quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Gol Rallye e City DX chegam por cima e por baixo

Honda e Volkswagen lançaram duas novas versões de seus modelos com objetivos iguais, mas com estratégias diferentes. Ambas querem aumentar a participação no mercado (vendendo mais). Mas os japoneses criaram uma versão de entrada para o City, chamada de DX, para deixá-lo mais barato; enquanto os alemães deram um tapa "off-road" (entre aspas mesmo!) no Gol, o deixando mais caro, mas nem por isso melhor equipado.
Começando pelo líder de vendas no Brasil, sua versão Rallye começa a ser vendida a partir de R$ 40.370 com câmbio manual e R$ 43.030 com a transmissão manual automatizada I-Motion. A inspiração visual veio da picape Saveiro Cross, com aplique de plástico preto na parte inferior do para-choque, régua prateada na frente, faróis de neblina, faixas laterais, faróis com máscara negra, aerofólio preto, faixas decorativas na tampa do porta-malas e um aplique prateado na parte inferior do para-choque traseiro. O motor é o velho conhecido 1.6 VHT (EA 111 - você sabe o que significa a sigla EA?) que desenvolve 101 cv com gasolina e 104 cv com etanol.
Além do visual, para virar Rallye, o Gol recebeu pequenas alterações para ficar mais alto, com o aumento de 2,8 cm da distância livre do solo, além da suspensão ter ficado mais firme. Entre os equipamentos de série, destaque para sensor de estacionamento, direção hidráulica, luz de neblina, rodas de liga leve aro 15”, abertura elétrica do porta-malas, trio elétrico, rede no porta-malas, coluna de direção regulável em altura e profundidade, computador de bordo e seis alto-falantes. A lista de opcionais não é tão longa quanto a de itens de série, mas ela é tão ou mais importante: ar-condicionado, freios com sistema anti-travamento (ABS), rádio CD Player com reprodução de arquivos em MP3, entrada auxiliar USB e entrada para cartão de memória SD Card e airbag duplo.
Já a Honda pisou feio na bola. Ao invés de deixar a versão LX mais barata, para ter um modelo mais em condições de enfrentar (em termos de equipamentos) os concorrentes, especialmente o New Fiesta Sedan, a Honda preferiu lançar um acabamento mais simples do City, o DX. Para emagrecer no preço, o sedã japonês perdeu o sistema de som completo, os alto-falantes e a bandeja sob o assento traseiro.
O City DX custa a partir de R$ 55.420 com câmbio manual e R$ 59.300 com automático. O Honda deveria ter ficado mais barato, sem perder equipamentos. Não custa lembrar que o New Fiesta parte de R$ 49.900 básico e chega a R$ 54.900 completo, com direito a sete airbags. Pelo menos a Honda manteve a mesma boa mecânica do City, com o motor 1.5 16V flex, que desenvolve 115 cv de potência com gasolina e 116 cv com etanol.
Confira os preços públicos sugeridos com pela Honda (frete incluso, com base em São Paulo):

R$ 55.420 (DX MT)
R$ 59.300 (DX AT)
R$ 57.420 (LX MT)
R$ 61.300 (LX AT)
R$ 62.975 (EX MT)
R$ 66.855 (EX AT)
R$ 66.780 (EXL MT)
R$ 72.625 (EXL AT)
(fotos: Volkswagen/Divulgação e Honda/Divulgação)

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Rápidas de hoje

 Queria compartilha uma dúvida e dois acontecimento com vocês.

Acontecimento 1
Um amigo ligou para a central de atendimento da Hyundai e agendou a primeira  revisão (troca de óleo e mais algumas coisas) do i30 dele. Foi então marcada uma data e uma concessionária específicas para ele levar o automóvel. Além do dia, horário e local, ele recebeu também o nome do consultor técnico (mecânico) que o receberia. Ele cumpriu a parte dele e foi até a concessionária conforme estava agendado. Mas, chegando lá, a concessionária não fazia nenhum serviço de revisão no sábado (dia marcado pela própria marca), nem havia nenhuma marcação a respeito da revisão do i30 do meu amigo. E o pior: o consultor técnico que receberia o carro não trabalha na concessionária (ninguém de lá sabia da existência dele). Um descaso completo por parte da Hyundai com o cliente que investiu na marca.

