sexta-feira, 18 de março de 2011

Chevrolet Vectra GT com os dias contados? O mercado agradece?

Primeiramente, mas de forma mais rápida, vou repetir o que já disse inumeras vezes: sou fã do Chevrolet Vectra GT. Sei que ele é caro, vende pouco, tem motor 2.0 superado e que até o seu nome é polêmico. Mas acho o carro muito legal assim mesmo, especialmente pelo visual.

Mas o foco desse post é outro: o mais popular dos modelos do Impressões do De 0 a 100 (até o momento) - veja aqui, aqui e aqui - parece estar mesmo com os dias contados. E sua morte, segundo o caça-segredos Marlos Ney Vidal, está mais próxima de acontecer do que o esperado: junho.
A Chevrolet precisa se mover rápido para recuperar o terreno perdido nos segmentos de hatches médios. O bom e velho Astra não da mais conta do recado. E o Vectra GT, principalmente pelos dois primeiros motivos citados no início, não emplaca no mercado. Vejam as vendas dos dois, segundo a Fenabrave.

Chevrolet Astra
2008: 25.356 unidades emplacadas (média mensal: 2.113)
2009: 29.678 unidades emplacadas (média mensal: 2.473)
2010: 29.044 (unidades emplacadas média mensal: 2.420)
2011 (janeiro e fevereiro): 3.097 unidades emplacadas (média mensal: 1.548)

Chevrolet Vectra GT
2008: 12.949 unidades emplacadas (média mensal: 1.079)
2009: 11.450 unidades emplacadas (média mensal: 954)
2010: 10.813 unidades emplacadas (média mensal: 901)
2011 (janeiro e fevereiro): 1.121 unidades emplacadas (média mensal: 560)

Acompanhe o crescimento dos principais concorrentes do segmento:

Hyundai i30
2009: 13.353 unidades emplacadas (média mensal: 1.907 - desde o lançamento em junho)
2010: 35.922 unidades emplacadas (média mensal: 2.993)
2011 (janeiro e fevereiro): 6.569 unidades emplacadas (média mensal: 3.284)

Ford Focus
2008: 13.181 unidades emplacadas (média mensal: 1.098)
2009: 16.704 unidades emplacadas (média mensal: 1.392)
2010: 25.351 unidades emplacadas (média mensal: 2.112)
2011 (janeiro e fevereiro): 4.659 unidades emplacadas (média mensal: 2.329)

 A solução para a perda de espaço atende por um nome: Cruze (hatch). A Chevrolet já confirmou que produzirá quatro novoas modelos em São Caetano do Sul (SP) em 2011. Além do Cruze sedã e do novo sedã compacto premium da marca (GSV - provável Cobalt), o Cruze hatch está na lista. O quarto vamos ficar ainda na expectativa.

O Cruze hatch será equipado com o motor 1.8 16V Ecotec flex, que deverá ter, pelo menos, 141 cv de potência e 17,9 kgfm de torque com gasolina. Ainda de acordo com o Marlos, o Cruze hatch terá preços iniciais na casa dos R$ 67.000. Eu realmente espero um valor mais baixo, partindo da lacuna entre R$ 55.000 e R$ 60.000. Mas como a GM prepara também o substituto do Astra, não será surpresa se o Cruze hatch partir mesmo da casa dos R$ 65.000.
Na Argentina, o Cruze sedã já é vendido. O modelo mede 4,597 m de comprimento, 1,788 m de largura, 1,477 m de altura e tem 2,685 m de distância entreeixos. Seu tanque tem capacidade para 60 litros e o porta-malas leva 450 litros. Em termos de segurança, o Cruze LT hermano tem, de série, quatro airbags, freio a disco nas quatro rodas com ABS e EBD, cinto de três pontos e apoio de cabeça para todos os ocupantes. Já o LTZ tem ainda airbags laterais do tipo cortina, controle de estabilidade, tração e assistência de frenagem de emergência.

