quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Alta Roda - Vençam os melhores

Fiat/Divulgação
Mercado brasileiro de veículos – automóveis e comerciais leves e pesados – continuará crescendo em 2012, mas a um ritmo menor que em 2011. Essa é a essência das previsões de duas dezenas de altos executivos da indústria e de importadores, durante o recente Congresso Autodata Perspectivas 2012, em São Paulo.

A mudança relevante nos números estonteantes dos últimos oito anos, que elevaram o País à posição de quarto mercado mundial (sexto em produção), está na cadência. Será mais difícil, de agora em diante, superar a taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), como ocorria até este ano. Em 2011, as vendas atingirão 3,7 milhões de unidades, 5% acima de 2010, enquanto PIB deverá subir em torno de 3,5%.

Para 2012, a maioria prevê o mercado acelerando 3% (pessimistas, 2%; otimistas, 4%), alinhado ao PIB. O bom ânimo dos palestrantes se deve ao desejo permanente da classe média emergida em adquirir um carro novo. Pesquisa da GfK indica que 16% dos brasileiros, em geral, demonstraram essa intenção para os próximos seis meses. Afinal, estamos longe da saturação dos mercados maduros. Este ano, vamos adquirir 19 veículos para cada grupo de 1.000 habitantes. Nos EUA, nos anos bons, são 60 para cada 1.000.

Na realidade, está nas mãos do governo a calibragem fina da demanda. Embora todos concordassem que a taxa de juros continuará a cair, o nível do crédito está sob controle para evitar desequilíbrios. Prazos de financiamento menores aumentaram as prestações na média em 20%. Por essa razão, quem ganha RS 2.000,00 deixa de atingir a renda mínima e acaba, quando muito, apenas trocando seu atual carrinho por outro menos usado, adiando o salto para o novo.

A consultora Letícia Costa sinalizou um ponto muito positivo: “Pela primeira vez vejo a economia brasileira, mesmo crescendo menos, mais previsível do que a global”. Porém, colocou suas preocupações sobre a inflação.

Quem acha que o IPI majorado para modelos importados de países sem parceria com o Brasil diminuirá a concorrência interna, engana-se. Estoques estão altos e as margens serão apertadas em 2012 e nos próximos anos. As quatro principais marcas continuarão encolhendo participação, embora ampliando investimentos porque a procura crescente compensa parte do que foi perdido. A PSA Peugeot Citroën, por exemplo, anuncia essa semana que dobrará sua capacidade produtiva em Porto Real (RJ).

Entre outras perspectivas positivas apontadas no congresso, destacam-se pelo menos duas. Em 2020, o Brasil poderá ser a quinta economia mundial, ultrapassando a Alemanha, mas batido pela Índia. Em curto prazo, a chinesa Chery pretende antecipar em seis meses, para o primeiro semestre de 2013, o início da produção em Jacareí (SP).

Ótimo que isso aconteça. Diferentes empresas, de várias origens, produzindo sob as mesmas condições econômicas, enfrentando as agruras do Custo Brasil, além da severa e complicada carga tributária. Também sem o conforto artificial da taxa de câmbio que faz dos brasileiros os reis, comprando no exterior, e plebeus em seu mercado interno.

É assim que deve ser e que vençam os melhores. Hora de parar de chorar, arregaçar as mangas e trabalhar.

RODA VIVA

MÉXICO reserva surpresas. Chevrolet produz lá o Aveo de geração anterior e importa o Sonic (novo Aveo) da Coreia do Sul. Decidiu fabricar, no próximo ano, versão simplificada do Sonic, já feito nos EUA, com motor menos potente e materiais mais baratos. Preço bom internamente e Brasil e Argentina poderão importá-lo sem imposto.

