segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Civic 2012 flagrado - retrocesso à vista?


A edição árabe da Revista Car flagrou a nova geração do Honda Civic em fotos e vídeo. Confesso que fiquei surpreso e um pouco decepcionado com o veículo. A clara influência do Insight deixou o carro menos ousado e mais discreto (meio sem sal). A dianteira realmente lembra a do híbrido, com certa influência do City. Já a traseira parece inspirada em automóveis coreanos - a minha maior decepção.
Internamente, as linhas parecem mais comportadas, embora ainda futuristas. Em termos de tamanho, o modelo parece ter diminuido em relação ao atual. Mas, pelo visto, as duas gerações têm o mais ou menos as mesmas dimensões. A sensação de ter ficado menor deve ser pelo fato da traseira ter engordado. Já o porta-malas deve ter crescido. Não será surpresa se ele passar dos 400 litros.
Como disse, fiquei um pouco decepcionado, mas o correto e mais honesto é esperar para ver como o modelo vai ficar oficialmente.  Acho que fiquei "acostumado"  com a enorme mudança da 7ª para a 8ª geração do Civic (tanto em termos visuais, quanto em comportamento).
De acordo com a Autoesporte, o cronograma da Honda do Brasil prevê que o novo Civic comece a ser produzido em julho de 2011, como linha 2012. Se isso for mesmo confirmado, acho que vou trocar de carro no primeiro semestre de 2011, comprando a atual geração do Civic com um bom desconto (para compensar a desvalorização). Será que vale? (fotos: revista Car)

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Impressões: o surpreendente Vectra GT

Resolvi não fazer um abre muito longo sobre o Vectra GT do Joathan, que mais uma vez participa da seção Impressões. O que ele escreveu no início do texto explica bem a escolha pelo hatch médio da Chevrolet.

Quem quiser participar do Impressões, como o Leônidas, o Rafael, o Jow, o Hugo, o Bruno, o Joathan, o Leônidas (de novo!), o Hugo Leite, o Pedro, o Piauí Jr., o Renato Dantas, o Mário Cesar, o Mário Cesar (de novo!), o Renato Dantas (de novo!) e o Joathan (de novo!), basta enviar um e-mail para renatoparizzi@gmail.com. Fale um pouco sobre o seu carro. Descreva os pontos positivos, negativos e conte alguma coisa curiosa! E não se esqueça de mandar fotos do veículo (só serão publicados posts com fotos). Garanto que a placa (ou algum outro detalhe) não será mostrada.
"Depois de 1 ano com o Vectra Expression, precisava de um carro mais seguro (sentia falta de airbags e ABS). Resolvi trocá-lo por um Vectra Elite 09/09 (Next Edition) com 12.000 km. O carro era COMPLETÍSSIMO, com teto-solar e bancos elétricos. Cerca de 2 meses após a compra, sofri um assalto e levaram meu lindo Vectra.

Com o dinheiro do seguro, comprei um Volkswagen Jetta 09/09 com 8.000 km. Além dos itens de série, tinha teto-solar, bancos em couro, rodas 17". Coloquei Xenon e central multimídia. Fiquei com ele cerca de 3 meses. Não me adaptei ao carro, e os custos eram elevados demais (revisão EXTREMAMENTE CARA). O consumo de combustível era absurdo (5,5 km/l na cidade 9 km/l na estrada, só GASOLINA).
Decidi voltar para a linha Vectra. Desta vez, um GT 0 km. Fui até uma concessionária Chevrolet e negociei um Vectra GT (R6F). Dei o Jetta e peguei R$ 12.000 de troca.

Agora, vou falar um pouco do Vectra GT.

Bem, olhei diversos hatches médios antes de comprar o GT. Confesso que fiquei balançado pelo novo Focus GLX 2.0, mas o péssimo pós-venda da Ford me deixou com o pé atrás (já tive um EcoSport). I30 eu até olhei, mas não me fico nas mão do CAOA. Ainda tenho um certo receio na compra de carros franceses, portanto 307 e C4 não foram nem cogitados. Me restaram Golf, Vectra GT e Stilo. Já tive dois Golfs, um 1.6 2002 (modelo sapão) e um Sportline 2008 (modelo novo), ambos 0 km. Stilo é um bom carro, mas está envelhecido. Sobrou o GT!
Um carro com um bom motor, mesmo que antigo, um desenho moderno e um acabamento dentro da média.
Como já tive 1 Astra e 2 Vectras, conheço bem as caracteristicas do 2.0 Família II. Consegui o Vectra GT 10/10 0 km, com airbag duplo, freios ABS, sensor de chuva, por R$ 54.400. Isso já incluindo a pintura metálica, além dos outros itens de série: rodas 16", som MP3 c/ Bluetooh, ar-condicionado digital, farol de neblina e acabamento em veludo.

