terça-feira, 31 de agosto de 2010

Flagrante do Mille Adventure Conversível

O Fiat Mille nasceu como hatch, mas já virou sedã (Prêmio/Duna), perua (Elba), picape (Fiorino) e furgão (Fiorino Furgão). Mas eu nunca tinha visto uma variável tão "radical" da carroceria do veterano italiano: Mille Adventure Conversível.
Reparem que o estepe foi para a tampa do porta-malas e que os retrovisores vieram diretamente do Fiorino, para aumentar o aspecto de robustez. O corte para virar um "jipe conversível" ficou um pouco amador (vejam as portas, por exemplo), mas até que a evolução do Mille Way para "Mille Adventure" ficou legal.
No outro flagrante que presenciei, o dono de uma Strada cabine dupla resolveu cobrir a caçamba com uma tampa. Ao invés de fazer isso, fiquei pensando: por que será que ele não comprou um Palio Weekend? Tudo bem que a picape permite levar mais carga, mas seu banco traseiro leva apenas dois adultos com menos de 1,75 m, ou seja, com pouco conforto. A perua tem mais espaço para os ocupantes.

Uma das explicações pode ser o preço: R$ 38.970 para a Strada Working Cabine Dupla 1.4 flex (versão da foto); e R$ 41.330 para o Palio Weekend Attractive 1.4 e R$ 43.510 para o Palio Weekend Trekking 1.4. Alguém tem mais alguma explicação?

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Motores E.TorQ melhoram desempenho de Punto e Idea

Tive a oportunidade de dirigir o Punto e o Idea com os novos motores E.TorQ, e o resultado, de uma maneira geral, me agradou. Vou começar pelo Idea Sporting 1.8 16V, passando pelo Punto Essence 1.6 16V e chegando, finalmente, ao Essence 1.8 16V, o melhor deles.
Equipado com o motor 1.8 16V, que desenvole 130 cv e 18,4 kgfm com o gasolina e 132 cv e 18,9 kgfm com etanol, o Idea tem não garante um desempenho esporte, mas sim um “sporting”, ou seja, que agrada mas não empolga. A distribuição de força do novo propulsor é diferente da antiga motorização 1.8 8V da GM Powertrain. O E.TorQ é mais linear, embora falte força em rotações mais baixas (o Idea Sporting pesa 1.280 kg) - mas nada que incomode profundamente. Assim como a maioria dos 16V, o modelo gosta mesmo é de rodar com giros mais altos, especialmente acima de 3.000 rpm.
Se comparado ao Idea 1.8 8V 2010, a versão 2011 1.8 16V anda e diverte bem mais. Nas curvas, a suspensão bem acertada casou bem com os rodas de liga-leve de 16”, garantindo boa estabilidade (para um monovolume) - mas é aconselhável não exagerar na dose. Resumindo: carregado ou não, o Idea Sporting 1.8 16V vai se sair bem em todas as situações do dia a dia, especialmente com motor cheio.

Se você procura (um pouco de) diversão e precisa necessariamente de um veículo familiar, o carro da Fiat, equipado com o motor 1.8 16V, pode ser uma opção interessante, lembrando que suas virtudes são o espaço e a versatilidade interna, e não o desempenho (que agrada, mas não empolga). Quem diverte mesmo é o Punto 1.8 16V, mas logo eu chego nele.
O motor 1.6 16V casou muito bem com o Punto. Os 115 cv de potência e 16,2 kgfm de torque com gasolina e 117 cv e 16,8 kgfm com etanol são suficientes para o compacto italiano. Não é nada de espetacular, mas o motorista não terá muito do que reclamar. Diferente do 1.4, que sofre muito com a falta de força, o Punto 1.6 anda bem, principalmente quando o propulsor está cheio. Em giro mais baixo, falta força para levar os 1.170 kg do compacto. Se o 1.4 é anêmico, o Punto 1.6 16V é honesto, mas não arranca um sorriso do condutor, que é exatamente o que o Punto 1.8 faz.
O Punto 1.8 16V E.TorQ Essence é apenas 6 kg mais pesado do que o Essence 1.6. Então, a honestidade acaba virando sobra, garantindo bem mais força e diversão. Com excelente posição de guiar, o desempenho é animador e quase faz o motorista pensar que está a bordo de um esportivo, superando o fora de linha Punto 1.8 8V e o ainda vivo Stilo 1.8 8V. A falta de força do Idea Sporting 1.8 em giros mais baixos também aparece no Punto Essence 1.8, mas não incomoda tanto, muito por causa dos 104 kg a menos.
Eu dirigi o manual. Câmbio Dualogic é opcional
A sensação que tive ao entrar e rodar no Punto Essence 1.8 16V foi a de que vesti o carro. Ele é pequeno, com excelente posição de dirigir, ótima estabilidade e motor que garante muita diversão. Como não faço questão de rodas de aro 16" e acho os cintos de segurança vermelhos muito feios, a minha escolha seria mesmo o  Punto Essence 1.8 16V, como eu já disse anteriormente.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Depois de 202 edições, um forte abraço para a Carro

