quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Chevrolet Classic de cara nova aparece no Brasil

A revista Autoesporte publicou um flagrante da versão reestilizada do Chevrolet Classic, prevista para ser lançada no Brasil em março de 2010. O modelo tem essencialmente o mesmo visual do Sail, sedã derivado do antigo Corsa (nosso atual Classic) que é vendido na China.

A mudança visual é perceptível mas não é muito radical. A dianteia tem novos faróis, para-choque e grade dianteira, como você confere nas imagens. A lateral será a mesma, mas a traseira terá novo para-choque e faróis maiores, que invadem a tampa do porta-malas.

Segundo a publicação, "a GM tem pressa em lançar o novo Classic. A produção do modelo continuará sendo feito no ABC paulista e Rosário (Argentina). No país vizinho, as mudanças também valerão para as versões hatch e perua, que permanecem em produção por lá. De acordo com o plano da GM entregue aos fornecedores, a meta é que a produção do Classic se estenda até 2016 na Argentina. Por aqui, ele se aposenta em 2014, quando entram em vigor normas mais rígidas de segurança e emissão de poluentes".

Internamente, o modelo teria alterações no acabamento e no painel. Vejam nas imagens abaixo as duas prováveis opções de comandos do ventilador, ar-condicionado e som/CD Player. O volante também poderia ser o do Astra, mas nada foi confirmado (ou flagrado no Brasil) ainda. Repare que o painel mais abaixo é do Classic comercializado pela Buick.



Eu sei que gosto visual por um carro é algo bastante subjetivo. Mas acho que o Classic vai melhorar um bocado quando tiver o design do Sail, especialmente por causa da dianteira. A traseira, que lembra a do Bora, parece um pouco desproporcional para o carro. Mas preciso ver mais fotos e, principalmente, o carro ao vivo para chegar às minhas conclusões finais.

Se tudo se confimar, o modelo da Chevrolet deve continuar sendo o sedã mais vendido do Brasil por mais alguns anos.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Volkswagen lança Gol e Voyage I-Motion

Depois da Fiat expandir a opção da transmissão Dualogic para a família Palio, agora é a vez da Volkswagen disponibilizar o câmbio manual automatizado ASG, batizado de I-Motion, para o Gol e para o Voyage. O equipamento será vendido como opcional pelo preço de R$ 2.476, a partir de novembro, apenas para os modelos com motor 1.6 VHT.

De acordo com a marca, o Gol tem preço inicial sugerido de R$ 34.605 na versão 1.6 I-Motion (a mais simples) e R$ 38.695 na 1.6 Power I-Motion, a mais equipada do hatch. Já o sedã Voyage com o câmbio automatizado tem preço inicial de R$ 37.090. Com o kit Trend, seu valor sobe para R$ 39.620, podendo chegar a R$ 41.265 na versão Comfortline I-Motion.

Para quem não conhece, o câmbio automatizado permite ao motorista ter as trocas de marcha de forma automática ou manual, através de toques na alavanca de transmissão. O Polo I-Motion tem ainda a opção de mudança de marchas por meio de borboletas localizadas atrás do volante (do Passat CC). Esta opção também vai estar disponível para o Gol e para o Voyage, embora o preço ainda não tenha sido divulgado (custa cerca de R$ 500 no Polo).

Só para efeito de comparação, o Fiat Palio ELX Dualogic 1.8 tem preço sugerido de R$ 37.630. Já o Siena HLX Dualogic 1.8 tem valor inicial de R$ 45.910. Até hoje, o Palio era o modelo automatizado mais barato do Brasil - título que agora é o Gol.

Depois do Polo e da dupla Gol e Voyage, o Fox deve ser o próximo carro da Volkswagen a receber o câmbio manual automatizado ASG, o que deve acontecer no final de outubro/início de novembro, quando a versão reestilizada do modelo "da raposa" chegar às concessionárias.

Como dói o bolso do brasileiro

Depois de alguns dias sem internet e ainda bastante gripado, mas agora sem febre alta, estou de volta! E escrevo aqui sobre a indignação do Bruno Medina e de muitos outros brasileiros a respeito do preço cobrado pelos carros no nosso país!