O Cruze LT vem equipado com banco traseiro bi-partido, ajuste de altura do banco do motorista, coluna de direção regulável em altura e profundidade, retrovisor interno eletrocromico, ar-condicionado, trio elétrico, regulagem elétrica da altura dos faróis, computador de bordo, sistema de som com quatro autofalantes e dois twitters, entrada auxiliar e CD Player com leitor de MP3 com comandos no volante; piloto automático e rodas de aro 16". Já o LTZ tem os mesmos equipamentos, além de rodas de aro 17", teto solar elétrico, sensores de chuva e estacionamento, retrovisores externos eletricamente rebatíveis e revestimento dos bancos em couro.
Esperamos que o hatch siga a mesma linha do sedã, com uma boa oferta de equipamentos de série. Tomara que a Chevrolet não seja igual a Ford, criando uma espécie de Cruze GL. Já repararam que em nenhum comercial da Ford o Focus GLé chamado de "completão"? Por que será?

Finalizando, respondendo à segunda pergunta do título: mercadologicamente, sim, o mercado agradece.
Fotos: Chevrolet/Divulgação

sábado, 12 de março de 2011

Nissan Tiida X Ford Focus: Round 2

A Nissan realmente conseguiu chamar a atenção de todos com o polêmico anuncio do Tiida envolvendo o Ford Focus. Mesmo que o Focus venda mais, realmente a versão de entrada do Tiida tem melhor desempenho (pelo menos comparando os números oficiais) e preço mais em conta (principal argumento do comercial). Ambos oferecem uma lista de equipamentos de série semelhante.

Resolvi perguntar no De 0 a 100: Entre os hatches médios, qual vale mais comprar? Com um total de 140 votos, vejam o resultado final:

Nissan Tiida 1.8 S - 78 votos (55,7%)
Ford Focus 1.6 GL - 62 votos (44,3%)

Expandindo um pouco mais a briga para as versões logo acima dos dois carros, vemos que o Tiida SL continua custando um pouco menos, mas vem com uma lista de equipamentos de série bem mais atraente do que a do Focus GLX. Os motores não mudam: 1.8 16V flex e 1.6 16V flex, respectivamente. Mais uma vez vantagem para o Nissan.
Para tentar equilibrar a disputa, inclui a versão GLX 2.0 do Focus, aumentando o potencial desse rápido comparativo. Com o motor Duratec, o Focus realmente oferece uma lista de itens de série muito mais ampla do que seu irmão Sigma e números desempenho muito superiores ao concorrente japonês (mesmo critério de antes). Por outro lado, a versão 2.0 do Focus cobra bem mais do consumidor, passando da casa dos R$ 60.000 (sugeridos).

Tiida 1.8 SL (hatch)
. Preço sugerido: R$ 56.190, mas vendido por R$ 54.190
. Principais equipamentos de série: Alarme, airbag duplo, ar-condicionado digital, banco do motorista e volante com regulagem de altura, banco traseiro bipartido 60/40, dobrável em 180º, câmbio manual de seis marchas, computador de bordo, limpador, lavador e desembaçador do vidro traseiro, rádio AM/FM/CD Player com leitor de arquivos em MP3, entrada auxiliar para iPod e seis alto-falantes; rodas de liga-leve de aro 16" e "quinteto elétrico" (travas, vidros, retrovisores, teto solar e direção); banco traseiro reclinável e sistema de deslizamento horizontal (240 mm), console central dianteiro com tampa, apoio de braço e tomada 12V, descansa braço dos passageiros traseiros com porta-copos integrado, faróis de neblina, freios ABS com controle eletrônico de frenagem (EBD) e assistência de frenagem (BAS), piloto automático integrado ao volante, revestimento principal dos bancos, painéis de porta e volante em couro. Garantia de 3 anos.
. Números: O motor 1.8 16V desenvolve 125 cv de potência com gasolina e 126 cv com etanol e 17,5 kgfm de torque com qualquer combustível. O porta-malas tem capacidade que varia entre 289 e 463 litros; o tanque comporta 52 litros e o peso da versão SL 1.8 manual é 1.246 kg.