Ao pegar o carro, fiz uma viagem de 900 km. Pude verificar que a establidade é muito boa. Chega a ser estável como o Golf, mas sem ser duro. É incrível como consegue ser macio e confortável, sem perder estabilidade.
O espaço interno é um pouco acanhado em relação ao sedã, mas como sou solteiro e sem filhos, isso não é problema. Em relação ao Vectra 2009 (frente antiga), o acabamento mudou muito. Todos os porta-objetos são emborrachados, e os detalhes estão mais bem feitos. Sem contar o silêncio: o carro é MUITO, mas MUITO silêncioso.

O desempenho é bom, mas não empolga. Ao passar de 5.000 rpm, dá pra sentir que o motor está chegando no limite. Para um motor datado da década de 80, considero bom. Não sou de ficar correndo por aí, mas já dei umas aceleradas contra outros carros e o GT não faz feio. O consumo é bem semelhante ao do Expression de 128 cv. Apenas na estrada que houve uma pequena melhora.

Um ponto que vale destacar nesse carro é o DESENHO. O carro é muito bonito, todos elogiam, e mesmo com 3 anos e meio de mercado, ainda torce pescoço por onde passa.
Resumindo

Pontos Positivos:
Custo x Benefício
Baixo custo de manutenção
Acabamento
Design
Itens de Série

Pontos Negativos:
Motorização
Espaço Interno
Valor do Seguro

Como disse no outro "impressões", tenho um Gol G5 1.0, ou melhor tinha. Essa semana, ele foi trocado por um Agile LTZ 0 km. Assim que receber o Agile e rodar alguns km, postarei as impressões."

Opinião do blogueiro
Como vocês já estão cansados de saber, sou fã de hatches médios. Concordo com praticamente tudo que o Joathan disse sobre o Vectra GT, um veículo que, até o momento, está na minha lista de possível próximo carro.

Acho que a Chevrolet está, finalmente, encontrando um lugar para o carro no mercado, mesmo que isso ainda não tenha tido impacto nas vendas. Deixando o Vectra GT mais equipado e mais barato (na concessionária, e não no preço sugerido), mantendo a mecânica confiável, o modelo se torna uma opção bem atraente no segmento. Tudo bem que o motor 2.0 é ultrapassado, mas isso não significa que ela seja ruim.

Os principais concorrentes são bem mais modernos, como i30, Focus e, logo mais, Bravo, Fluence hatch e o "308". Exatamente por isso a GM precisa tornar o Vectra GT atraente, assim como ela fez com o Astra.

Falando no Astra, ele está caminhando para o seu honroso final no Brasil, o que deve acontecer até 2012, o Vectra GT deve mesmo se tornar o seu substituto. E no lugar do GT, o belo Cruze hatch deve dar as caras. Faltaria então a Volkswagen lançar o novo Golf para o segmento ferver de vez.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Volvo C30 T5: um avião pregado no chão

Reproduzo abaixo um dos meus textos para o Jalopnik Brasil. Sempre achei os carros da Volvo excelentes, mas um pouco "caretas". Porém, de uns anos pra cá, a marca evoluiu muito em vários aspectos, sempre mantendo a segurança como o "carro chefe" (com o pedão do trocadilho). Hoje, de careta, a marca não tem nada. Prova disso é o C30 T5, que me surpreendeu.
"O tempo necessário para se adorar (ou não) um carro varia de acordo com cada motorista. No meu caso, preciso de 24 horas pelo menos para conhecer, de forma profunda, cada detalhe do automóvel. O tempo não foi o ideal, mas como uma noite bem dormida, ficar 8 horas a bordo de um Volvo C30 T5 foi como um sonho.