CORRENDO para aproveitar o apetitoso mercado brasileiro, Rolls-Royce abriu escritório no Brasil e nomeou como concessionário a Via Itália (também Ferrari, Lamborghini e Maserati). Loja, em São Paulo, estará aberta em seis meses para vender de 10 a 15 unidades/ano, do Ghost (R$ 2 milhões) ao Phantom (R$ 3 milhões). Significa 0,5% das vendas mundiais da marca.
Kia/Divulgação
ALÉM de completo e requintes como direção de assistência elétrica, subcompacto Kia Picanto (volta, por ora, aos R$ 35.000) tem estilo bem agradável. Atrás, largura limitada: conforto só para dois ocupantes. Ponto alto é o motor 3-cilindros, 1 litro/80 cv (etanol). Nível de vibração incomoda um pouco, em relação a um 4-cilindros, porém o timbre do escapamento, perfeito.

PODE parecer milagre, mas não é. Na VIII Maratona Universitária da Eficiência Energética, no kartódromo de Interlagos, o vencedor dessa vez usou um motor a etanol. Equipe Etanóis, do Oeste do Paraná, marcou 736,395 km/l, novo recorde. Derrotou em economia de combustível a Equipe Ecoville, de Joinville. Com gasolina alcançou apenas 594,394 km/l.

DIA da Engenharia Alemã, na sede da Câmara Brasil Alemanha, em São Paulo, destacou uma observação do brasileiro Henning Dornbusch, presidente da BMW do Brasil. “Nos próximos 15 anos veremos mais desenvolvimento no setor automobilístico, considerando os desafios energéticos e ambientais, do que nos últimos 50 anos”. A coluna acrescenta: haja dinheiro...

Autoesporte e Quatro Rodas destacam o novo Palio. AE fala ainda do Chevrolet 'Ônix'

As edições de novembro das duas mais populares revistas de automóveis do país já estão chegando às bancas, com muitos destaques semelhantes. Autoesporte e Quatro Rodas falam dos novos Fiat Palio, Chevrolet Cobalt, Nissan Versa e Mistubishi Lancer. O "gato por lebre" Hyundai Veloster também é "personagem" das duas publicações, assim como a bela Ferrari 458 Spider, o Audi RS3, o Toyota Prius e o Hyundai Elantra, que tem 160 cvpn (148 cv + 12 pn - pôneis) e freio a tambor traseiro.
Na edição de aniversário, duas opções de capa com o mesmo conteúdo
Autoesporte

A Autoesporte completa 47 anos de vida e comemora ofertando aos leitores duas opções de capa. Uma delas, assim como a da Quatro Rodas, destaca o novo Palio. O novo Fiat foi testado em todas as versões e motores disponíveis (1.0, 1.4 e 1.6 16V). A outra mostra um dos "segredos mais bem guardados da GM, o Projeto Ônix, que chega ao mercado no começo de 2013 para substituir o Chevrolet Corsa e desafiar VW Gol e Fiat Palio". Não importando a capa, as "duas" Autoesporte têm o mesmo conteúdo.

A revista da editora Globo leva ainda o Chevrolet Cruze para passear no terreno do Monza Clube e fez um duelo interessante entre o Audi RS3 e a supermoto BMW S 1000 RR.

Quatro Rodas
Novo Fiat Palio é a atração do mês

A publicação da Editora Abril tem os seguintes destaques:

Fiat Palio: Evoluído e renovado, o compacto recupera o fôlego para enfrentar novos tempos e concorrentes
Hyundai Veloster: polêmico do design à motorização, o hatch-cupê de três portas faz sua estreia no Brasil.
Chevrolet Cobalt: ele tem cara de Agile sedã, mas é mais espaçoso, e quer conquistar famílias inteiras.
Hyundai Elantra: como anda o tão aguardado coreano que vai duelar com Cruze, Civic & Cia.
Nissan Versa: saiba como o novo sedã da Nissan consegue a proeza de desbancar o Logan nas medidas internas.
Audi RS3: a versão nervosa do A3 Sportback acelera como superesportivo, mas bebe como um carro família.
SLS AMG Roadster: as asas se foram, porém o charme desse Mercedes-Benz continua o mesmo.
Toyota Prius: a experiência tecno-eco-social de circular com o pioneiro entre os híbridos.
Ferrari 458 Spider: com o uso da capota rígida, a Ferrari manteve na 458 conversível os mesmos valores da cupê
E mais: BMW M5, Mitsubishi Lancer, Audi A6 e Mercedes-Benz C180 Coupé

