sexta-feira, 19 de junho de 2009

Impressões: "Carro é Stilo! É FATO!!!"

Olá pessoal.
Estou inaugurando uma nova sessão no De 0 a 100, chamada de Impressões. Nela, vocês internautas vão poder publicar as impressões, os testes e o que vocês acham dos carros que vocês dirigiram e dirigem. Para participar é só mandar um e-mail para
renatoparizzi@gmail.com.

A idéia é discutir o que achamos do modelo em destaque. Eu também vou opinar.
Como post de estréia, pedi ao Leônidas para me enviar as impressões dele sobre o Fiat Stilo, modelo que ele defende com unhas e dentes. Confiram!

"Em março de 2007, estava pensando em trocar o meu Siena HLX 2005 por precisar de um automóvel com maior espaço interno e com um porta-malas funcional, o que definitivamente não é o caso do porta-malas do Siena ou de qualquer outro sedã. Minha esposa queria um Idea Adventure e fomos lá comprar. O Idea Adventure estava em falta e o vendedor me mostrou um STILO. Foi amor a primeira vista. Fico imaginando como um automóvel, com cinco anos de mercado, tinha passado totalmente invisível aos meus olhos. Comprei o STILO com o Kit Connect por 50.600 reais e eles ficaram com o Siena por 30.000 reais.

O Stilo realmente me surpreendia mais a cada dia. Primeira viagem, destino Tiradentes (MG), porta-malas lotado com banheira, carrinho de bebê, duas malas gigantes e mais algumas sacolas. Piloto automático testado e aprovado. No início apenas um pequeno problema, o ar-condicionado parecia fraco; mas depois da troca do filtro, ficou ótimo.

Hoje, depois de dois anos e dois meses, só tenho elogios ao STILO. Foi muito mais do que eu esperava e estou muito satisfeito com ele.

Vamos aos pontos que poderiam ser melhores:

1) Concessionárias péssimas. Coisas irritantes como deixar de zerar o aviso de revisão e serviços da pior qualidade. Com o STILO saindo de linha vou pensar muito para decidir se continuo na FIAT.
2) Pneus originais P6000 péssimos. Hoje com 35.000 Km já estão precisando trocar. E serão em breve.
3) Embreagem trocada na revisão dos 30.000. Fora da garantia mas fizeram por cortesia. Claro que tive que brigar muito no 0800 da FIAT.
4) Tanquinho de gasolina que vaza, vaza de novo e depois torna a vazar.
5) Não sei se é problema da cor preta, mas os arranhões resolveram vir morar no meu STILO.
6) Ruídos acima do esperado para um automóvel deste tipo.
Minha meta é ter outro STILO antes que ele saia de linha. No entanto vou tentar comprar um com mais opcionais. O Kit SP me atrai muito e a versão Sporting é fantástica. O motor 1.8 flex tem fama de beber demais mas eu não concordo. Para mim o motor é perfeito.

Na verdade o STILO é perfeito mas é apenas a minha opinião. É FATO!
"

Opinião do blogueiro:
Eu concordo com o Leônidas em vários pontos, principalmente em relação ao porta-malas, acabamento e som com MP3. Me atrai ainda no Stilo o espaço interno e o sistema NGI (Next Generation Interior), que inclui itens como banco traseiro bipartido com regulagem longitudinal, reclináveis e rebatíveis; mesa tipo avião no encosto do banco dianteiro do passageiro; e banco do motorista com regulagem lombar).

Sobre o motor 1.8 flex, acho que ele bebe mais do que deveria e tem desempenho satisfatório para os 1.230 kg do Stilo. Mas o propulsor acaba compensando com uma manutenção mais em conta. Indo um pouco além do carro do Leônidas, o câmbio manual automatizado Dualogic é bem interessante, mas deixa bastante a desejar nas trocas de marchas automáticas, já que o veículo dá muitos solavancos.