Uma pena que foram apenas 8 horas, exatamente o tempo dito por muitas pessoas (e profissionais) como o ideal para uma boa noite de sono. No meu caso, foi para uma "boa tarde de sonho". As poucas horas não foram suficientes para saber tudo sobre o C30, mas me entrosei com o carro de forma tão espantosa que garanti grandes momentos de diversão.
Logo de cara, antes de entrar no C30, reparo como as rodas estão nas extremidades do veículo, o que garante boa estabilidade. Passados alguns minutos apreciando o visual, que tem a frente musculosa e a traseira cheia de curvas, entrei na cabine e, facilmente, encontrei uma excelente posição para dirigir. Por causa do teto solar (e da minha altura), minha cabeça raspava no teto, mas nada que atrapalhasse.

Giro a chave, mas não ligo o carro. Fiquei apenas observando as luzes do painel e conferindo os detalhes do acabamento: acima da média em relação aos hatches médios do mercado, mas inferior aos irmãos maiores da Volvo, como o XC60 e o S80. O espaço interno é ótimo para dois adultos, embora o C30 leve até quatro pessoas - cinco seria exagero. Nem me lembrei de olhar o porta-malas, já que o mais me interessava estava debaixo do capô.
Finalmente ligo o carro. Começo a ouvir um grave e belo ronco, que fica ao fundo, como uma música que, ao mesmo tempo, relaxa, valorizando o “sonho”, e que faz o me faz querer pisar fundo no acelerador para ouvir a “orquestra e todos os seus cavalos”. Piso de leve no acelerador e o C30 já mostra porque a sigla T5, localizada na parte traseira, faz toda a diferença. A versão comum, equipada com motor 2.0 16V, tem "apenas" 145 cv de potência, o que garante uma diversão semelhante à de um Ford Focus 2.0.

Já no Volvo C30 T5, força é o que não falta. O motor 2.5 turbo desenvolve 230 cv de potência e 32,65 kgfm de torque. Não pude compará-los pessoalmente, no mesmo dia e local, mas tive a nítida impressão de que o C30 despacha, sem dó, outros esportivos, como Punto T-Jet, Golf GTI e até o poderoso Civic Si. Até o saudoso Tempra Turbo, o Trovão Vermelho, leva um binóculo. O conjunto motor/câmbio e a carroceria hatch do C30 "casaram" com uma harmonia que eu não via há muito tempo.

O trânsito da cidade estava surpreendentemente bom para um dia de semana. Caminho livre para desfrutar do hatch médio da Volvo não só na cidade, como também na estrada. O C30 T5 ganha velocidade com uma ganância que impressiona. Ele não se cansa de pedir marchas, fazendo o ótimo câmbio automático Geartronic, de cinco velocidades, ficar carente de uma sexta marcha.
Muita segurança
Na estrada foi possível notar porque o C30 parece um avião que não voa, tamanha a sua estabilidade. Os controles de estabilidade e tração funcionam excepcionalmente bem. Mal o carro começa a desgarrar nas curvas e a “dupla” já domina completamente a situação. Os sistemas aumentam muito a segurança, mas reduzem consideravelmente o prazer da direção esportiva.

O C30 T5 é equipado de série com ar-condicionado, direção assistida, sistema de som com oito alto-falantes de 40W, controle de audio no volante, trio elétrico e bancos com revestimento em couro. Falar de um Volvo sem tocar no quesito segurança seria injusto. Além dos sistemas citados acima, o hatch médio sueco "chinês" tem airbag duplo frontal, airbags laterais e do tipo cortina, freios ABS com EBA, Sistema de Proteção Contra Lesões na Coluna Cervical (WHIPS) e Sistema Inteligente de Informação (IDIS).

Nem mesmo os motoboys transformaram o sonho num grande pesadelo. O C30 conta com um equipamento essencial para as mudanças de faixa, que trabalha em auxilio aos retrovisores laterais, chamado de BLIS. O dispositivo monitora os pontos cegos do veículo, avisando, por meio de uma luz laranja e de um alerta sonoro, que fica próxima aos retrovisores externos, se algum veículo (motos, em sua maioria) estiver no ponto cego, ajudando a evitar um choque.