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Mantega diz que alta do IPI para carro importado é um 'sucesso'

Mais um capítulo do recente aumento do IPI para os veículos importados. Veja mais aqui e aqui.
Hyundai/Divulgação
Mantega diz que alta do IPI para carro importado é um 'sucesso'
Maeli Prado, de Brasília

Após o STF (Supremo Tribunal Federal) decidir, na última quinta, que a alta de 30 pontos percentuais do IPI de carros importados só vale a partir do mês que vem, o ministro Guido Mantega (Fazenda) anunciou há pouco que a elevação já teve como consequência anúncios de investimentos de até US$ 5 bilhões em fábricas no Brasil. "A medida é um sucesso", afirmou ao lado do presidente da Anfavea (associação das montadoras), Cledorvino Belini.

O ministro declarou que entre 2011 e 2014 as montadoras ligadas à Anfavea investirão no total US$ 21 bilhões para produzir no Brasil, quase o dobro dos US$ 11 bilhões gastos no período imediatamente anterior, entre 2007 e 2010. Desse total, entre US$ 2 bilhões e US$ 3 bilhões podem ser creditados à medida, além de outros US$ 2 bilhões em investimentos anunciados por montadoras que não fazem parte da associação.

"O balanço é extremamente positivo. As empresas já instaladas no Brasil, que tendiam a recuar de investimentos no país, já estão anunciando novos gastos com produção. E as que apenas montavam aqui também estão informando que novos investimentos", afirmou Mantega, após reunião com representantes da Anfavea e com os ministros Aloísio Mercadante (Ciência, Tecnologia e Inovação) e Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio).

"Ou seja, apressamos decisões de investimentos". De acordo com Mantega, o governo está discutindo os últimos detalhes do novo regime automotivo. "Vamos aumentar progressivamente o índice de 65% de nacionalização de peças necessário para que as empresas tenham direito ao IPI reduzido. Antes de a medida vencer, em dezembro de 2012, já teremos o novo regime automotivo. A partir de 2013, as exigências se tornarão maiores".

Ele afirmou ainda que o governo pode estudar conceder o benefício também para empresas que anunciem projetos de investimentos consistentes no país. "Se novas empresas, ainda não instaladas, vierem com programas consistentes de investimentos, poderemos analisar a possibilidade de dar um prazo para concretizarem essa intenção", disse o ministro. "Mas não há nada concreto ainda".

Abaixo da inflação
Ao lado do ministro, o presidente da Anfavea declarou que os investimentos "estão aparecendo". "A medida faz com que haja atração de investimentos no país, para adensar a cadeia produtiva, com componentes nacionais", afirmou Belini.

De acordo com o executivo, que também é presidente da Fiat, muitas empresas estão procurando a Anfavea e pedindo para fazer parte da associação que representa as montadoras.

O governo ainda analisará, segundo Mantega, se a elevação do IPI para carros importados ou com baixo nível de nacionalização de peças será prorrogado. "Ainda vamos analisar. Mas certamente as exigências aumentarão, e não diminuirão", declarou.

Sobre as exigências de contrapartida por parte das montadoras, o ministro declarou que apenas a GM apresentou um programa de demissão voluntária. "Mas a montadora nos demonstrou que em outras fábricas contratou mais do que esse programa pretende demitir", disse o ministro.

De acordo com ele, a Anfavea apresentou durante a reunião um documento em que mostra que o preço dos carros está crescendo abaixo da inflação. "Em termos reais, os preços dos carros novos estão caindo. As montadoras estão cumprindo o compromisso de reduzir preços".

