V a gasolina de três cilindros que desenvolve 64 cv de potência a 5.600 rpm e 8,9 mkgf de torque a 3.000 rpm. Já o novo Picanto tem motor 1.0 12V flex de três cilindros que desenvolve 80 cv a 6.200 rpm e 10,2 mkgf a 4.500. Ou seja, ganhos notáveis de potência e torque, mas com aumento do giro (barulho e vibração) do motor.
Outro grande atrativo da nova geração do Kia é a generosa lista de equipamentos de série. Por R$ 34.900, o cliente leva o Picanto básico, com câmbio manual de cinco marchas, equipado com airbag duplo, direção elétrica, ar-condicionado, volante revestido em couro com comandos do rádio, sistema de som com CD Player, MP3, entrada USB e conexão para iPod; faróis de neblina, trio elétrico, rodas de liga de 14”, imobilizar, setas em LED, odômetro digital com medições parciais e “eco driving mode” e banco traseiro bipartido.

Pagando R$ 39.900 é possível comprar o Picanto básico com câmbio automático de quatro marchas. Se o consumidor preferir, pode pagar o mesmo valor e pegar a versão completa, que tem os itens acima, além de airbags laterais e de cortina, teto solar e lâmpadas LED nos faróis dianteiros e traseiros. A versão completa com transmissão automática sai por R$ 44.900. A garantia é de cinco anos. Mas o sistema ABS de freios, estranhamente, não será ofertado - um absurdo!

O novo Picanto mede 3,595 metros de comprimento, 1,595 m de largura, 1,490 m de altura e 2,385 m de distância entre-eixos.

. Kia Picanto 1.0 Flex Manual (básico) - R$ 34.900
. Kia Picanto 1.0 Flex Automático (básico) - R$ 39.900
. Kia Picanto 1.0 Flex Manual (completo) - R$ 39.900
. Kia Picanto 1.0 Flex Automático (completo) - R$ 44.900
Breve comparativo
Realmente o Kia Picanto 2012 tem uma relação custo/benefício bem atraente - garantia longa, motor mais potente e flex, um pouco mais de espaço para todos (ocupantes e bagagem) e visual bem mais moderno e atrativo. Seu preço ficou R$ 1.000 acima da linha 2011. Mas, pelas mudanças e evoluções, está de bom tamanho.

Na sua versão de entrada, o Picanto é praticamente imbatível na relação custo/benefício. Mas será que sua versão mais cara também é atraente? Pensando nisso entrei nos sites de algumas empresas concorrentes e montei carros com propostas semelhantes à do Picanto, equipados praticamente com o mesmo nível de itens e com câmbio automático ou automatizado. Todos da lista abaixo tem mais desempenho e são equipados com freios ABS, mas custam mais e têm menos garantia.

. Fiat Palio Essence 1.6 16V Dualogic - R$ 48.249 
(Evolution 2 + Attractive 7 + HSD + vidros traseiros elétricos + volante em couro)
. Volkswagen Gol Power 1.6 I-Motion - R$ 51.220
(Tecnologico VII + Kit V + rodas de liga-leve + lanterna de neblina + banco traseiro bipartido)
. Peugeot 207 XS 1.6 16V automático - R$ 48.560

Qual deles você compraria?
(fotos: Kia/Divulgação)

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Honda continua sem fazer nada sobre os roubos do estepe do Civic

Se não bastasse os carros da Honda deixarem a desejar na lista de equipamentos de conforto e tecnologia para os ocupantes, um problema que afeta os donos do Civic há algum tempo continua acontecendo, sem que a marca japonesa tome qualquer atitude: roubo do estepe. E olha que ele nem fica do lado de fora!