O sono e o sonho só acabaram na hora na hora de devolver e olhar o preço do Volvo C30 T5, que beira os R$ 120.000. O valor é alto, mas a segurança, o visual e, principalmente, a diversão compensam o investimento." (fotos: Renato Parizzi e Volvo/Divulgação - interior)

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Impressões: City continua um "verdadeiro automóvel"

Promessa é dívida. O internauta Renato Dantas, quando participou pela primeira vez da seção Impressões do De 0 a 100 prometeu que, quando seu Honda City chegasse aos 10.000 km rodados, ele atualizaria suas opiniões sobre o "verdadeiro automóvel". Será que alguma coisa mudou? As opiniões dele chegam no mesmo momento em que a Honda lança no mercado nacional uma nova versão de entrada do City, a DX.

Quem quiser participar do Impressões, como o Leônidas, o Rafael, o Jow, o Hugo, o Bruno, o Joathan, o Leônidas (de novo!), o Hugo Leite, o Pedro, o Piauí Jr., o Renato Dantas, o Mário Cesar, o Mário Cesar (de novo!) e o Renato Dantas (de novo!), basta enviar um e-mail para renatoparizzi@gmail.com. Fale um pouco sobre o seu carro. Descreva os pontos positivos, negativos e conte alguma coisa curiosa! E não se esqueça de mandar fotos do veículo (só serão publicados posts com fotos). Garanto que a placa (ou algum outro detalhe) não será mostrada.
"Tudo funcionando em perfeita ordem, nada de barulho no painel ou em outro lugar, apenas há uma batida seca na suspensão quando está pesado e passa no buraco, mas nada que a desabone. A revisão dos 10.000 km custou, incluindo o filtro de gasolina (obrigatório a troca para manter a garantia, que eu concordo), R$ 186,55, em 3 vezes sem juros. Que moleza, não? E o carro entregue no mesmo dia com lavagem incluída sem custo, pelo menos não estava descrito na nota fiscal de serviços.
Depois destes 10.000 km, fui observando certas coisas como o espaço interno bem elaborado de maneira inteligente, com porta-objetos para todos, com espaço para um adulto no banco de trás, mesmo que tenha um motorista com altura, digamos, de 1,90 m. E ainda sobra espaço para o ocupante do banco traseiro que, como já disse, é reclinável. O volante tem regulagem de altura e profundidade. O modelo tem cinto de três pontos para todos os ocupantes (já dito na primeira impressão), mas é bom repetir. As aberturas do porta-malas, da tampa de combustível (conjugado com as travas da porta) e do reservatório de partida a frio ficam na parte interna.
Quanto ao consumo, na cidade, com gasolina, média de 8,6 km/l. Acho adequado para um automático e estamos falando da cidade de Belo Horizonte/MG, com sua topografia cheia de altos e baixos. Bem, para atingir esta média é necessário dirigir de maneira racional sem arrancadas ou freadas bruscas.

Na estrada, média de 14,4 km/l, com variação entre 100 e 130 km/h. O câmbio automático de 5 marchas tem muita qualidade. Além das trocas de marchas suavemente efetuadas, deu-me a 120 km/h por hora a marca de 2.500 rotações por minutos. E basta pisar um pouco para o carro ganhar mais 1.000 rpm, chegando, em poucos segundos, aos 3.500 rpm, atingindo os 160 km/h. Neste momento o motor começa a ficar ruidoso.

Para ganhar mais potência de modo mais rápido é só colocar o câmbio em D3 e acelerar. Isto deve ser feito somente quando for necessário efetuar as ultrapassagens em segurança, ou quando quiser redução rápidas para uma eventual parada ou descidas longas. O maravilhoso câmbio automático de 5 marchas casou muito bem com o motor VTEC 1.5 16V FLEX, e seus 115 cv (gasolina) e 116 cv (álcool). Sabendo usar este conjunto o carro fica sob seu comando. Não vamos dizer que é arisco, mas atende as necessidades que o automóvel exige. Quanto ao seguro, ficou em R$ 1.413,00 para o meu perfil.
A direção com a assistência elétrica é fantástica e não rouba potência do motor, como as hidráulicas. O ar-condicionado é outro item que merece nota 10, com funcionamento perfeito e imperceptível, com dois sensores de temperatura: um em cima e perto do pára-brisa para medir o grau interno de calor, que, dependendo do tempo que ficou exposto ao Sol, trabalha mais eficientemente para atingir a temperatura ideal; e outro no painel, perto da ignição, para desligar o compressor quando o habitáculo está a contento, ficando no automático para melhor aproveitamento do motor.
Como já disse, o som é prefeito. O volume aumenta de acordo com a velocidade, o botão que fica no centro do aparelho, além de utilizado para aumentar o volume, também memoriza as faixas. Ao apertá-lo, podemos procurar as músicas já tocadas sem haver interrupção do som. Ao efetuar a escolha da música desejada, é só apertar o play e o aparelho passa a tocar a música escolhida.