Tira-teima: Fiat Palio Adventure Locker

A vida passa muito rápido. Num dia somos crianças; depois estamos nos formando no colégio; no outro a universidade é o nosso mundo; em seguida estamos trabalhando para construir uma carreira, de preferência naquilo que gostamos; e assim ela segue. Um ponto que normalmente está presente e une as fases da vida é o automóvel. Primeiro ele é o "carro do meu pai"; depois ele vira o "meu primeiro carro", para virar o "carrão" e depois o "carro da família" (não necessariamente nesta ordem).
Recém casados, Leandro Couri e Luiza Marques querem um carro espaçoso e bom na trilha
O parágrafo acima é meio clichê, mas serve de ponto de partida para o Tira-teima com o Fiat Palio Adventure Locker. O modelo foi escolhido depois da ligação da advogada e psicóloga Luiza Cardoso, que tinha uma dúvida: qual carro comprar. Proprietária de um Volkswagen Gol geração III 1.6, recém casada e grávida do primeiro filho, ela busca "um carro espaçoso e que consiga encarar trilhas no final de semana sem problemas". Quando ela diz espaçoso, ela se refere ao espaço para os ocupantes, (tanto Luiza, quanto o marido, Lenadro Couri, são altos - 1,71 m e 1,80 m, respectivamente), para o bebê no banco de trás e para muita bagagem no porta-malas. As trilhas seriam estradas de terra leves e trechos com pavimentação ruim e muito buraco (qualquer semelhança com as ruas e estradas brasileiras não é mera coincidência).

Depois de uma longa conversa com Luiza, "passeamos" por vários modelos até escolhemos os três carros que pudessem melhor atender às suas necessidades: Volkswagen SpaceFox e dois representantes da família Adventure Locker da Fiat, Idea e Palio Weekend. Todos têm preços relativamente próximos e miram o mesmo perfil de comprador. Com os três em mente, o objetivo foi escolher o carro que melhor atendesse a um "casal jovem, com um filho pequeno ou bebê, e que gosta de aventuras". Como o Leandro e Luiza já conheciam o modelo da Volks em detalhes, partimos para os dois italianos, avaliando o Palio por questões de disponibilidade da frota da Fiat. Confira como o modelo se saiu no Tira-teima do De 0 a 100.

Espaço interno - Pode melhorar

A primeira parte do Tira-teima avaliou o espaço interno do Palio Adventure Locker. Com o banco traseiro na posição normal e colocando a bagagem até a altura da tampa do bagagito, conseguimos preencher o espaço com uma mala grande (para um casal), um violão, um amplificador (15"), um carrinho para bebê, quatro mochilas (uma fotográfica, uma de laptop e duas pessoais), uma pequena bolsa de cabos e ainda caberia a bolsa do bebê. Com o banco traseiro rebatido, conseguimos levar 16 cadeiras, quatro mesas pequenas, duas mesas grandes, os 24 pés das mesas (quatro por mesa) e ainda sobrou um bom espaço para acomodar mais coisas. No quesito porta-malas, com 460 litros (banco na posição normal), o Palio Weekend Adventure Locker está aprovado.

O mesmo não pode ser dito do espaço para os ocupantes. "O carro tem boa posição de dirigir, com bons ajustes. A visibilidade também me agradou. Mas falta espaço no banco de trás, especialmente atrás do 'marido'", afirma Luiza, sentada atrás do banco do motorista. Leandro concorda com o aperto no banco traseiro, mas "entende" o espaço do modelo: “é compatível para o tamanho do carro”. "Ele é bom para dois adultos na frente e duas crianças atrás", completou Luiza. O Palio Weekend Adventure Locker mede 4,30 m de comprimento, 1,72 m de largura, 1,64 m de altura e 2,46 m de distância entre-eixos.
Com 460 litros, porta-malas foi aprovado - Foto: Leandro Couri
Vejam no vídeo abaixo como o Palio Weekend Adventure Locker é um bom veículo para trilhas leves, que não exijam demais do carro. Seus pneus são bons para a terra, assim como a suspensão, com amortecedores power shock desenvolvido especificamente para o carro, e a altura livre do solo (20 cm). O sistema Locker funcionou bem, mas tem um uso muito específico. Vale tomar cuidado com a combinação lama e chuva e com terrenos mais acidentados, já que o Fiat não tem tração nas quatro rodas.