Recebi um e-mail do internauta José relatando que o porta-malas do seu Civic LXS já foi arrombado duas vezes, o que resultou no roubo de dois estepes, um netbook e das ferramentas do veículo. Segundo seu relato, ao forçarem a fechadura, os bandidos abrem o porta-malas sem que o alarme dispare. Um completo absurdo!
Era uma vez (mais) um estepe do Honda Civic
Parece uma variação de um tipo semelhante de arrombamento que ainda acontece, embora não seja mais tão "famoso". Os ladrões cortam o fio da buzina que fica atrás do pára-choque dianteiro e, em seguida e em silêncio, podem quebrar o vidro do carro. Depois ele só escolhe o que roubar, podendo abrir o porta-malas pelo botão próximo do motorista (que mesmo no modo de segurança travado pode ser rompido pelos ladrões).

Comecei a pesquisar na internet e achei, facilmente, inúmeros casos de roubo do pneu sobressalente do Civic, em consequência de um dos arrombamentos descritos. Até um blog foi criado sobre o assunto, o "Arrombaram meu Civic". Seu proprietário, Gabriel Carneiro, teve seu Civic arrombado em outubro 2008. Ele entrou com uma solicitação junto ao Ministério Público pedindo uma investigação, mas o processo foi arquivado.

O blog do Shimono confirma o que o internauta José disse: "Um outro problema que você pode não saber é que com a fechadura estourada, o alarme original do carro não liga, e se o carro ficar muito tempo parado assim a bateria descarrega." Mas o Shimono publicou uma forma de dificultar consideravelmente a abertura do porta-malas e o consequente o roubo do estepe: desconectar a fechadura da parte eletrônica do carro.
Fechadura arrombada: alarme não disparou
No Civic Club , o internauta André Heman também teve o estepe furtado sem que o alarme disparasse quando o porta-malas foi aberto. Ele também sugere a mesma forma de dificultar o roubo citada pelo Shimono. Resta saber se funciona.

Estive numa concessionária da Honda e conversei com um vendedor, um consultor técnico, um instalador e com o funcionário da parte de peças e acessórios. A solução apresentada oficialmente, com homologação da Honda, foi uma trava anti-furto para o estepe, que substitui o sistema tradional de fixação do pneu no porta-malas. Essa trava é um acessório original Honda. Ao invés do equipamento vir de fábrica, a marca lucra mais um pouco pedindo de R$ 150 a R$ 200 para travar o pneu reserva - o preço  no site da Honda é R$ 147.
Acessório original Honda, trava dificulta o roubo do estepe no porta-malas
Depois de muitos minutos de conversa, o consultor técnico me sugeriu o selamento da fechadura do porta-malas. Perguntei se os proprietários poderiam fazer aquilo no concessionária, e a resposta foi negativa. Mas ele insistiu que era uma boa ideia selar a fechadura do porta-malas por segurança, já que está "na moda roubar o pneu reserva do Civic". Ele também sugeriu a instalação da trava da foto acima.

O pessoal do blog Alto Giro também passou pelo problema da fechadura arrombada e o consequente roubo do estepe do Civic. O autor do post (William S) fez dois comentários interessantes, que concordo:

"1) Falta de sensor de abertura do porta-malas: bastaria um simples INTERRUPTOR conectado à central do alarme, para ocasionar seu disparo e atrair atenção para o furto."
"2) Presença de uma fechadura na tampa do porta-malas: para quê? A maioria dos carros modernos possui abertura eletrônica do compartimento, inclusive o próprio Civic (há até mesmo um botão no controle da chave para isso). POR QUÊ ENTÃO MANTER A FECHADURA?!"


Outro post foi publicado no Alto Giro sobre o assunto. A novidade fica por conta da ideia 1 (acima):

"Segundo informações de gente ligada a concessionárias Honda, o Civic TEM SIM sensor de alarme no porta-malas. Acontece que o sensor é um simples interruptor elétrico acionado junto à fechadura. Ou seja, quando um meliante insere uma chave de fenda e gira o tambor, o sensor reconhece como se fosse o dono abrindo o compartimento com a chave, não disparando o alarme."

O Notícias Automotivas publicou dois rankings, sendo um dos "automóveis mais roubados do Brasil" e outro dos "veículos segurados que apresentam maior índice de furtos/roubos no Brasil". O Civic faz parte das duas listas.

