Depois de uma virada surpreendente, alcançada nos últimos 10 dias da enquete, que ficou no ar por 28 dias ao todo (o mês de fevereiro), o Ford Focus foi eleito o melhor hatch médio do Brasil no momento pelos leitores do De 0 a 100.
Confesso que o meu voto foi pra ele, especialmente depois da chegada das versões 1.6 (Sigma) flex e 2.0 flex, que o tornou, em minha opinião, a melhor opção do segmento neste momento.
Vamos agora esperar para saber se essa vitória na enquete vai se refletir nas lojas, já que o carro sempre foi aclamado pela crítica, mas nunca pelo público (só olhar as vendas). A verdade é que o Focus nunca teve um conjunto tão atraente como agora. São várias versões, duas opções de motorização flex e de câmbio, e preços que variam de R$ 49.900 até cerca de R$ 70.000.
Eu esperava que o Focus vencesse a enquete e de forma bem acirrada, com o Hyundai i30 no seu vácuo, com grandes chances de ultrapassá-lo. Mas quem ficou em segundo foi o Fiat Stilo. Seu preço atraente e suas boas soluções internas parecem ter caído no gosto do público, mesmo sem refletir muito nas vendas. O coreano terminou em terceiro, com o Peugeot 307 em quarto.
Astra, C4 e Golf ficaram o tempo todo disputando a quinta colocação. O francês ficou na frente até o último dia, quando o Chevrolet passou na frente, deixando o Citroën em quarto e o Volkswagen em quinto. Vectra GT e Tiida tiveram mesmo uma participação mínima na enquete, quase sem expressão. Pelo visto o Chevrolet é caro demais para o que ele oferece aos consumidores e o japonês, mesmo depois da mudança recente, não caiu mesmo no gosto dos brasileiros.
Qual é o melhor hatch médio do Brasil atualmente?
1. Ford Focus - 210 votos (38%)
2. Fiat Stilo - 187 (34%)
3. Hyundai i30 - 43 (7%)
4. Peugeot 307 - 32 (5%)
5. Chevrolet Astra - 24 (4%)
6. Citroën C4 - 23 (4%)
7. Volkswagen Golf - 16 (2%)
8. Chevrolet Vectra GT - 6 (1%)
9. Nissan Tiida - 5 (0%)
TOTAL: 546 votos
"Ai sim fomos surpreendidos novamente"! Esse deverá ser o pensamento dos executivos da Honda quando a Toyota lançar o Corolla 2.0 16V flex no Brasil, o que vai acontecer em breve.
Além do novo propulsor, que terá 153 cv de potência (17 cv a mais do que o 1.8, que desenvolve 136 cv) e 20,7 mkgf de torque com álcool, o atual líder do mercado de sedãs médios será equipado com paddle-shifts - aquelas borboletas atrás do volante para as trocas de marcha, que era um dos grandes diferenciais do Civic.
Os amantes do Honda vão continuar dizendo: "O Civic tem visual mais moderno e esportivo. O Corolla tem design conservador. É um carro de tiozão". Mas agora os fãs do Toyota poderão responder: "Mas o meu Corolla anda mais!". Isso se deixarmos o (caro) Civic Si de fora.
A revista Quatro Rodas já até conseguiu flagrar o Corolla 2.0 pronto, durante a gravação do comercial do carro em São Paulo. Ele deve ser apresentado à imprensa especializada ainda em março para chegar às concessionárias em abril.
Prepare a carteira
Por mais que a novidade pareça bem atraente, ela não será muito boa para o bolso. O motor 2.0 equipará as versões mais requintadas do Corolla, XEi e SE-G (que deve mudar de nome para Altis), deixando o propulsor 1.8 para os acabamentos de entrada (XLi e GLi). Segundo uma fonte, o Corolla 2.0 terá um aumento médio de cerca de R$ 3.000, embora eu considere que esse valor será um pouco menor.