O motor 1.8 8V flex, fruto da parceria com a GM, foi bem na trilha, especialmente por causa dos seus bons números de torque: 17,8 kgfm com gasolina e 18,5 kgfm com álcool, combustível usado durantes a avaliação. Na média de consumo, o Palio Locker não foi bem: 5,8 km/l na cidade e 8,6 km/l na estrada.

Custo/benefício - Pode melhorar
Se não bastasse o aperto para quem vai no banco traseiro, o Palio Adventure também causa um aperto no coração do comprador na hora de abrir a carteira. Isso porque ele tem preço sugerido de R$ 53.040 (com o IPI reduzido). Embora relativamente bem equipado, com ar-condicionado; banco do motorista com regulagem manual de altura, computador de bordo; sistema My Car; direção hidráulica; faróis de neblina e de profundidade, vidros dianteiros e travas elétricas, entre outros, o modelo poderia ter mais itens de série, como retrovisores elétricos, som com MP3, banco traseiro bipartido e, por que não, ABS e airbag duplo. Pelo menos do visual do modelo agradou bastante aos dois interessados. "O Palio Locker é a perua mais bonita do mercado. Só precisava ser mais barato", afirma Leandro.
Fiat Palio Locker tem a altura do solo superior à do Chevrolet Tracker
Os outros dois carros de interesse do casal possuem equipamentos de série bem semelhantes ao do Palio Locker. O SpaceFox custa menos. Na versão de entrada, o modelo da Volks tem preço sugerido de R$ 46.070 com motor 1.6 VHT Total Flex, já equipado com ar-condicionado, direção hidráulica, retrovisores, trava e vidros elétricos, sistema de trilhos no banco traseiro, entre outros. Embora o porta-malas seja 30 litros menor (430 l), o espaço para os ocupantes, especialmente atrás, é superior ao do Palio Weekend. Em relação ao desempenho, o SpaceFox anda junto com o Palio. Mesmo mais fraco, com 101 cv com gasolina e 104 cv com álcool, ele é 35 kg mais leve.

Já o Idea Adventure Locker, de cara, leva duas grandes vantagens em relação ao Palio Adventure Locker: maior espaço interno e preço mais em conta (R$ 51.430 - sugerido). Sua lista de equipamentos de série também é melhor, com os mesmos ar-condicionado; banco do motorista com regulagem manual de altura, computador de bordo; sistema My Car; direção hidráulica; faróis de neblina e de profundidade, vidros dianteiros e travas elétricas, além de banco traseiro bipartido e rádio CD player com RDS e MP3.
Tracker tem pneu mais largo, mas apenas para o asfalto. Já o Locker tem pneu mais fino, mas de uso misto
Mesmo sem avaliá-lo, acredito que o comportamento do Idea na estrada de terra seja bastante semelhante ao modelo avaliado pelo Tira-teima , principalmente por causa do motor 1.8 flex, que é o mesmo; das rodas e pneus, que também são iguais (em liga leve 5,5 x 15, 205/70 R15); e do sistema de bloqueio de diferencial Locker. Mas o Idea perde em altura livre do solo (1,5 cm mais baixo, com 18,5 cm); em desempenho, já que pesa 107 kg a mais (1.305 kg), consumo e autonomia pelo mesmo motivo - além do tanque do Idea ser 3 litros menor (48 l x 51 l) -, e volume do porta-malas: 380 litros, contra 460 l do Palio Weekend.
Cromado na dianteira agrada no conjunto visual
Conclusão
Embora aprovado, especialmente por causa do bom porta-malas e do comportamento na terra, o Palio Adventure Locker ganhou o "Pode Melhorar" porque precisa de algumas mudanças. A principal necessidade é um preço de entrada mais em conta, ou (bem) mais equipamentos de série para justificar os R$ 53.040 sugeridos. O espaço interno também poderia ser um pouco melhor, especialmente no banco traseiro. Mas, para o carro crescer, só mesmo com uma nova plataforma. "Gostamos do Palio Adventure Locker, mas o Idea e o SpaceFox são dois modelos mais adequados para a nossa necessidade", conclui Leandro Couri.
Aprovado pelo casal
+ Visual
+ Mimos (porta-óculos, bússola, inclinômetros, computador de bordo e sensor de estacionamento - este opcional)