Fonte: Folha.com

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Hyundai Elantra tem potência de sobra

Hyundai/Divulgação
Lembram dos pôneis malditos? Pois é, pelo visto, eles devem ter saído dos motores de vários carros e picapes e fugiram para um local "seguro". Na verdade, eles ficaram no Brasil, disfarçados de cavalos (cv), e se juntaram debaixo do capô dos veículos de uma marca: Hyundai. Se não bastasse o Veloster ter uma "força extra", o belo sedã Elantra, que tem freio traseiro a tambor, também ganhou um "aditivo" da Hyundai/CAOA no Brasil.
Hyundai Elantra no Brasil: 160 cv de potência
Diferente do que é anunciado nos sites da Hyundai mundial, do Chile, da Colômbia, da Nova Zelândia e dos Estados Unidos, o Elantra 1.8 16V tem 160 cv de potência no Brasil! Nos outros mercados, ele tem entre 148 cv e 150 cv, dependendo da unidade de medida usada na avaliação (110 Kw = 149,5583779 cv), mas jamais 160 cv!

A Hyundai/CAOA informou que o ganho de potência anunciados são “referentes aos testes realizados e certificados no Brasil na qual o veículo é abastecido com gasolina nacional que contém um percentual de etanol, podendo haver oscilação no número quando comparado aos testes feito fora do País”. Puxa vida, como o combustível brasileiro é excelente e limpo! Temos uma gasolina com nível baixíssimo de enxofre e ótimo preço, bem melhor do que a vendida nos Estados Unidos e na Europa! Quanto orgulho!
Site mundial da Hyundai: onde estão os 160 cv de potência?
Deixando o sarcasmo de lado, fico tentando encontrar explicações aceitáveis para essa estratégia de marketing enganosa da Hyundai/CAOA. Para que fazer isso? A Hyundai produz carros tão bons. Nada justifica essa bobagem toda. Qual o problema em vender o Veloster 1.6 de 128 cv no Brasil por (absurdos) R$ 75.000? Qual o problema do motor 1.8 16V do Elantra ter 148 cv de potência?

Uma pena que vários consumidores ávidos por novidades e por quererem ser sempre os primeiros correm e compram logo o seus carros com potências erroneamente informadas pelo fabricante. O ideal seria não comprar mais veículos da Hyundai até que a marca mude sua postura perante o mercado.
Site da Hyundai nos EUA: algum sinal dos 160 cv de potência?
 Em relação às explicações, tenho quatro:

1. Talvez o Elantra tenha pedais, como a antiga Mobilete, que permitem que os ocupantes pedalem para gerar uma força extra.

2. Talvez a potência extra seja imaginária, mais ou menos na linha do "ditado" do ex-jogador Vampeta: "vocês fingem que têm e eu finjo que acredito".

3. Talvez o consumidor ganhar a diferença de potência em cavalos reais, para dar um bom passeio no final de semana.

4. Com a aprovação da Nissan, a Hyundai/CAOA criou uma nova medida para avaliar a potência: pôneis (pn). Com isso, o Elantra tem 160 cvpn (148 cv + 12 pn).

O mesmo vale para o Veloster.

Qual será a próxima da Hyundai/CAOA? Alguém apostaria no novo i30 2.0 flex com 175 cv de potência com etanol?
No Chile, o Elantra tem 148 cv de potência
Na Colômbia, a potência também é de 148 cv
Até na Nova Zelândia, tão famosa pelo "Acredite se puder" da TV Colosso, o Elantra não tem 160 cv de potência

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Tiguan e SpaceCross: os opostos da Volkswagen na TV

A Volkswagen tenta sempre ser marcante nos seus comerciais. Pensando apenas nos mais recentes, quem não se lembra da dupla Gisele Bündchen e Sylvester Stallone na propaganda do novo Gol (G5) e das pipocas no vulcão para o lançamento da nova Saveiro. Tivemos ainda a "nonsense" ovelha amiga do dono do SpaceFox. E como se esquecer do cachorro "au au" que rouba a cena no comercial do novo Jetta.

Mas nem sempre a marca consegue ser marcante positivamente. Além do sedã, atualmente, a VW trabalha com mais duas propagandas, sendo uma muito legal e outra de extremo mau gosto. Vejam:

Volkswagen Tiguan

Este comercial é criativo e divertido. Conseguimos ver o apelo aventureiro do veículo, junto com o seu conforto e tecnologia. Só não entendo por que a mulher precisou do Park Assist II para estacionar o Tiguan no meio de um campo quase aberto. Nem sei se o sistema funcionaria nessas condições ou entre árvores. Mas tudo bem.