Nunca comentei isso aqui, mas, há 17 anos, compro, pelo menos, 2 revistas nacionais de carro por mês. Por causa do meu pai, que gosta dela há muito tempo, a Quatro Rodas sempre foi uma das publicações que eu compro. Para definir as outras, experimentei várias revistas até encontrar uma que me agradou: Carro - Revista do Consumidor.

Quando a Carro foi lançada, a Autoesporte passava por uma fase "estranha", enquanto as outras publicações, como a Motor Show, também não estavam tão interessantes. Por isso, acreditei e investi na revista que hoje faz pate do Grupo Motorpress.

Desde sua primeira edição, sempre comprei a Carro nas bancas. Apenas em 2008 ganhei de aniversário uma assinatura de um ano. Assim que o presente acabou, voltei a comprar a revista nas bancas. Porém, recentemente, na sua edição 200, a Carro passou por uma enorme reestruturação, aproximando a revista do site Carro Online.
As ideias foram boas, mas acho que a revista perdeu em qualidade. O número de "Testes do mês" aumentou, mas a quantidade de texto (e espaço) de cada avaliação diminuiu, levando embora boa parte da profundidade. Tudo bem que o "Teste Especial", com oito páginas, avalia o automóvel em todos os detalhes. Mas este teste não salva o "pacote".

Ainda sobre os "Testes do mês", outro problema é a ficha técnica, que só tem os números dos veículos com etanol. Se o carro é flex, eu também gostaria de saber os detalhes do carro com gasolina, já que tenho a opção de abastecer com o combustível derivado do petróleo.

Não tenho certeza se o número de páginas aumentou, mas sinto que a revista ficou mais espalhada, separando algumas notícias que poderiam estar mais próximas por terem algum tipo de ligação (o que aumenta o estímulo à leitura).

Mas o que mais me incomodou foi o aumentou da exposição das fotos dos repórteres e editores, que aparecem, de forma excessiva (mais nas edições 200 e 201 e ligeiramente menos na 202), fazendo caras, bocas e gestos para avaliarem diversos pontos ou o próprio automóvel. Eu nunca tinha visto isso antes, mas não gostei. Sinto que ao invés de investir nisso, seria melhor ter colocado mais texto sobre os carros para aprofundar a análise. Meu amigo definiu de forma um pouco simplória o que descrevi acima: "compro revista de carro para ver carro, não para ficar olhando homens fazendo caretas".
Algumas coisas ficaram legais na nova Carro, como o maior espaço para a participação dos leitores/internautas em algumas seções, além da manutenção do ótimo "Teste dos 100 dias". Mas, ao meu ver, isso é pouco para justificar a continuidade da compra da publicação.

A Carro continua uma excelente revista, com matérias interessantes e diversificadas. Mas, neste formato atual, não me agrada mais. Depois de 17 anos e 202 edições, a partir de setembro de 2010, a Carro deixará de fazer parte da minha lista de "compras certas" do mês. Desejo toda sorte para a revista e agora vou pensar se compro outra publicação ou se guardo o dinheiro para outros fins.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Estepe do lado de fora é uma boa ideia?

Confesso que me senti um trouxa. Outro dia saí para comprar algumas coisas usando o carro de uma pessoa muito próxima. Resolvi então fazer uns "agrados veiculares" como forma de agradecimento pelo empréstimo. O primeiro foi levar o automóvel para lavar, seguido de uma calibragem de pneus, e de um tanque cheio de etanol.

