Há cinco anos a Ford mostrava o Fiesta Flex Fuel, carro movido a álcool e/ou gasolina. Mas a Volkswagen se adiantou e, em 2003, lançou o primeiro modelo bicombustível do Brasil, o Gol (sempre ele). De lá pra cá, praticamente todas as montadoras colocaram modelos flexíveis no mercado nacional. A Honda foi a última delas, com o Civic e o Fit. Algumas marcas, como a Chevrolet e a Volks, só comercializam motores com este sistema. Hoje, mais de três milhões de modelos flex já circulam pelas ruas.
Mas será que a vida do consumidor melhorou de verdade com a possibilidade de usar álcool e/ou gasolina? Muitos consumidores acabaram optando por um carro novo para poder economizar na bomba, já que o preço do álcool continua mais baixo, além do desempenho do carro ficar melhor.
Mas, observando os números e, principalmente, conversando com muitos proprietários, os motores bicombustíveis não parecem estar agradando tanto como se imaginava. A maior reclamação é a de que o consumo é muito alto, especialmente dos motores 1.0. Veja abaixo como os números dos 1.000 e dos 1.4 são próximos. (*: revista Quatro Rodas):
Palio 1.0 Flex*
Cidade: 7,4/9,5 km/l (A/G)
Estrada: 9,6/12,5 km/l (A/G)
Palio 1.4 flex*
Cidade: 7,1/9,4 km/l (A/G)
Estrada: 9,3/12 km/l (A/G)
Celta 1.0 VHC Flexpower*
Cidade: 7,6/9,6 km/l (A/G)
Estrada: 10,9/14,3 km/l (A/G)
Celta 1.4 a gasolina*
Cidade: 10,2 km/l
Estrada: 14,4 km/l
Gol 1.6 Total Flex*
Cidade: 5,3/7,4 (A/G)
Estrada: 10,3/12,9 (A/G)
Honda Fit 1.4 a gasolina
Cidade: 10,9 km/l
Estrada: 16,8 km/l
Destas conversas com consumidores, fiz uma relação dos quatro motores mais beberrões (segundo os proprietários), não importando a cilindrada e sem levar em consideração o modelo do carro.
Veja a lista dos AAA (Automóveis Alcoólicos - quase - 'Anônimos')
. 1.8 Flexpower - Chevrolet/Fiat (Familia Palio, Stilo, Corsa, Montana e Meriva)
. 1.6 Total Flex - Volkswagen (Gol/Parati/Saveiro)
. 1.0 Flex - Fiat (Palio/Siena)
. 1.0 VHC Flexpower - Chevrolet (Celta/Corsa/Classic)
De acordo com um engenheiro de uma montadora, a primeira geração dos motores flex tinha como objetivo principal o desempenho. Os carros deveriam andar muito bem com gasolina e melhor ainda com álcool. Porém, o consumo ficou um pouco sacrificado. A segunda geração, que deveria chegar entre 4 e 6 anos desde o lançamento do primeiro flex (2003), vai priorizar o consumo, sem, necessariamente, reduzir o desempenho.
A Chevrolet já alterou o motor 1.8 Flexpower e conseguiu, ainda que de maneira tímida, melhorar o consumo dele. Já o propulsor 1.4 Econo.Flex está no limite da transição entre as duas gerações.
E VOCÊ, O QUE ACHA DOS MOTORES FLEX? VALE A PENA TER UM?