Volkswagen SpaceCross

O comercial até tentou ser criativo, mas ficou ofensivo, demonstrando o quase total desprezo do pai com o filho. Como ele teria vergonha do menino simplesmente porque o garoto não toca guitarra, não sabe surfar e ainda não "pegou" nenhuma garota? O desprezo só não foi total porque ele levou o filho para a aula.

O desprezo do pai pelo filho vai totalmente na contramão do ojetivo de um veículo familiar. Mesmo "aventureira", uma perua é um veículo com espaço para tudo e para todos. A SW deveria representar algo mais respeitoso, feliz e divertido; e não o rebaixamento do filho pelo seu próprio pai.

Sobre o pedido do filho para que o pai não parasse o carro na porta da escola, isto é algo natural da idade. Esse tipo de vergonha faz parte do início da adolescência. Vendo o comercial, meu desejo é de nunca comprar um SpaceCross.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Alta Roda - Austeridade é a ordem

Chevrolet/Divulgação
Está cada vez mais claro que os maiores fabricantes mundiais se engajaram numa grande corrida tecnológica. Ela já começou, mas não se sabe ainda quando vai terminar e se apontará vencedores e vencidos. Isso ficou evidente nas mensagens passadas durante um encontro com a imprensa mundial, em Detroit, em que a Chevrolet – principal marca do grupo General Motors – marcou seus 100 anos de existência.

Interessante constatar que nenhuma festa pirotécnica foi organizada para esse centenário, embora só outras 13 marcas (entre mais de 1.000, em 125 anos) alcançaram esse feito simbólico e sobreviveram: Alfa Romeo, Audi, Buick, Cadillac, Fiat, Ford, Lancia, Mercedes-Benz, Opel, Peugeot, Renault, Rolls-Royce e Skoda. Os tempos são outros. A GM tem, agora, administração bastante austera e deixou de perseguir a liderança mundial de vendas por si só. Este ano, por exemplo, ressalta que os japoneses foram muito prejudicados com os desastres naturais de março passado e isso beneficiou suas vendas, em especial nos EUA.

Entre as várias apresentações, vale destacar a prudência de Jim Federico, diretor mundial para automóveis pequenos e veículos elétricos, em relação aos futuros meios de propulsão. Relembrou que 96% dos veículos no mundo dependem do petróleo e mostrou resultados de pesquisas com os consumidores de vários países:

. Não querem substituir prazer ao dirigir ao economizar combustível.
. Não existe tecnologia única que atenda aos desafios de clientes e sociedades ao redor do mundo.
. Veículos elétricos (VEs) podem ser solução aplicável em megacidades ou centros urbanos com problemas de congestionamento.
. Essa tecnologia é ideal para carros pequenos que rodam em baixas velocidades e distâncias curtas.
. VEs podem ser viáveis em mercados onde exista infraestrutura madura para eles.

A Chevrolet decidiu, então, anunciar para alguns mercados, a partir de 2013, uma versão elétrica a bateria do subcompacto Spark. Era uma das poucas marcas que não tinham optado por esse tipo de solução de emissão zero (só no escapamento). Em razão do Volt, seu híbrido em série recarregável em tomadas, já havia se comprometido em padronizar os plugues em acordo com Audi, BMW, Mercedes-Benz, Porsche, VW e, por último, a Ford.

Outro viés destacado por Federico: nova família global de motores de três e quatro cilindros, de 1 litro a 1,5 litro de cilindrada, injeção direta, turbocompressor, peças intercambiáveis e prontos para combustíveis alternativos. Significa que, com certeza, serão fabricados no Brasil, na unidade em construção em Joinville (SC). Essa família substituirá, paulatinamente, três séries de motores hoje existentes com grandes ganhos em escala de produção.

Apesar de já se saber que a nova picape S10, agora no começo de 2012, teria também a versão utilitária esporte Blazer, a GM negava. Em Detroit, no entanto, confirmou o lançamento desse SUV também nos EUA, a ser revelado mundialmente no Salão de Dubai, em 10 de novembro próximo. Ambos os modelos foram inteiramente projetados no centro tecnológico de São Caetano do Sul (SP).