Atualmente, o Corolla XEi 1.8 automático tem preço sugerido de R$ 74.380 (com pintura metálica), enquanto o SE-G 1.8 automático (também metálico) vale R$ 87.710. (foto: Toyota/Divulgação)
Praticamente um ano e meio depois, a Ford lança o Focus com motor 2.0 flex! Quem comprou o veículo à gasolina deve estar chateado, principalmente porque a nova linha bicombustível ficou mais barata, equipada (GLX) e recebeu melhorias no câmbio. Com as novidades, a marca espera fazer os seus médios (hatch e sedã) decolarem de vez no mercado nacional, algo que nunca aconteceu até hoje.
Os preços partem agora de R$ 56.570 (hatch GLX com câmbio manual) e chegam a R$ 71.900 (sedã Ghia com câmbio automático). Segundo a Ford, a redução de 3% nos valores aconteceu por causa da nacionalização de alguns componentes, como o câmbio (IB5 Plus), que torna a condução do veículo mais tranqüila e agradável, e o sistema de som, que antes era da Sony e agora é da Visteon, o mesmo do Focus 1.6 Sigma.
Agora flex, o motor 2.0 desenvolve 143 cv de potência e 18,8 mkgf de torque com gasolina e 148 cv e 19,5 mkgf com álcool. Se o câmbio manual mudou para aproveitar melhor o ganho de potência do propulsor, o automático seqüencial de quatro marchas também foi recalibrado, melhorando as respostas e a suavidade em rotações mais baixas.
Toda linha Focus 2.0 vem equipada agora com volante revestido de couro com detalhes cromados, faróis de neblina e encosto de cabeça com regulagem de altura e cinto de três pontos para os cinco ocupantes.
O Ford Focus GLX, traz de série ar-condicionado, direção assistida, freios a disco nas quatro rodas com ABS (antitravamento), EBD (controle eletrônico de distribuição de frenagem) e CBC (controle de frenagem em curvas), airbag duplo, computador de bordo, rodas de liga leve aro 16”, rádio CD-Player com entrada auxiliar, entre outros itens.
Já a versão topo de linha, Ghia, sai de fábrica com todos os itens da GLX além de ar-condicionado digital, ajuste elétrico da altura do banco do motorista, bancos revestidos de couro, teto solar elétrico, sistema de partida sem chave, sensor de estacionamento traseiro e sistema de áudio com conexão com iPod, USB e Bluetooth.
Vejam os preços sugeridos pela Ford para o Focus 2.0 flex:
Sedan
2.0 flex GLX manual: R$ 58.570
2.0 flex GLX automático: R$ 63.100
2.0 flex Ghia manual: R$ 67.450
2.0 flex Ghia automático: R$ 71.900
Hatch
2.0 flex GLX manual: R$ 56.570
2.0 flex GLX automático: R$ 61.100
2.0 flex Ghia manual: R$ 65.450
2.0 flex Ghia automático: 69.900
Análise
No Brasil, o Focus nunca teve um conjunto tão atraente como agora. São várias versões de acabamento, duas opções de motorização flex, de câmbio e carroceria, e preços que variam de R$ 49.900 até cerca de R$ 72.000. A linha GLX, 1.6 e 2.0, é bem equipada e tem valor de mercado bastante competitivo. O custo/benefício é realmente muito bom.Vamos esperar para ver se o Focus vai passar o Volkswagen Golf, terceiro colocado do segmento em 2010 até o momento; desbancar o Chevrolet Astra, o segundo; para aí sim derrubar o Hyundai i30 do trono. Qualidades para isso o Ford tem. (fotos: Ford/Divulgação)
Atualização
Na última hora o Marcelo mudou de ideia e acabou fechando a compra de um Chevrolet Prisma 1.4 Econo.Flex. Boa sorte! Espero as Impressões para publicar aqui no De 0 a 100!
Atualização (07/04/10)
Como vocês perceberam nos comentários, o Marcelo finalmente chegou à sua escolha e está muito feliz com ela. Seu próximo carro será um Renault Sandero! Parabéns pela compra e obrigado a todos que opinaram aqui!