Ford Focus 1.6 GLX (hatch)
. Preço sugerido: R$ 56.140
. Principais equipamentos de série: Ar-condicionado, direção hidráulica, airbag duplo, rodas de liga leve 16", rádio AM/FM/CD Player com leitor de arquivos em MP3, entrada auxiliar e seis alto-falantes; alarme anti-furto, ajuste de altura dos faróis e do banco do motorista; ajuste de altura e profundidade da coluna de direção, chave canivete, computador de bordo; limpador, lavador e desembaçador do vidro traseiro; câmbio manual de cinco marchas; travas, vidros e retrovisores elétricos; porta-luvas refrigerado; e faróis de neblina. Garantia de 3 anos.
. Números: O motor 1.6 16V Sigma desenvolve 109 cv de potência e 15,4 kgfm de torque com gasolina e 116 cv e 16,3 kgfm com etanol. O porta-malas tem capacidade de 328 litros; o tanque comporta 55 litros e o peso da versão GLX 1.6 manual é 1.290 kg.
Ford Focus 2.0 GLX (hatch)
. Preço sugerido: R$ 62.440
. Principais equipamentos de série: Ar-condicionado, direção eletro-hidráulica, airbag duplo, rodas de liga leve 16", sistema de som MyConnection com bluetooth, conexões para USB e iPod e comandos por voz + rádio AM/FM/CD Player com leitor de arquivos em MP3, entrada auxiliar e seis alto-falantes; alarme anti-furto, ajuste de altura dos faróis e do banco do motorista; ajuste de altura e profundidade da coluna de direção, chave canivete, computador de bordo; limpador, lavador e desembaçador do vidro traseiro; câmbio manual de cinco marchas; travas, vidros e retrovisores elétricos; porta-luvas refrigerado; faróis de neblina; freio a disco nas quatro rodas com ABS, EBD e CBC; partida sem chave (Ford Power), acendimento automático dos faróis, espelho retrovisor interno eletrocromico e sensor de chuva. Garantia de 3 anos.
. Números: O motor 2.0 16V Duratec desenvolve 143 cv de potência e 18,7 kgfm de torque com gasolina e 148 cv e 19,5 kgfm com etanol. O porta-malas tem capacidade de 328 litros; o tanque comporta 55 litros e o peso da versão GLX 2.0 manual é 1.353 kg.

Levando em consideração os critérios preço, equipamentos de série e desempenho (se possível nessa ordem de avaliação), qual dos três seria a melhor compra?

sexta-feira, 4 de março de 2011

Fiat, Hyundai, Renault e Peugeot precisam se preocupar?

Enquanto eu analisava os emplacamentos dos dois primeiros meses de 2011 dos hatches Focus e Tiida, observei alguns números de outros modelos. Avaliando o mercado com mais calma, perguntei a mim mesmo: será que Fiat, Hyundai, Renault e Peugeot precisam se preocupar? Explico.
Fiat Bravo
Ainda é cedo para afirmar. O justo seria esperar, pelo menos, mais 3 meses. Mas o fato é que, até agora, o Fiat Bravo não engrenou. As vendas estão consideravelmente abaixo do potencial do veículo. Tudo bem que seu câmbio manual automatizado Dualogic não é lá essas coisas; e que seu espaço interno (especialmente atrás) é meio apertado; e que a bela tela de 6,5" não é sensível ao toque. Mas o carro tem muito mais qualidades do que defeitos, a começar pelo visual, bonito e moderno; pelo acabamento bem feito, ótimo porta-malas (400 litros) e pela boa oferta de equipamentos. O motor 1.8 16V E.TorQ demora um pouco para se animar, mas leva o hatch de forma honesta.
Apresentado no final de outubro, durante o Salão do Auomóvel de São Paulo (leia mais aqui e aqui) do ano passado, o Fiat Bravo foi responsável por 259 emplacamentos em dezembro de 2010, 527 em janeiro e 700 unidades emplacadas em fevereiro de 2011. O número subiu, mas já poderia estar mais alto. Será que a fraca propaganda dele na TV está atrapalhando? Bem que a criativa Fiat poderia ter feiro algo melhor. Pelo menos a chegada da versão T-Jet também deve ajudar um pouco.

Estado de preocupação: amarelo, mas ainda com tranquilidade.