RODA VIVA

HONDA está construindo nova fábrica no México para um carro compacto mais acessível. A base é o Brio já feito e vendido na Índia. Objetivo: dar combate a modelos correspondentes da Hyundai e Toyota. Fontes mexicanas dizem que o carro será exportado para as três Américas. A Honda, no entanto, pretende fabricar o mesmo modelo em Sumaré (SP).
Peugeot/Divulgação
PRIMEIRA resposta à altura do Audi TT, o Peugeot RCZ conta com o mesmo motor turbo, 1,6 litro, de origem BMW que equipa o 3008 e os Minis. Lote inicial de 200 unidades tem preço de R$ 139.900, potência de 165 cv e câmbio automático de seis marchas. A marca francesa desistiu de trazer o motor mais potente (200 cv) porque só é disponível com caixa manual.

MINI Cooper Coupé completa a oferta da marca inglesa no Brasil. Foi-se o tempo em que duas ou três versões do mesmo carro atendiam todo o espectro do mercado. Modelo mais em conta – R$ 139.450 – dispõe de motor de 1,6 l/122 cv. Realmente endiabrado, Cooper S Coupé tem o mesmo propulsor, porém turbo, de 184 cv e preço salgado de R$ 149.950,00.

RECICLAGEM das baterias de íon de lítio, dos carros elétricos, esbarra no preço muito alto. “Ainda há tempo para que esses custos sejam rebaixados para um terço do valor atual”, adiantou a essa coluna Thierry Koskas. Ele é diretor do programa de veículos elétricos da Renault, a empresa que faz as apostas mais pesadas nessa alternativa juntamente com a Nissan.

ESTUDO da Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo estima a frota total da capital paulista – automóveis, caminhões, ônibus e motocicletas – em torno de 4,5 milhões de unidades e não de 7 milhões, conforme informado pelo Detran. Como não há controle da frota real é preciso fazer cálculos de sucateamento para o Brasil todo. Sem isso de nada adianta planejar.

Aumento do IPI para carros importados é adiado

Estava demorando, mas o Supremo Tribunal Federal finalmente se manifestou e da maneira que muitos (contando comigo) esperavam: o aumento do IPI para carros importados foi adiado para dezembro.

Maioria do STF vota por adiamento de cobrança de IPI maior
FELIPE SELIGMAN - DE BRASÍLIA

A maioria dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu nesta quinta-feira que a medida do governo federal de aumentar o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para carros (importados, com exceção dos modelos vindos do México, Argentina e Uruguai) só pode entrar em vigor a partir da segunda quinzena de dezembro.

Sete ministros já votaram, todos a favor de suspender o artigo 16 do decreto 7.567, editado no dia 16 de setembro, que determinou que o aumento de IPI ocorreria imediatamente. São eles o relator Marco Aurélio Mello, Luiz Fux, José Antonio Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Carlos Ayres Britto e Gilmar Mendes.

Eles avaliaram que é inconstitucional a entrada imediata em vigor da regra ao entender que qualquer mudança do tributo deve respeitar os princípios da anterioridade nonagesimal e o da não surpresa. Em outras palavras, deve esperar noventa dias para não surpreender o contribuinte.

Faltam os votos de Celso de Mello e Cezar Peluso. Durante os debates, alguns ministros sugeriram, também, que aqueles contribuintes que compraram carro com o IPI já corrigido deverão receber a diferença de volta.

Fonte: Folha.com

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Prepare o bolso: chegou o Ford New Fiesta hatch!

 "New Fiesta. Chegou com tudo." Este é o slogan do mais novo carro da Ford no Brasil. Com design moderno, construção de qualidade e boa tecnologia embarcada, o modelo realmente vem com tudo em alta. Pena que incluíram no "tudo" o preço.