Conclusão
Resta agora à Honda tomar uma atitude de verdade e acabar com essa pouca vergonha. Se não bastasse "roubar" o consumidor cobrando R$ 882 pelos faróis de neblina (valor que pode chegar a absurdos R$ 1.650 cobrados por algumas concessionárias, já que o preço do site da Honda não inclui a mão de obra para a instalação) e inacreditáveis R$ 1.007 (sem incluir a instalação) pelo sistema bluetooth "original Honda" para conexão com o celular (que não mostra nem quem está ligando), a Honda demonstra descaso com os (ainda fiéis) consumidores da marca em relação ao excesso de roubos envolvendo o Civic.

Parece que o novo New Civic 2012 não tem fechadura no porta-malas - uma bela solução definitiva. Mas a nova geração do sedã só deve pintar por aqui no ano que vem. E o que proprietários de mais de 200.000 New Civics podem fazer? Sei que o problema é muito mais amplo, envolvendo os governos em aspectos de segurança pública e educação. Mas a marca também precisa tomar uma atitude. O consumidor não precisa de recall, ele só quer ser ouvido e tratado com respeito. Se a Honda (ainda) tiver (algum) bom senso, ela vai entrar em ação e vai mostrar porque é uma das maiores e melhores fabricantes de veículos do mundo.
(Fotos: duas primeiras AltoGiro/Reprodução e última Site da Honda/Reprodução)

Governo Federal freia chineses e coreanos (importados)

O Governo Federal anunciou uma forma de incentivar a indústria automotiva nacional por meio de um programa de incentivos fiscais para estimular o crescimento. Além de dar apoio às marcas que têm fábrica no Brasil, o Governo também está freiando a chegada dos veículos importados ao país.

Mas as montadoras nacionais também precisarão dar uma contra-partida. Elas terão que investir mais em tecnologia e inovação com conteúdo local, bem como fabricar carros de maior valor agregado, aumentar empregos e a produção. 
Leia abaixo a matéria do O Estado de S. Paulo de hoje (04/08) sobre o assunto.

Carro pode ter IPI reduzido até 2016
MP beneficia empresas que aumentarem o conteúdo nacional e atende à indústria preocupada com importação de carros chineses e coreanos
Iuri Dantas e Renata Veríssimo / BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo

A indústria automobilística instalada no Brasil, composta exclusivamente de multinacionais, foi escolhida para receber o mais longo benefício da política industrial da presidente Dilma Rousseff.

Medida provisória publicada ontem vai permitir ao governo reduzir o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para as empresas que aumentarem o conteúdo nacional, elevarem investimentos e produzirem veículos inovadores. Hoje, a alíquota máxima do tributo é de 45%. O benefício vai durar até julho de 2016.

Segundo fontes da indústria automobilística, os veículos não vão ficar mais baratos, a exemplo do que ocorreu de dezembro de 2008 a março de 2010, quando o governo reduziu o IPI para incentivar o consumo durante a crise internacional. Pela nova medida, o governo vai abrir mão de parte da sua arrecadação, desde que a empresa apresente um projeto que envolva melhoria de competitividade.

"O dinheiro será carimbado, ou seja, a empresa só poderá se beneficiar se tiver um projeto aprovado pelo governo", diz um executivo do setor. Ele ressalta, contudo, que as regras do plano, como porcentuais de redução e que tipo de projeto pode ser beneficiado, não estão definidas.

O estímulo inclui carros de passeio, comerciais leves, caminhões, tratores e ônibus, e não se aplica diretamente a empresas de autopeças. Segundo o coordenador-geral de Tributação da Receita Federal, Fernando Mombelli, as montadoras que cumprirem os parâmetros de inovação e uso de conteúdo local, que ainda serão definidos pelo governo, poderão ter uma "redução de alíquota (do IPI) de zero a 30 pontos porcentuais".

Assim, o governo poderá, no extremo, zerar o IPI de 25% que hoje recai sobre os carros de passeio. "A medida do setor automotivo busca propiciar melhoria das condições competitivas dos fabricantes nacionais, concedendo benefício condicionado a certos requisitos", disse Mombelli.