Reprovado pelo casal
- Custo/benefício
- Espaço traseiro

A opinião dele - Leandro Couri
. "É a perua mais bonita"
. "Entrega um espaço compatível para o carro"
. "Bom conforto para motorista e passageiro"
. "Falta torque em primeira marcha"
Luiza e Leandro gostaram do Palio Locker., mas acham que Idea Adventure e SpaceFox são mais adequados
A opinião dela - Luiza Marques
. "Retrovisores externos estranhos (deformam a imagem)"
. "Gostei do porta-óculos próximo da cabeça do motorista"
. "Ventilador é um pouco barulhento"
. "Gostei da roda e do cromado da frente"
. “Gostei dos inclinômetros e da bússola”

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Apenas um comentário fora do tema carros

Reprodução de Nelson Jr./STF
Gostaria de dar os parabéns ao Excelentíssimo Senhor Gilmar Mendes (foto) e aos ministros Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Eros Grau, Carlos Ayres Britto, Cezar Peluso, Ellen Gracie e Celso de Mello. Próximo passo é acabar com o diploma dos médicos, assim qualquer um pode exercer a medicina.
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DIPLOMA DE JORNALISTA
Antônio Álvares da Silva - Professor titular da Faculdade de Direito da UFMG

A recente decisão do STF, tornando desnecessária a exigência de diploma para o exercício do jornalismo, contém um erro de análise do mundo e das coisas que nele existem.

A Constituição garante o exercício de qualquer profissão - art. 5º, XIII, mas ressalva que a lei pode impor condições. Esta restrição leva em conta o interesse público da profissão, as exigências técnicas para seu exercício e o significado que tem para a sociedade. Para algumas profissões, estas exigências são óbvias: não se poderia conceber que um prático operasse o cérebro de uma pessoa ou que um pedreiro fizesse o cálculo estrutural de um edifício.

Outras vezes, as restrições não se ligam a impedimentos imediatos. Têm um objetivo mais amplo que diz respeito a interesses morais, políticos e sociais da vida comunitária. Exige-se então que a pessoa tenha formação que envolva valores mais altos e refinados, cuja exatidão  ão se mede com números, mas com habilitação cultural e humanística solidamente  onstruída. Não se pode permitir que alguém se intitule professor de filosofia, depois da leitura de dois autores, nem de história, depois de estudar dois manuais.

É aqui que se situa a profissão de jornalista. Ele não é apenas um homem da palavra e da redação de textos que trabalha em alguma seção de jornal. A sociedade precisa de informação para tudo. O homem moderno não pode conhecer diretamente a complexidade dos dados e acontecimentos que hoje se agitam na complexa organização social em que vivemos. Por isto, tem que se servir dos órgãos de informação, ou seja, da atividade jornalística, na qual se abrigam conhecimentos técnicos, éticos e políticos, de fundamental importância e significado social, exatamente porque forma opinião e divulga a verdade.

Gay Talese, o grande jornalista americano, disse recentemente, em entrevista à Veja, que o jornalismo é a mais bela das profissões, porque não esconde nem protege um mundo irreal, como acontece muitas vezes com políticos, juízes, militares, empresários e várias outras que, muitas vezes, preservam um mundo que não corresponde à realidade. Pelo contrário, o bom jornalismo expõe a verdade ao povo, com coragem e determinação. Vara a casca dos corporativismos. Desmascara governos, falsidades de ministros e falaciosas versões oficiais. Mostra realidades ocultas e subtendidas, como atualmente faz com o Senado Federal. Só mesmo uma imprensa e jornalistas livres poderiam desempenhar tão grande e significativa façanha.

Portanto, além da formação técnica, do jornalista se exige conhecimento humanístico, filosófico, político e social. Como se pode escrever sobre a reforma do Judiciário, a rebelião do Irã, o problema árabe-israelense, a crise econômica mundial se não tiver conhecimentos especializados e gerais? Como pode interpretar um fato político e social se não possuir aparato técnico e cultural para a tarefa?