Hyundai i30 CW
Apostar no segmento de peruas médias foi ousado e contra a atual tendência do mercado. Mas a Hyundai não se importou e lançou a perua i30 CW no Brasil embalada pelo sucesso do hatch médio i30. Resultado? Vendas baixas. Foram 579 unidades emplacadas em 2010. Já em 2011, os números melhoraram um pouco (comparando 2010 e 2011, o crescimento foi muito forte), mas ainda está bem ruim: 562 carros vendidos, sendo 255 em janeiro e 307 em fevereiro. Até a jurássica Volkswagen Parati (um ex-carro em atividade) vendeu mais em 2011 - 789 unidades.
Cabe a Hyundai ficar mais atenda. A marca poderia diminuir seu foco em propagandas polêmicas para valorizar as qualidades de seus veículos. Reduzir o preço da sua perua média, que tem porta-malas com capacidade para 415 litros, também poderia ajudar os coreanos, assim como finalmente disponibilizar o motor 2.0 16V flex para a família i30.

Estado de preocupação: amarelo, mas com preocupação iminente.
Renault Symbol
Em 2009, de março (mês de lançamento) a dezembro, foram vendidas 6.442 unidades do Symbol (média de 644 carros por mês), sedã compacto premium da Renault. Em 2010, a média subiu para 699 unidades por mês com 8.391 carros vendidos no ano. Em 2011, somando janeiro (658) e fevereiro (548), a média está em 603 unidades - 1.206 carros vendidos ao todo.

O Symbol tem potencial para mais. Seu problema é ficar sempre escondido. Nunca vi nenhum tipo de campanha mais agressiva envolvendo o carro. Por causa da estratégia de marketing, fico com a impressão da Renault só vender três modelos no Brasil: Clio, Sandero e Logan (não por acaso os mais comercializados da marca no país). O Symbol é bem equipado, com acabamento honesto, excelente porta-malas, motor 1.6 16V flex com bom desempenho e preço atrativo. Seu maior defeito é o espaço interno, o mesmo do aposando Clio Sedan. O finado sedã realmente ainda assombra o Symbol, que sofre também com a falta de personalidade estética e de simpatia do público - embora ele seja mais bonito e carismático do que o Clio Sedan.
Acredito que uma ligeira reduação de preços, acompanhada de uma estratégia de marketing mais agressiva e a opção de câmbio automático fariam muito bem ao Symbol.

Estado de preocupação: amarelo, mas com preocupação iminente.

Peugeot Hoggar 
Apanhar da obsoleta picape Ford Courier é um fato para poucos. Não chega a ser um vexame completo porque a Courier é um modelo "pau pra toda obra", mas não deixa de ser vergonhoso para a picapinha da Peugeot. Em 2010, a Hoggar vendeu 4.141 unidades, com emplacamentos acontecendo desde de fevereiro, mas seu lançamento oficial sendo realizado apenas no final de abril de 2010. Então, eliminando os três meses "off", de maio a dezembro, a média de vendas da Hoggar foi de 503 unidades. Em 2011, a média está em 391 unidades, dividindo a soma de janeiro (313) e fevereiro (470). A Courier fechou tem médias de 609 unidades e 581 unidades, em 2010 e 2011, respectivamente.
Qual é o grande problema da Peugeot Hoggar no mercado nacional? São quatro na verdade: preço, Montana, Saveiro e, princpalmente, Strada. Os concorrentes são mais atrativos em termos visuais e em versatilidade de mercado. A picape Montana foi recentemente remodelada e só é oferecida com duas versões de acabamento, ambas 1.4 8V Econo.Flex: LS e Sport. A média em 2010 (ano de transição da velha para a noda Montana) foi de 3.055 unidades vendidas, contra 2.990 de 2011. Quando a Chevrolet preencher o buraco de R$ 12.194 entre os dois acabamentos, a Montana terá grande potencial para aumentar suas vendas, dificultando ainda mais a vida da Hoggar.