Coreanos e chineses
A medida atende a um forte lobby das montadoras que estão preocupadas com as importações dos automóveis coreanos e chineses. Como não há muito espaço para o uso de medidas de defesa comercial para conter as importações, os fabricantes pressionaram o governo para obter incentivos fiscais para carros "genuinamente brasileiros".

A proposta da própria Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) sugere desoneração tributária para carros que atendam a índice de pelo menos 60% de componentes vindos do Mercosul.

A Argentina, vista pelo setor como um mercado complementar ao brasileiro, continua sendo o principal fornecedor de carros importados para o Brasil, mas já tem perdido mercado para os coreanos e chineses.

Embora a participação chinesa ainda seja inexpressiva, a Anfavea antevê que, em cinco anos, a presença dos carros chineses será "violenta" - nas palavras de uma fonte do setor - e atingirá o principal nicho das montadoras brasileiras, que são os carros mais populares.

Por outro lado, o governo quis acabar com a concessão de incentivos "gratuitamente". Por isso, desta vez foi colocada uma contrapartida para forçar a indústria a inovar e tornar o País um polo de engenharia automotiva.

Técnicos dos Ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio preparam as linhas do programa, como o porcentual de conteúdo nacional e as alíquotas de IPI. Não há prazo para a publicação de um decreto com as regras.

No primeiro semestre, de um total de 1,73 milhão de veículos vendidos no País, 390 mil (22,4%) foram importados, a maioria pelas próprias montadoras. As marcas que não produzem localmente trouxeram 90,4 mil automóveis no período.

Nas últimas semanas, algumas das marcas importadoras, especialmente as chinesas, anunciaram projetos de construção de fábricas no Brasil. A Chery está construindo uma unidade em Jacareí (SP), com investimento de R$ 640 milhões. A JAC Motors procura área para uma fábrica que terá aportes de R$ 900 milhões, metade bancado pelo empresário brasileiro Sérgio Habib. / COLABOROU CLEIDE SILVA
(Foto: Chevrolet/Divulgação)

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Chevrolet Agile morre em 2013? Mas antes teremos a versão automatizada Easytronic 1.4

Anunciado oficialmente em setembro de 2009, com lançamento acontecendo no mês seguinte, o Chevrolet Agile parece estar com os dias contados. Segundo a revista Quatro Rodas desse mês, o compacto saíra de linha em 2013, dando lugar ao Cobalt hatch. O compacto premium seria o penúltimo modelo da linha atual da General Motors a ser renovado no Brasil.

Se isso acontecer mesmo, o Agile terá o título de um dos carros mais curtos da história da GM no país, mesmo vendendo muito bem. É só comparar a sua vida com a do Astra (1998 a 2011), do Classic (1996 até 2015, segundo a QR) e da picape S10 (1995 até 2011, também de acordo com a QR).

Mas antes que isso aconteça, o Agile passará a ser equipado com o câmbio manual automatizado no início de 2012, conforme informou a publicação da Abril. Será a primeira vez que o motor 1.4 Econo.Flex trabalhará em conjunto a transmissão Easytronic. Vamos ver se a dupla vai dar certo.

Para encerrar, vale dizer que, se as previsões estiverem certas, o último modelo da Chevrolet a ser renovado por aqui será o incansável Classic, que em outros tempos foi o Corsa Sedan. Quem diria...

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Nissan Frontier e os pôneis malditos


“Você quer uma picape que tenha cavalos ou pôneis?” Com essa pergunta, a Nissan lançou no último dia 29 a nova campanha publicitária da Frontier.

A intenção da marca japonesa é mostrar que o motor 2.5 16V turbo diesel da picape é o mais potente da categoria, com 172 cv de força. A propaganda ficou criativa e engraçada. Diferente de outras oportunidades (como aqui, aqui e aqui), dessa vez a Nissan foi mais discreta no comercial.

Confesso que tentei advinhar qual é a picape que fica atolada no vídeo. Meu voto é para a Toyota Hilux. O que vocês acham?

E não é que realmente a música ficou na cabeça? MALDITOS pôneis...