Veja o caso do Honda City, que acabou de ser lançado no México, também com motor 1.5 16V. Por aqui, a versão LX, a de entrada, que vem equipada com ar-condicionado, direção elétrica, trava, vidros e retrovisores elétricos, CD-Player (MP3/WMA) e entrada auxiliar (P2/USB), rodas de aro 15” (com pneus 175/65) e airbag duplo frontal, tem preço sugerido para as regiões sul, sudeste e centro-oeste de R$ 56.815 e R$ 58.075 nas regiões norte e nordeste (valores de outubro divulgados pela Honda).

Já no México, o mesmo City custa aproximadamente R$ 25.800, já equipado com os itens citados acima, além de freios ABS com EBD! A diferença é gritante!! E olha que o City é fabricado no Brasil! Mas vamos um pouco além nessa discussão!

Nós já sabemos que os carros feitos no Brasil são muito caros. E também já é de conhecimento público que a maioria dos carros vindos de outros paises, não importando a marca, costumam chegar em terras brasileiras bem mais caros do que nos países de origem. Mas o caso dos mexicanos é o mais mercante e representativo em relação ao nosso bolso, já que existe um acordo comercial entre Brasil e México, permitindo aos carros vindos do país da América Central chegarem aqui com isenção total dos 35% de imposto de importação (desde 2002). Por que então o City é tão caro aqui e, para nós, tão barato lá (digo para nós porque não sei se ele é caro ou barato para os mexicanos)? Acho que a resposta pode ser vista no ranking de vendas no Brasil. Se o carro tem preço salgado e vende bem, por que ter um valor mais baixo?

Acho que vale a pena ampliar
a pergunta para:

Como os carros mexicanos chegam ao Brasil tão caros?

Vamos aos exemplos. Veja os dados que o Bruno me enviou, em relação à Volkswagen. Vou até deixar o texto todo original dele:

"Converti para Real toda a linha da matriz cucaracha:

- Fonte http://mx.volkswagen.com
- Linha 2010
- Somente Preços das versões de entrada e mais completas (pica das galáxias);
- Tx Câmbio Out 8 2009: 0.1312 - http://br.finance.yahoo.com/currency

Pensando bem, não sou tão pobre quanto pensava, só nasci no país errado mesmo..

(R$)

. Gol (G5 BR): 16.166,20 à 22.431,32
. Gol Sedan (Voyage BR): 16.884,64 à 22.812,15
. CrossFox: 23.942,44 à 23.942,44
. Jetta (Novo Bora BR): 22.775,84 à 34.227,02
. SportVan: 23.828,07 à 27.896,32
. Routan: 50.622,19 à 60.390,42

. Beetle: 27.372,11 à 34.617,35
. Beetle Cabrio: 43.858,08 à 48.159,31
. Bora (Jetta 2.5 MK5 U.S.): 29.635,56 à 34.431,19
. GLI (Jetta MK5 GLI U.S.): 44.935,78 à 51.203,79
. GTI (GTI MK5 U.S.): 39.181,10 à 43.028,05

. Eos: 62,776.15
. Passat: 47.016,58 à 70.105,50
. Passat CC: 56.970,51 à 77.353,82
. Tiguan: 42.182,98 à 56.803,12
. Touareg: 93.567,10 à 114.912,05"

Eu ainda acrescento outro modelo da Chevrolet, também vindo do México (fonte aqui), usando a mesma taxa de câmbio dos veículos acima:

. Captiva Sport Ecotec 2010: varia de R$ 37.548,12 a 42.786,94
. Captiva Sport V6 2010: varia de R$ 41.398,84 a R$ 46.212,57

Mas então, como os carros mexicanos chegam ao Brasil tão caros?

Existem vários fatores: margens de lucro (principalmente das montadoras), investimentos em marketing, despesas com tributos internos (impostos como ICMS, IPI, PIS e Cofins), logística e transporte e adaptação às normas técnicas brasileiras. Traduzindo: marcas e governo são os principais culpados dos altos preços cobrados - e metem a mão para fazer cada vez mais dinheiro.