Feito isso, lembrei que o carro, um Ford Ka 1.0, tinha estepe do lado de fora. Encostei o carro numa vaga e fui conferir se o veículo ainda tinha o pneu sobressalente. Felizmente ele estava lá! Mais aliviado, resolvi comprar uma corrente e um cadeado para prender o pneu no eixo do compacto da Ford.
Assim que comprei, me senti um trouxa. Eu não deveria estar comprando isso para um automóvel. Considerei um abuso!
O estepe deveria ficar sempre dentro do carro (estou deixando as picapes de fora) , onde o pneu fica mais seguro, seco e limpo - sem contar que é muito mais fácil guardá-lo. Do lado de fora, o estepe fica sempre sujo (e molhado), correndo o risco de levar pedradas e de beijar outros objetos, e, principalmente, de ser furtado (a corrente ajuda, mas não evita o roubo) - além do fato de ser bem mais complicado calibrá-lo. E, para as mulheres, tentem guardar um pneu novamente no suporte do estepe do Ka, por exemplo. Não é uma situação muito complicada, mas é muito chato. Guardar no porta-malas é mais prático, rápido, seguro e simples.

O carro ter o estepe do lado de fora, como o Ford Ka (já citado), Fiat Palio Weekend, Chevrolet Zafira e Renault Sandero, entre outros, não significa ele seja ruim e/ou inferior aos concorrentes. Mas, quando penso no meu próximo carro, nenhum modelo com estepe externo faz parte da lista - e nem fará! Esse é mais um dos critérios que tenho para escolher um automóvel.

Termino com uma pergunta simplória: se a marca faz um vão para colocar o estepe de baixo para cima na região do porta-malas pelo lado de fora, qual seria a dificuldade de fazer o vão ficar invertido, colocando o pneu sobressalente de cima para baixo, dentro do porta-malas? Na enquete, meu voto foi para "Não, mesmo que o carro seja interessante".

Você compraria um carro com o estepe do lado de fora?
. Não, mesmo que o carro seja interessante - 26 (38%)
. Sim, mas se o carro for bom - 22 (32%)
. Talvez. Depende do carro - 19 (28%)

Sobre o estepe externo no Idea Adventure, CrossFox e EcoSport, esse é assunto para outro post.


fotos: Renato Parizzi (1ª e 3ª) e Fiat/Divulgação (2ª)

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Aircross e i30 CW devem dar certo no Brasil. Já o Tiida Sedan...

Confesso que fiquei surpreso com o resultado final da enquete. Eu imaginava que o Hyundai i30 CW fosse, de alguma forma, estar no topo da enquete - e foi o que aconteceu. Mas não acreditei que o Citroën Aircross fosse se dar tão bem, ficando em primeiro, dividindo a liderança com o i30 CW, e em segundo, sozinho na opção.
É um sinal curioso. Os brasileiros estão realmente com expectativa em relação ao novo veículo francês. Espero que ele venda bem, para estimular o mercado e os concorrentes, embora eu não tenha ficado tão atraído pelo Aircross.
Em relação ao Tiida Sedan, assim como a Nissan, que espera que o carro venda apenas 200 unidades por mês, eu também estava com uma expectativa muito baixa em relação a ele na enquete. E foi o que aconteceu: o novo sedã amargou as últimas colocações da enquete.
Para parte das pessoas que votaram, os três veículos da enquete podem não fazer sucesso. Essa possibilidade existe, já que o Tiida Sedan parece não ter o apoio do público; o i30 CW entra num segmento em baixa; e o Aircross não pode falhar (se for caro, é um abraço pra ele).

Aircross, i30 CW e Tiida Sedan: qual vai dar certo no Brasil?
Aircross e i30 CW - 21 (38%)
Só o Citroën Aircross - 12 (22%)

Nenhum deles - 11 (20%)

Só o Hyundai i30 CW - 4 (7%)

i30 CW e Tiida Sedan - 3 (5%)
Os três - 2 (3%)
Só o Nissan Tiida Sedan - 1 (1%)

Aircross e Tiida Sedan - 0 (0%)
Fotos: Divulgação