Mesmo sendo um automóvel Honda, algumas coisas poderiam melhorar nesta versão LX. Não considero nada negativo, tendo em vista que 90% dos carros produzidos no Brasil vem pior em matéria de acessórios. Vamos aos pontos de melhoria, que a Honda poderia adotar, pelo menos, como opcionais no veículo. Airbag em todos os modelos, subir e descer os vidros com 1 toque e fechamento dos mesmos pelo alarme (mandei colocar tudo isso), iluminação de todos os botões que movimentam os vidros (à noite é necessário tatear para achá-los), colocar iluminação do porta-luvas, poderia ter um timer de alguns segundos para fechamento dos vidros após ligarmos o alarme (mandei colocar), tampa do porta-malas com hastes pantográficas e (não pescoço de ganso) e forro.
No pós-venda tive um atendimento de primeira qualidade na concessionária AUTO JAPAN/BH.
Alguns dizem que o Honda City é caro pelo que oferece, inclusive algumas revistas e jornais especializados no assunto. Na minha opinião, ele está valendo cada centavos que paguei pela qualidade, confiabilidade, durabilidade e estilo, e pelo excelente atendimento por parte da concessionária. E digo mais, pagarei quando for trocá-lo por outro Honda ou Toyota, que são verdadeiros automóveis."
Opinião do blogueiro
Minhas considerações sobre o carro não mudaram em relação ao que escrevi na primeira impressão do Renato Dantas. Concordo em relação aos pontos negativos que o Dantas citou. Alguns aspetos eletrônicos dos carros da Honda deveriam ser revistos, como o sistema one touch para o acionamento dos quatro vidros; o fechamento automático dos vidros quando o alarme é acionado; e a conexão bluetooth para celular. O forro da tampa do porta-malas, em destaque da foto acima, também deveria ser de série. Parece pouco caso da Honda vender um carro tão bom como o City com os "ferros do porta-malas" à mostra. Tudo bem que o Dantas resolveu a questão pagando R$ 90. Mesmo assim, ele não deveria ter pagado nada.

Para encerrar, deixo aqui um abraço ao Flávio Souza, um dos melhores gerentes de concessionária que já conheci, que foi um dos responsáveis por ter feito o atendimento da Auto Japan ser bom. (fotos: Renato Dantas/Divulgação)

domingo, 26 de setembro de 2010

Nissan começa a ser ousada (até demais) no Brasil

Eu sempre disse no De 0 a 100 que faltava ousadia para a Nissan no mercado brasileiro. A marca lançou bons carros, mas sempre pareceu tímida demais, chegando a passar a impressão de falta de ambição. Entretando, a empresa aparentemente mudou de ideia de vez e, agora, quer aparecer de forma agressiva na mídia, usando uma estratégia adorada por partidos políticos, especialmente em época de eleição: atacar os adversários.
No anúncio das revistas, o Tiida Sedan "bateu" no Chevrolet Astra Sedan, um adversário mais fraco, mas que, no mês passado, vendeu quase o dobro do sedã japonês (410 x 229). Foi uma surpresa ver a Nissan se comportando dessa forma. Mas ela continuou o ataque, alfinetando também a Volkswagen e a Toyota, mostrando os engenheiros alemães levando um banho de lama e os "irmãos" japoneses comendo poeira.

Agora é a vez do Livina partir para o confronto direto com os concorrentes (na TV). Usando como base as conquistas do seu monovolume, a Nissan "bateu" no Fiat Idea, no Chevrolet Meriva e no Honda Fit, líder absoluto da categoria.

Vejam abaixo o comercial, enquanto a CONAR (Conselho de Autorregulamentação Publicitária) não o retira do ar.

Você acha que a Nissan está certa em atacar os concorrentes? Será que a área de marketing da Hyundai está inspirando a marca japonesa?

Atualização (01/10/2010)
E não demorou muito para a Nissan ser obrigada a retirar o comercial do Livina do ar. Mas a marca não perdeu a oportunidade de cutucar novamente os concorrentes. Vejam:

(Foto: Reprodução do anúncio da Nissan na revista Quatro Rodas)