O ideal seria que nós não comprássemos os carros, forçando os valores a abaixarem, como aconteceu no final do ano passado, quando a crise econômica bateu na porta, forçando as marcas a fazerem promoções e forçando o governo a reduzir um dos impostos cobrados (no caso, o IPI). Vocês puderam ver o que aconteceu em relação aos preços de vários veículos no Brasil. Mesmo assim, vou usar um exemplo real que aconteceu comigo em dezembro de 2008, quando me ofereceram um Vectra GT 2008/2009 0 Km, com pintura metálica, som de fábrica e airbag duplo, à vista, por R$ 44.900, de pronta entrega. Depois de pensar por 24h, recusei, primeiro porque não queria trocar de carro na época (e pagar a diferença); e segundo porque eu sabia que o Vectra GT ia mudar em breve (acabou sendo reestilizado três meses depois, em março).


Então, basta o governo ou as montadoras moverem uma palha para os preços dos carros caírem no Brasil. Foi isso acontecer, com a redução do IPI, que o brasileiro passou a comprar carros quase igual a compra de pão quente. Ao mesmo tempo que isso é muito bom, também é muito ruim, pois temos cada vez mais veículos nas ruas, que não comportam tantos automóveis (só uma das questões), e nas estradas, aumentando consideravelzmente a chance de acidentes, por exemplo. Mas isso é uma discussão para outro post.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Veja o que pode ser o Volkswagen Golf VII

Enquanto nós ainda estamos na geração "4,5" do Golf, os europeus já se "divertem" com a sexta geração do modelo da Volkswagen há praticamente um ano. Se isso não bastasse, o Golf VII já está nos planos da marca alemã, que pensa no seu lançamento em 2012 na Europa. E a revista Auto Express já mostra, em projeções, como deve ser a novíssima geração do hatch médio da Volks.

Tudo começou quando a VW exibiu um vídeo mostrando o desenvolvimento do L1 Concept, modelo que foi uma das atrações da marca no Salão de Frankfurt, que acabou recentemente na Alemanha. Num determinado momento do filme, um funcionário da marca aparece ao fundo na imagem esculpindo um modelo em argila que, teoricamente, seria o protótipo da sétima geração do Golf.

Como base nessa "exibição descuidada", a Auto Express fez algumas artes mostrando como devem ser as linhas do futuro novo Golf. A já característica larga coluna traseira continua lá, como vocês podem ver nas duas projeções (logo acima e logo abaixo). Ainda na parte de trás, estou publicando aqui o que seriam as duas projeções da Auto Express. Na logo acima, o modelo parece mais suave e anguloso, perdendo um pouco de "músculos" na traseira (que eu acho mais bonita e mais harmônica com o carro). Na logo abaixo, o carro continua "músculos", com um grande e imponente pára-choque.

Já a dianteira, que é praticamente a mesma nas duas projeções (superiores), está um pouco mais arredondada, com os faróis mais estreitos e com o a grade que abriga o logo da marca, menor e mais fina.


Se já seria uma maravilha ter o Golf V no Brasil, e praticamente um sonho ter o Golf VI por aqui. Por isso acho que nem vale a pena pensar no Golf VII agora para os brasileiros... ou vale?

GOLF 4,5


GOLF 6

Novato em foco: Chevrolet Agile

E começam a chegar as primeiras opiniões de quem já viu o novo hatch da GM ao vivo e com mais calma. No primeiro contato com o considerado "maior lançamento da Chevrolet nos últimos anos", qual foi a sua impressão sobre o Agile? Mande para o De 0 a 100!

Hermínio Botelho - Rio de Janeiro

"A despeito da enorme expectativa criada, a GM mirou no meio. Design? Sofisticação? Inovação? Tudo isso tem um custo, e a GM Brasil aprendeu que carro bom é carro que vende... e que rende. Como ? Usando porções - moderadas - de muitos pequenos e bons atributos. Depois de tudo o que li e vi sobre o Agile, me vem a mente um termo usado sobre a estréia do Fiesta atual numa matéria da própria QR: o termo "value". É isso. O Agile transpira valor. Ok, não tem tanta beleza, nem tanta sofisticação. Mas onde estão Punto e Focus nas tabelas de vendas mesmo ? O Agile tem indiscutível modernidade de proposta e de conceito. E o mais importante: um porte ir-rre-sis-tí-vel. Pode ter certeza, esse carro vai vender bem."