Fico aguardando agora as Impressões do Sandero novo, viu Marcelo?!?!
---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Olá pessoal. Mais uma vez publico a dúvida do internauta Marcelo. Na primeira vez que ele esteve aqui, sua dúvida era entre Chevrolet Vectra GT, Palio Adventure Locker, Ford Focus GLX 2.0, Fiat Linea HLX, Honda City e Hyundai i30. Porém, ele decidiu esperar um pouco mais para escolher o veículo e acabou mudando de ideia, querendo agora um veículo de até R$ 40.000.
A dúvida dele é até parecida com a do internauta Jader, que acabou optando pelo Volkswagen Fox Prime. A diferença agora é que o Fox disputa a preferência do Marcelo com o Renault Sandero 1.6 8V Privilege, com o Chevrolet Agile LTZ e, correndo por fora, com o Renault Symbol Expression 1.6 8V.
Vale comentar que um dos pontos que os três hatches têm em comum é o espaço interno mais generoso, com destaque para o Sandero, o maior dos três. Como o Marcelo tem 1,90 m, esse item faz muita diferença. O Symbol segura a lanterna nesse quesito. Em compensação, ele tem o maior porta-malas, o que faz uma grande diferença em viagens e no transporte de bagagens.
O Sandero tem como principal problema a ergonomia e o fato do estepe ficar do lado de fora. Seu acabamento também é muito simples, embora a versão a Privilege seja “menos pior”. O motor 1.6 8V tem desempenho e média de consumo satisfatórios, mas trabalha de forma muito ruidosa.
O Symbol parece o inverso do seu “irmão” Sandero. Ele tem acabamento mais bem feito e espaço interno pequeno, especialmente no banco traseiro. Sua ergonomia também é um pouco melhor. O mesmo comentário de desempenho e consumo do Sandero vale aqui para o Symbol.
Como eu disse para o Jader, o Fox foi totalmente remodelado recentemente e ficou bonito (o outro era bem feio), moderno e com um interior digno de um veículo de verdade. A versão de interesse do Marcelo também é a Prime, a topo de linha, com motor 1.6 flex. Seu espaço é pior que o do Sandero, melhor que o do Symbol e equivalente ao do Agile, mas sua ergonomia e versatilidade interna são superiores à dos rivais deste post.
Finalizando, o Agile é o novato da turma e tem tudo “na media”. Ele não se destaca em nenhum aspecto em especial, mas também não fica para trás em nenhum outro. Seu desempenho é inferior aos veículos 1.6 do comparativo, mas seu 1.4 não faz feio. Seu espaço interno também é bom, mas, como eu disse, equivalente ao do Fox, melhor que o do Symbol e inferior ao do Sandero. Vale ressaltar que o visual do Agile ainda gera muita discussão, o que pode ser bom (ou não).
Lembrando que os dois franceses têm 3 anos de garantia, contra apenas 1 do Fox e do Agile.
Como eu sempre digo, acho que o Marcelo deve comprar o carro que o deixar mais feliz e contente. Ele deve escolher aquele veículo que ele sempre quis ter na garagem.
Sobre o modelo que eu escolheria, se o espaço interno for mesmo o item mais importante para a escolha, o Sandero é a melhor opção, deixando o Symbol em último. Mas Fox e Agile não fazem feio e também podem atender. O Sandero vence ainda a dupla não francesa (e empata com o seu irmão da Renault) na garantia. Já a dupla Fox e Agile tem melhor ergonomia e visuais mais chamativos. O Fox virou um outro veículo depois da mais recente reestilização. Tudo nele melhorou, o tornando uma opção muito forte na disputa. Já o Agile ainda “cheira” novidade, o que já é suficiente para muita gente. (fotos: todas de divulgação das respectivas marcas)E para vocês, qual é a opção mais adequada para o Marcelo?