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quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Mais um abuso da BHTrans

Reprodução da internet/redetv.com.br/13/8/08
A BHTrans consegue se superar a cada dia! Como eu gostaria muito de estar escrevendo este post pelo lado positivo, com alguma ação realmente efetiva e honesta do órgão que administra o trânsito de Belo Horizonte. Mas, infelizmente, escrevo mais uma vez para mostrar outro absurdo da empresa. Realmente ela está "passando dos limites", como disse o título da matéria da repórter Paula Carolina, do jornal Estado de Minas.

Resumindo o fato (mesmo texto do bigode da matéria): "Proprietário não pode retirar veículo apreendido por estar em nome do pai, morto há alguns meses. Até que inventário seja concluído, só ordem judicial para liberar o carro". Ou seja, o motorista Rodrigo (nome trocado a pedido do proprietário do veículo) parou o carro num local proibido e o veículo foi recobado. Até aí tudo bem. Como está na matéria, "contra o reboque e apreensão, Rodrigo não tem nada a questionar, já que o veículo estava em área de carga e descarga".

Aí vem o absurdo completo da BHTrans! Rodrigo não consegue retirar o carro porque ele está no nome do pai dele, falecido há aproximadamente dois meses! Para retirá-lo do pátio da empresa, a BHTrans exige que o Rodrigo obtenha um alvará na Justiça!! É um absurdo! Rodrigo é filho único e inventariante, responsável legal pelo espólio, e único herdeiro; ele tem a certidão de óbito do pai, além de todos os documentos do veículo e a cópia da petição e número do processo do inventário. O que mais ele precisa mostrar para a BHTrans? Quanto ele calça? O tamanho de camisa? A comida favorita? O advogado Evandro Braz de Araújo Júnior foi muito correto ao afirmar que "a exigência da BHTrans é arbitrária, abusiva e excessiva".

Posso afirmar que conheço o Rodrigo pessoalmente. Acompanhei o caso muito, mas muito de perto. O que a BHTrans fez e está fazendo extrapola qualquer senso de noção! O Rodrigo tem inúmeros documentos que, se fossem levados a uma empresa um pouco mais séria e, principalmente, mais organizada, ele já estaria rodando com o carro há muito tempo.

Enquanto o alvará da justiça não sai, a BHTrans lucra com as diárias do veículo, que está preso no pátio por causa de uma burocracia idiota. Será que a BHTrans está visando o lucro? Prefiro não responder, nem comentar mais nada...

Atualização (14/08):
Coincidência ou não, Rodrigo conseguiu o alvará ontem e a liberação do seu carro hoje, um dia após a matéria ter sido publicada no jornal Estado de Minas e no Portal Vrum. Ao todo, o carro ficou 14 dias no pátio da BHTrans.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Belos exemplos de civilidade e legalidade

Belo exemplo... - Credito: Reprodução da foto de Marcus Augusto/Especial para o EM/D.A Press - 3/7/08
Falar ao celular e dirigir ao mesmo tempo nunca foi uma boa combinação. Se o motorista tiver bebido algo com álcool e ainda estiver sem cinto de segurança, o caos legal e de segurança vai ser ainda maior. Mas comentando a imagem, dirigir e falar ao celular é uma infração média, com perda de quatro pontos e multa de R$ 85,13, de acordo com o Código Brasileiro de Trânsito.

Quem fiscaliza os motoristas são os orgãos que administram o trânsito nas cidades brasileiras. Em Belo Horizonte, a BHTrans é a responsável. Mas, repare na foto: se a BHTrans tem funcionários para fiscalizar o trânsito, quem vai fiscalizar os fiscais e a própria BHTrans? Isso é realmente um absurdo! Um péssimo exemplo. E essa não foi a primeira vez que a BHTrans se envolveu em polêmica. Segundo denúncia do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Assessoramento, Pesquisas, Perícias e Informações de Minas Gerais (Sintappi-MG), existe um esquema informal que garante benefícios para o fiscal que aplicar o maior número de multas. Pelo menos o Ministério Público está de olho!

Atualização (16/07)
Mais outra da BHTrans! Depois do fiscal ser flagrado dirigindo sem cinto de segurança, agora foi a vez de outro "colaborador" da empresa descumprir as leis de trânsito. Veja onde o veículo está estacionado! Bem debaixo de uma placa "proibido parar e estacionar". É realmente um desrespeito completo aos cidadãos de Belo Horizonte!
Reprodução de foto de anônima/EM/D.A Press - 15/07/08
Acrescentando uma frase publicada no jornal Estado de Minas, junto com a foto: "O agente só retirou o carro depois de pressionado pelo dono do imóvel em frente."