Acontecimento 2
Recentemente, a Chevrolet convocou os proprietários do Agile para um recall para a substituição da mangueira de alimentação de combustível. O problema foi que a marca convocou o donos sem ter a peça, com sobra, em estoque. Resultado: peça em falta e clientes impossibilitados de agendar o recall (e insatisfeitos). Não custa lembrar que o problema pode causar vazamento de combustível com a possibilidade de incêndio no motor. Conversei com uma proprietária que entrou em contato com o SAC da marca que a orientou a fazer o agendamento pelo site. Entrando na página, ela disse que não encontrou a opção para a marcação da substituição da peça. De acordo com a dona do Agile, a atendente do SAC da Chevrolet disse que a opção estaria "bem visível no site". Depois disso, a proprietária entrou em contato com a concessionária onde ela comprou o carro e, como já era esperado (por mim), a peça não estava em estoque. Ela ligou então para mais quatro revendas, sendo duas na cidade de São Paulo, uma em Santo André e outra em São Caetano do Sul (local onde a GM tem uma grande fábrica), mas não conseguiu agendar pelo mesmo motivo. Complicada a situação. Espero que a Chevrolet consiga logo um estoque de peças para atender todos os donos de Agile "contemplados" pelo recall.

Dúvida
Alguém sabe o que significa a sigla EA dos motores da Volkswagen? O propulsor 1.6 VHT, por exemplo, que equipa quase toda a família Volks no Brasil, tem a sigla EA 111. Já perguntei para 4 pessoas da Volkswagen, para um pessoa ex-Volkswagen e para mais algumas fontes e ninguém soube a resposta certa. Só me disseram que o E é de Engine. (foto: Hyundai/Divulgação)

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Fotos da nova (e bacana) Montana caem na rede

Não teve jeito, de novo. O blog CarrosBlog.com publicou (e depois retirou à pedido da Chevrolet) fotos da nova Montana. Em seguida o Notícias Automotivas repercutiu os "flagrantes" e pronto, estava feito o estrago: todo mundo conheceu o visual definitivo da nova picape.
E não é que o design da nova Montana ficou muito legal? A frente grande como a do Agile recebeu um novo para-choques, que casou muito bem numa picape. A traseira também ficou boa, lembrando um pouco a da S10, mas de bom gosto. Até o detalhe visual no teto ficou bom. A nova picape da GM será lançada oficialmente apenas no dia 26 de setembro.
Segundo informações conseguidas pelo blog, a nova Montana estará disponível, inicialmente, nas versões LS e Sport, ambas com motor 1.4 Econo.Flex, provavelmente com os mesmos 97 cv de potência e 13,2 mkgf de torque com gasolina e 102 cv e 13,5 mkgf com etanol do Agile. Já a capacidade de carga será de 758 kg, a maior da categoria.
Por dentro, o painel é o mesmo do Agile, mas o espaço deve ser superior ao da atual Montana, que deve morrer com a chegada da nova. O preço da picape Agile deve iniciar entre R$ 30.000 e R$ 32.000.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Linea ganha motor E.TorQ. Propulsor 1.9 vai embora sem deixar saudades

Mais uma vez a velha discussão sobre a Fiat. Se algo não está dando certo, a empresa logo muda alguma coisa. Se, por um lado isso é excelente, pois mostra dinamismo e eficiência para corrigir o “erro", por outro, é ruim, pois o cliente acaba investindo em algum produto que logo vai sair de linha, como Palio Citymatic e Siena 6 marchas.

O mesmo acontece agora com o sedã Linea. O carro não está saindo de linha, mas sim o seu motor (argentino) 1.9 16V flex (que na verdade é um 1.8 16V), que desenvolve 130 cv de potência e 18,1 mkgf de torque com gasolina e 132 cv e 18,6 kgfm com etanol. As potências e os torques máximos chegam a 5.750 rpm e 4.500 rpm, respectivamente. O Linea 1.9 16V manual pesa 1.315 kg, enquanto as versões com câmbio Dualogic pesam 1.320 kg.

Em seu lugar entra o novo 1.8 16V E.TorQ, que fez a sua estréia no Brasil no Punto. Ele tem os mesmos 130 cv e 132 cv, mas que são alcançados a 5.250 rpm. Já o torque máximo é superior, 18,4 mkgf (G) e 18,9 mkgf (E), e alcançado na mesma rotação do 1.9. O Linea E.TorQ pesa: 1.300 kg (LX), 1.305 kg (LX Dualogic), 1.310 (HLX), 1.315 kg (HLX Dualogic) e 1.325 kg (Absolute Dualogic).