A favor do New Fiesta hatch estão os três anos de garantia, o fator novidade (no Brasil) e a boa lista de equipamentos de série. Mas partir de R$ 48.950 parece um exagero. Se comparado aos concorrentes, como o Fiat Punto, o Ford é realmente mais caro. Mas, ao equipar os adversários com equipamentos semelhantes aos do New Fiesta, a briga fica bem mais equilibrada. Mas, ainda assim, ao meu ver, com vantagem dos concorrentes.
Não estou exagerando quando digo que o New Fiesta hatch está caro. Nos Estados Unidos, o preço do veículo varia de US$ 15.500 e US$ 17.500. Colocando o dólar a R$ 2,00 (bem acima da cotação de ontem - 17/10), o preço seria, respectivamente, R$ 31.000 e R$ 35.000.

Na parte de baixo, o nosso (ogro) Fiesta 1.6 8V Rocam, completo, custa sugeridos R$ 43.270, enquanto o New Fiesta parte de R$ 48.950. Na parte de cima,  a versão mais equipada do New Fiesta hatch custa R$ 54.950, mais caro do que o Focus GL 1.6 16V (R$ 54.790) e com preço próximo ao do Focus GLX 1.6 16V (R$ 56.700). Não seria a hora da "Dona Ford" rever a sua política de preços? Na minha avaliação deveria ser:

Fiesta 1.6 Rocam completo: R$ 43.270
New Fiesta hatch básico: R$ 45.990
New Fiesta hatch intermediário: R$ 48.990
New Fiesta hatch completo: R$ 51.990 
Focus GL: R$ 54.790
Focus GLX: R$ 56.700
Adversários
Selecionei dois concorrentes diretos do New Fiesta hatch para fazermos um pequeno comparativo. O Punto entrou com as versões Essence 1.6 e 1.8, enquato o Polo participa com as versões 1.6, 1.6 Sportline e 2.0 Sportline.

Reparem que as duas versões do Punto e o Polo 1.6 custam quase R$ 5.000 a menos do que o New Fiesta de entrada, com uma lista de equipamentos semelhantes. A versão intermediária do Ford briga com o Polo 1.6 Sportline em relação a valores, enquanto a topo de linha enfrenta, em termos de valores, Polo 2.0 Sportline e Punto Essence 1.8 E.TorQ, adversários com garantia menor, mas com desempenho superior.
Mesmo caro de entrada, mas com preços mais competitivos quando equipado, a chegada do New Fiesta é benéfica para o mercado nacional. Temos um carro moderno que tem características que devem agradar o consumidor brasileiro. Vamos agora aguardar o Punto Evo e o verdadeiro sucessor do "sem lugar" Polo.

Ford New Fiesta X Fiat Punto X Volkswagen Polo

EQUIPAMENTOS
 . New Fiesta hatch 1.6 16V Sigma
Básico: ar-condicionado, direção elétrica, vidros e travas elétricas, espelhos elétricos, rodas de liga leve de 15 polegadas, CD-player/MP3 com seis alto-falantes, computador de bordo, alarme, ajuste de altura e profundidade da coluna de direção, ajuste de altura do banco do motorista, computador de bordo e travamento automático das portas a 7 km/h. R$ 48.950
Intermediário: Básico + ABS, airbag duplo (motorista e passageiro da frente), controle de estabilidade, controle de tração, assistente de partida em rampa e sistema multimídia. R$ 51.950
Topo de linha: Básico + Intermediário + 7 airbags, bancos de couro, rodas de liga leve de 16 polegadas, iluminação em LED com moldura cromada integrada ao para-choque frontal, luz de leitura traseira, porta-revistas no encosto do banco do passageiro e terceiro encosto de cabeça no banco traseiro. R$ 54.950
Garantia: 3 anos
. Fiat Punto Essence 1.6 16V E.TorQ
De série: Apoios de cabeça traseiros (3) rebaixados e com regulagem de altura, ar-condicionado, banco do motorista com regulagem de altura, computador de bordo, direção hidráulica, faróis de neblina, Fiat Code 2ª geração, follow me home, rodas de aço estampado 6.0 x 15" (pneus 195/60 R15), travas elétricas + Trava automática das portas a 20 km/h, vidros elétricos dianteiros com one touch e antiesmagamento e volante com regulagem de altura e profundidade. R$ 42.690