Depois de um início morno, a Saveiro encontrou o seu caminho e, com a versão Cross, conseguiu oferecer uma linha mais completa ao consumidor. Resultado: média de 5.182 unidades em 2010, assegurando definitivamente a segunda posição do segmento. Em 2011, a média está em 5.135 unidades vendidas (janeiro + fevereiro). A picape pequena da Volkswagen é vendida com uma opção de motor (1.6 8V VHT flex), três versões de acabamento (1.6, Trooper e Cross) e duas opções de cabine: simples e estendida.
A Strada deve ser o último membro da família Palio a receber a nova geração, atrás, respectivamente, de Palio, Siena e Palio Weekend. Isso porque a picape da Fiat é um sucesso absoluto de vendas! É realmente de impressionar a média de vendas do modelo: 7.498 unidades em 2009, 9.734 unidades em 2010 e 8.737 unidades em 2011 (depois de 2 meses). Perte do segredo está na vasta oferta do modelo, que tem cinco versões (Fire, Working, Trekking, Sporting e Adventure), três variações de cabine (simples, estendida e dupla) e três opções de motor: 1.4 8V Fire Flex, 1.6 16V e 1.8 16V E.TorQ - sem esquecer do bloqueio eletrônico de diferencial Locker. Se a média continuar a mesma com a chegada da nova Strada, os concorrentes continuaram comendo poeira.

O que a Peugeot pode fazer então para ter sucesso com a picape Hoggar? Dou três sugestões: nova política de preços, nova versão e a opção de câmbio automático com trocas sequencias. Teríamos:

. Peugeot Hoggar X-Line 1.4 - R$ 29.500 (preço atual sugerido de R$ 31.400)
. Peugeot Hoggar XR 1.4 - R$ 32.500 (preço atual sugerido de R$ 35.350)
. Peugeot Hoggar XR 1.6 - Nova versão por R$ 35.900
. Peugeot Hoggar XR 1.6 automático - Nova versão com câmbio automático por R$ 39.900
. Peugeot Hoggar Escapade 1.6 - R$ 39.500 (preço atual sugerido de R$ 43.500)
. Peugeot Hoggar Escapade 1.6 automático - Nova opção por R$ 42.900

O câmbio automático seria uma aposta bem ousada da Peugeot para diferenciar seu modelo dos concorrentes.

Estado de preocupação: vermelho... alguém me ajude! 
(Fotos: Fiat/Divulgação, Hyundai/Divulgação, Renault/Divulgação e Peugeot/Divulgação)

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Nissan chuta o balde... da Ford!

A Nissan está realmente pegando pesado nos seus anúncios. Depois de bater no Fiat Idea e em outros concorrentes, agora foi a fez da marca japonesa bater no Ford Focus de forma descarada. Vejam abaixo:


Depois de ver o comercial, pesquisei e pensei:

Tiida 1.8 S (hatch)
Preço sugerido: R$ 50.990, mas vendido por R$ 48.990
Principais equipamentos de série: Alarme, airbag duplo, ar-condicionado, banco do motorista e volante com regulagem de altura, banco traseiro bipartido 60/40, dobrável em 180º, câmbio manual de seis marchas, computador de bordo, limpador, lavador e desembaçador do vidro traseiro, rádio AM/FM/CD Player com leitor de arquivos em MP3, entrada auxiliar para iPod e 4 alto-falantes; rodas de liga-leve de aro 15" e "quarteto elétrico" (travas, vidros, retrovisores e direção). Garantia de 3 anos.
Números: O motor 1.8 16V desenvolve 125 cv de potência com gasolina e 126 cv com etanol e 17,5 kgfm de torque com qualquer combustível. O porta-malas tem capacidade de 289 litros; o tanque comporta 52 litros e o peso da versão S 1.8 manual é 1.195 kg.
Ford Focus 1.6 GL (hatch)
Preço sugerido: R$ 54.250
Principais equipamentos de série: Ar-condicionado, direção hidráulica, airbag duplo, rodas de liga leve 16", rádio AM/FM/CD Player com leitor de arquivos em MP3 e seis alto-falantes; vidros elétricos dianteiros, alarme anti-furto, ajuste de altura dos faróis e do banco do motorista; ajuste de altura e profundidade da coluna de direção, chave canivete, computador de bordo; limpador, lavador e desembaçador do vidro traseiro; câmbio manual de cinco marchas; travas e retrovisores elétricos. Garantia de 3 anos.
Números: O motor 1.6 16V Sigma desenvolve 109 cv de potência e 15,4 kgfm de torque com gasolina e 116 cv e 16,3 kgfm com etanol. O porta-malas tem capacidade de 328 litros; o tanque comporta 55 litros e o peso da versão GL 1.6 manual é 1.290 kg.