Estes conhecimentos, evidentemente, só se colhem nas Faculdades que são o manancial do saber puro, independente, descompromissado, holístico e completo. O conhecimento humano, principalmente nos dias de hoje, é por demais complexo para ser empiricamente apreendido. Exige esforço, dedicação e estudo. E isto só se faz com reflexão acadêmica.

A inexigência de diploma banalizou a profissão de jornalista. Reduziu-a a um empirismo barato e insignificante, cuja condição de exercício será agora apenas de um estágio e um mero registro num ministério, como se tão singelas formalidades fossem suficientes para o desempenho de uma profissão tão nobre e exigente.

Por que os órgãos da grande imprensa brasileira (Veja e Folha de São Paulo, por exemplo) louvaram a extinção do diploma? Se foi para baixar custos e contratar jornalistas baratos, estas empresas não enfrentarão a concorrência e em breve fecharão as portas. A razão é outra. O jornalista diplomado é um homem consciente de seus deveres. Exerce sua profissão com independência. Constitui sindicatos fortes e atuantes. Negocia coletivamente salários. Faz greve. Questiona a imprensa de interesses que age apenas como empresa, de olhos postos na vantagem econômica e não na missão social e política que dela se espera.

O jornalista diplomado e conhecedor de sua profissão divide o poder com o dono da empresa jornalística. Sua opinião tem peso. É independente. Tudo isto é visto como ameaça e está no fundo da argumentação contra o diploma pelos empregadores.

O Min. Gilmar Mendes, relator do processo, deu um exemplo: um chef pode ser um excelente mestre de culinária. Mas isto não significa que toda refeição deva ser por ele feita. Se a lição for seguida, os processos não precisam necessariamente de advogados e juízes. Podem ser conduzidos por rábulas. A medicina não necessita dos grandes médicos. Pode ser exercida por enfermeiros. As grandes construções não carecem de engenheiros e calculistas. Bastam as mãos experientes de pedreiros e serventes.

Então, a ciência e o saber aprofundados se tornarão descartáveis. Em nome da plena autonomia, todos estarão livres para viver na superficialidade das coisas. Fecharemos as portas da universidade para a ciência e abriremos suas janelas para o mundo do empirismo e do conhecimento sem sistema. Em nome da liberdade estaremos usando o meio mais seguro de matá-la.

(Reprodução do artido publicado no Jornal Hoje em Dia em 23/06/09)

terça-feira, 16 de junho de 2009

E o melhor sedã médio entre R$ 50.000 e R$ 65.000 é...

Honda Civic: líder em vendas e vencedor da enquete
Depois de muito tempo no ar, finalmente estou publicando o resultado da enquete com a pergunta "qual é o melhor sedã médio que custa entre R$ 50.000 e R$ 65.000?". O primeiro colocado, como esperado, foi o Honda Civic, modelo bastante elogiado por todos os lados ("um verdadeiro automóvel", como diria o internauta Renato Dantas).
Valente e de forma surpreendente, Vectra ficou em segundo
A segunda colocação pode ser considerada surpreendente, não pela qualidade do Chevrolet Vectra em si, que é um bom carro, mas pela superioridade dos concorrentes, como Ford Focus Sedan, em terceiro, e Toyota Corolla, em quarto. Pelo visto, as alterações que o sedã da GM sofreu em fevereiro deram resultado.

Entre os três últimos, dois franceses, Peugeot 307 Sedan e Renault Mégane (o lanterna), e um japonês, o Nissan Sentra. Vejam o resultado final:

Honda Civic - 21.71% - 402 votos
Chevrolet Vectra - 19.33% - 358 votos
Ford Focus Sedan - 15.44% - 286 votos
Toyota Corolla - 14.04% - 260 votos
Fiat Linea - 12.96% - 240 votos
Citroën C4 Pallas - 6.48% - 120 votos
Volkswagen Bora - 2.81% - 52 votos
Peugeot 307 Sedan - 2.54% - 47 votos
Nissan Sentra - 2.48% - 46 votos
Renault Mégane - 2.21% - 41 votos
TOTAL - 100% - 1.852 votos

O que vocês acham do resultado? 
Fotos: Honda/Divulgação e Chevrolet/Divulgação

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Honda City já em julho?