Demorei um pouco mais para escrever esse post porque pude rodar com o Linea E.TorQ. Para quem já dirigiu o 1.9, a diferença será pequena – para melhor. O desempenho é parecido. Mas, com o novo motor 1.8, o sedã da Fiat ficou com seu comportamento mais “redondo”. Tudo parece melhor, mais suave e gradual. A “aspereza” do carro com o 1.9 sumiu com a adoção do E.TorQ. Até o câmbio Dualogic está mais eficiente, com trancos ligeiramente menores que o 1.9.
Em relação ao consumo, não tive como medir. Mas, levando em consideração os dados de fábrica, o Linea 1.9 bebe menos na cidade, enquanto o Linea 1.8 E.TorQ é mais econômico na estrada. Acredito que, na prática, os números de consumo divulgados pela Fiat são (um pouco) mais próximos da realidade de um motorista comum – embora seja praticamente impossível alcançá-los.

Com uma gama de versões mais variadas, preços mais baixos em relação ao lançamento e um foco de mercado diferente (menos direcionado em bater de frente com Civic e Corolla), finalmente o Linea terá condições mesmo de fazer sucesso no mercado nacional.

Dados de fábrica

Linea 1.9 16V
Velocidade máxima (km/h): 186 (G) / 188 (E)
De 0 a 100 km/h: 10,7 s (G) / 10,5 s (E)
Consumo urbano: 11,5 km/l (G) / 8,1 km/l (E)
Consumo estrada: 15,3 km/l (G) / 10,7 km/l (E)

Linea 1.8 16V E.TorQ
Velocidade máxima (km/h): 190 (G) / 192 (E)
De 0 a 100 km/h: 10,3 s (G) / 9,9 s (E)
Consumo urbano: 11,3 km/l (G) / 7,7 km/l (E)
Consumo estrada: 16,1 km/l (G) / 10,8 km/l (E)

Preços sugeridos

Linea 2011
Linea LX 1.816V Flex – R$ 55.450
Linea LX Dualogic 1.8 16V Flex – R$ 58.430
Linea HLX 1.8 16V Flex – R$ 58.180
Linea HLX Dualogic 1.8 16V Flex – R$ 61.140
Linea Absolute Dualogic 18.16V Flex – R$ 67.030
Linea T-Jet 1.4 16V Turbo Gasolina – R$ 71.290

Linea no lançamento
Linea 1.9 16V manual – R$ 60.900
Linea 1.9 16V Dualogic – R$ 63.900
Linea 1.9 16V Absolute Dualogic – R$ 68.890
Linea T-Jet 1.4 16V Turbo Gasolina – R$ 78.900
(fotos: Fiat/Divulgação)

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Peugeot 408 Sedan: será que agora vai?

A linha 307 da Peugeot sempre foi muito boa, mas nunca conseguiu cair de vez no gosto do brasileiro. A versão sedã sempre foi bastante criticada por ter a dianteira de um carro e a traseira de outro. Mas esse não é o tema do post. Vamos falar aqui do novo sedã da Peugeot, que será apresentado ao público por aqui no Salão do Automóvel de São Paulo, que vai do final de outubro ao início de novembro.

O 408 será produzido na Argentina e importado para o Brasil tendo exatamente o visual como um de seus destaques. É inegável que o 408 Sedan evoluiu em relação ao 307 Sedan. As linhas são mais bonitas e harmônicas. Mesmo que a traseira não seja uma maravilha, e que ela tenha claramente uma influência chinesa (que pode não agradar tanto por aqui), ela é melhor do que a do 307.

O modelo será o primeiro do continente o sair de fábrica com novo logotipo da Peugeot, que ficou bem legal. O 408 sedã mede 4,68 m de comprimento e 1,81 m de largura. Por aqui, ele deve ter o já conhecido motor 2.0 16V flex, que desenvolve 143 cv de potência e 20 kgfm de torque com gasolina e 151 cv e 22 kgfm com etanol.

Tomara que a Peugeot valorize o público brasileiro assim como ela faz com os chineses. Segundo a Autoesporte, por lá, o 408 Sedan tem faróis de bi-xenón, seis airbags, freios ABS de série em todas as versões e controle de estabilidade e de tração nas versões mais caras. Não custa torcer para isso acontecer - mas a chance é pequena.

A minha expectativa então fica por conta do 408 hatch, previsto para chegar em 2011. Na verdade ele deveria ser 308 hatch, mas isso é assunto para outro post.