Mercado (só hatches):
. Ford Focus em 2010: 25.351 unidades vendidas (3º lugar no segmento)
. Nissan Tiida em 2010: 5.663 unidades vendidas (9º lugar no segmento)

. Ford Focus em 2011 (janeiro e fevereiro): 4.659 unidades (2º lugar)
. Nissan Tiida em 2011 (janeiro e fevereiro): 1.392 unidades (6º lugar)

Desvalorização (de acordo com a Quatro Rodas de março de 2011):
. Ford Focus GL: 17%
. Nissan Tiida S: 16,4%

O que vale mais entre os hatches: comprar um Tiida 1.8 S ou um Focus 1.6 GL?

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Civic 2012 - TODOS os concorrentes agradecem

A Honda mostrou, na semana passada, todas as versões do novo New Civic norte-amercano. Confesso que, se eu já tinha ficado desanimado anteriomente, minha esperança está diminuindocada vez mais. O carro vai continuar com excelente mecânica e a velha e (re)conhecida confiabilidade Honda. Mas seu visual deu um passo atrás.

Fizeram o City baseado no New Civic. O sedã compacto premium ficou até bonito e moderno. Mas, a impressão que tenho é que, ao inverter a situação, o resultado de fazer o novo New Civic tendo o City como base não deu muito certo. Para onde foi a esportividade? Parece que o carro engordou...
A nova dianteira parece a do New Civic, só que sem ousadia. Já a traseira parece ter vindo dos coreanos de anos atrás. Nem o novo New Civic Si, logo acima, parece um esportivo de verdade.

Internamente, o painel ficou praticamente a mesma coisa, mas com duas aparente melhorias e uma piora. A tela de navegação por GPS caiu muito bem no painel (e já passou da hora dos carros nacionais sairem de fábrica equipados com tela multifunção, sensivel ao toque, de série no painel), assim como aquela outra telinha misteriosa ao lado direito do velocímetro. Seria, finalmente, um computador de bordo? Seria um local para mostrar as imagens da câmera de ré (de série)?
Em relação ao que piorou, se o carro perdeu o visual esportivo por fora, por que manter o esportivo volante por dentro? A novo New Civic precisa acompanhar internamente a caretice do lado de fora, por isso ganhou um novo volante, que pode até ter excelente empunhadora, mas que é bem mais feio que o antigo (atual).

Já ouvi dizer que o novo New Civic nacional pode passar por ligeiras mudanças estéticas antes do lançamento. Acho pouco provável que isso aconteça e, se acontecer, dificilmente veremos grandes alterações visuais.

Penso que o novo New Civic vai continuar fazendo sucesso por aqui, principalmente pelo seu excelente contjunto e confiabilidade mecânica. Sua lista de equipamentos de série precisa compensar os erros visuais para manter o carro mais atrativo que os concorrentes.

Falando nos adversários, o Corolla muda de visual em breve e ganha melhorias no motor 1.8 e no câmbio - deve continuar na liderança. A Kia alterou recentemente o Cerato, que ganhou câmbio manula e automático de seis marchas. Quanto virar flex, se consolida de vez no mercado.

A Chevrolet prepara o Cruze, que será um importante representante do segmento, com pretenções de brigar pela ponta. Peugeot 408 e Renault Fluence precisam mostrar suas qualidades antes que seja tarde demais. E o novo Jetta? A versão mais cara será excelente, com motorização maior. Já o previsto Jetta 2.0 flex deve passar muito aperto no mercado com seu superado motor, que atualmente desenvolve impressionantes 120 cv de potência com etanol. Temos ainda o Elantra, da Hyundai, que deve dar as caras no segundo semestre com toda força. E não podemos esquecer do Ford Focus Sedan, que é bom, mas não vende bem.

O segmento de sedãs médios conta ainda com o Citroën C4 Pallas, o (bom) carro que mais desvaloriza do Brasil (segundo informações publicadas na Quatro Rodas) e com o Nissan Sentra, eterno coadjuvante. Fiat Linea? Esse briga com Ford New Fiesta e Honda City na categoria de baixo.

Se o novo New Civic mudou para melhor, isso ainda não podemos saber. Se o consumidor brasileiro vai amá-lo, também é uma incógnita. Mas, uma coisa é certa: a situação dele no mercado está ficando cada vez mais complicada, ainda mais com um visual desses.
(fotos: Honda/Divulgação)