| Reprodução de David Zalubowski/AP |
Por lei, companhias de capital fechado, a maioria do setor, não são obrigadas a divulgar seus balancetes.
Interlocutores de Dilma disseram à Folha que, após as medidas emergenciais para reduzir os estoques de carros, o próximo passo é atuar para, se for o caso, reduzir o “spread” das montadoras.
Trata-se de uma investida semelhante à do Planalto junto aos bancos, ação que teria rendido, conforme pesquisas extraoficiais de opinião, alguns pontos percentuais a mais na aprovação de Dilma.
Procurada, a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automores) não quis se pronunciar.
Integrantes da cúpula do governo estão convencidos de que o carro brasileiro é caro não só pelo elevado nível de imposto (cerca de 30%, conforme Anfavea). Afirmam que, se os custos nacionais são altos, a margem de lucro das fabricantes também é. Em 2009, sob o impacto da crise externa, houve prejuízo das montadoras em suas sedes, mas não no Brasil.
Representantes do setor serão chamados a Brasília para negociar a abertura de contas, e medidas legais podem torná-la obrigatória. O clima não é de guerra, mas a diferença de preços de carros no país e no mundo incomoda.
Na Argentina, o Renault Duster 2.0 4×4 é vendido pelo equivalente a R$ 56.883. No Brasil, custa R$ 61.470. Em parte, essa diferença é explicada pela carga tributária e pelo “custo Brasil” (logística e mão de obra). Mas estudos de consultorias apontam lucro até duas vezes superior à média mundial.
Fonte: Folha de São Paulo
5 comentários:
Essa é a melhor notícia dos últimos tempos!
vamos esperar pra ver se esse milagre acontece de verdade
Se estivesse preocupada com isso, não teria taxado em no mínimo 30% o IPI dos carros importados.Quer baixar o preço dos nacionais? Comece dando igualdade de condição pra todos...
"O poder emana do povo e em seu nome será exercido", moral da história, só o consumidor pode mudar essa realidade.
De fato, essa é uma medida corajosa. Na minha opinião, o setor automobilístico tem um lobby mais forte do que o dos bancos. As montadoras NUNCA tomam preju no Brasil.
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