Finalmente estou conseguindo blogar de novo! Já estava sentindo muita falta! Estou bastante ocupado com o Vrum e fazendo algumas matérias extras, como a de capa do caderno de Informática do Estado de Minas desta quinta (11/06). Mas vamos logo falar de carros!
A revista Quatro Rodas de junho veio repleta de segredos, e três deles me chamaram bastante a atenção. O primeiro, como está no título do post, fala que o Honda City será lançado no dia 17 de julho. No final de 2008 recebi a mesma informação de uma fonte da Honda, que só não me disse o dia.

Porém, essa mesma fonte me confirmou, recentemente, que o City será feito aqui e não mais na Argentina (pelo menos por agora), como a revista Auto Esporte também divulgou . Ela disse também que o sedã estaria previsto para chegar no segundo semestre de 2009. Então pensei em várias coisas: julho já é segundo semestre; a Honda pode ter mudado os planos entre a minha conversa com a fonte e a publicação da matéria; as fontes podem estar erradas; o carro vai mesmo chegar em julho. Em menos de 30 dias teremos a resposta definitiva.
Fotos acima: Honda/Divulgação
A verdade é que o sedã derivado do Fit está praticamente pronto, rodando em testes avançados, já que seu visual não vai mudar e sua motorização está pronta: 1.5 16V flex, que desenvolve 115 cv de potência com gasolina e 116 cv com álcool.

Segundo a publicação da Abril, o City custará entre R$ 58.000 e R$ 62.000 com motor 1.5, o único disponível no lançamento. Ele está disponível com câmbio manual e automático, sem paddle-shift, que fica apenas para Civic (e o Fit EXL). Versões mais simples, com a motorização 1.4 flex, também estão nos planos para o futuro, com preços um pouco acima de R$ 50.000.
Reprodução da internet/quatrorodas.com.br - 10/6/09
Nova raposa
O outro segredo que me chamou a atenção é a foto de capa da Quatro Rodas, que vocês conferem acima, mostrando o novo Fox. Finalmente o Fox vai ganhar uma identidade própria e deixar de ficar no meio do caminho. É como eu já disse: o Fox nasceu para ser o Gol, querendo ser o Polo, e acabou não sendo coisa nenhuma. Pelo visto ele vai ficar com o visual mais bonito, agressivo e robusto, além de ganhar melhorias de acabamento, dando adeus ao ridículo painel de instrumentos. Agora sim ele vai poder ser chamado de Volkswagen (vide Golf e Polo, principalmente). O Fox "de verdade" está previsto para ser lançado já em julho.

Debaixo do capô italiano
O terceiro e último ponto que foi publicado diz respeito aos motores Fiat. A revista afirma que o lançamento do Bravo vai esperar os propulsores da Tritec ficarem prontos, uma vez que as vendas do Linea não decolaram. Aí vem a informação que quero comentar, copiada exatamente da página 54 da Quatro Rodas de junho, sobre os motores da Tritec: "Além das versões 1.6 e 1.8, a Fiat desenvolve um 1.6 turbo para substituir o 1.4 turbo importado de Punto e Linea. Será o primeiro motor turbo e flex de série do mundo".

Será que a Fiat já está pensando em substituir uma motorização que nem completou um ano de Brasil? Fica a impressão que o motor 1.4 turbo está apresentando problemas. Também parece que as vendas da linha T-Jet está em alta e a demanda pelo propulsor está enrome, justificando sua produção local. Mais uma vez prefiro não chegar a conclusões e prefiro esperar um pouco mais para ver o que acontece.

Só um último comentário. Uma fonte da Honda me contou que o CR-V pode receber mudanças num futuro não muito distante - ainda em 2009. O modelo receberia um pequeno face-lift, entre outras coisas. O assunto já está sendo trabalhado e discutido dentro da fábrica brasileira e de outras partes do mundo. Assim que eu souber de mais informações, vou postar aqui no De 0 a 100 .