Com opcionais: Kit Convergence (R$ 3.979 - HSD - High Safety Drive - Airbag duplo, ABS + Rádio CD MP3 integrado ao painel com RDS + Blue&MeTM - com porta USB e Viva-voz Bluetooth + Volante em couro com comandos do rádio e telefone), Kit Creative 1 (R$ 1.520 - adesivo Creative nas colunas das portas dianteiras, chave canivete com telecomando para abertura e fechamento das portas e vidros, rádio CD MP3/WMA integrado ao painel com RDS, spoiler na tampa traseira, retrovisores externos elétricos e rodas de liga leve 6.0 x 16" + Pneus 195/55 R16), Kit Evolution 1 (R$ 425 - retrovisores externos elétricos, chave canivete com telecomando para abertura e fechamento das portas e vidros), Kit Casual (R$ 682 - banco traseiro bipartido com apoia-braço central e apoia-braço central no banco do motorista), Kit High Tech (R$ 740 - retrovisor interno eletrocrômico, sensor de chuva e sensor crepuscular) e vidros traseiros elétricos (R$ 858). R$ 50.894
Garantia: 1 ano
. Fiat Punto Essence 1.8 16V E.TorQ
De série: Apoios de cabeça traseiros (3) rebaixados e com regulagem de altura, ar-condicionado, banco do motorista com regulagem de altura, computador de bordo, direção hidráulica, faróis de neblina, Fiat Code 2ª geração, follow me home, rodas de liga leve 16" (pneus 195/55 R16), travas elétricas + Trava automática das portas a 20 km/h, vidros elétricos dianteiros com one touch e antiesmagamento, volante com regulagem de altura e profundidade, chave canivete com telecomando para abertura e fechamento das portas e vidros e rádio CD/MP3 integrado ao painel com RDS. R$ 45.210

Com opcionais: Ar-condicionado digital (R$ 1.196), banco traseiro bipartido (R$ 444), Blu&Me (R$ 1.081 - sistema operado por comandos de voz, com porta USB e Viva-voz Bluetooth - inclui volante em couro com comandos do rádio e telefone - 8 botões), Kit HSD (R$ 2.617 - airbag duplo e ABS), Kit High Tech (R$ 740 - sensor crepuscular, retrovisor interno eletrocrômico e sensor de chuva), vidros elétricos traseiros com one touch e antiesmagamento (R$ 858) e Side bags dianteiros + Window bags, incluindo apoios de cabeça dianteiros anti-whiplash efeito anti-chicote (R$ 2.945). R$ 55.091
Garantia: 1 ano 

. Volkswagen Polo 1.6
De série: ar-condicionado, direção hidráulica, freios ABS, airbag duplo, Banco do motorista com regulagem de altura, banco e encosto traseiros rebatíveis, CD-Player com MP3, SD-Card, Bluetooth e USB compatível com iPod, coluna de direção com regulagem em altura e profundidade, display multifuncional com I-System e rodas de aço 6 x 15 (pneus 195/55 R15). R$ 44.390

Com opcionais: Módulo tecnológico II (R$ 1.200 - espelho retrovisor interno antiofuscante automático e temporizador do limpador do pára-brisa, com sensor de luz/chuva), Kit Comfort ( R$ 1.850 - 3 Apoios de cabeça traseiros, banco e encosto traseiros bipartidos, calotas para rodas em liga-leve, luz interna com interruptores e temporizador, porta-copo no painel e rodas em liga-leve 6 x 15), faróis e lanterna de neblina (R$ 590), ar-condicionado digital Climatronic (R$ 910) e Kit  VI* (alarme com imobilizador eletrônico, chave canivete com controle remoto, luz interna com temporizador e interruptores de contato nas portas, para-sol com espelho iluminado dos lados direito e esquerdo, retrovisor externo com regulagem elétrica e com tilt-down no lado direito, travamento central com controle remoto e vidros elétricos). R$ 48.940
Garantia: 1 ano
*: Kit sem preço no site da Volkswagen
. Volkswagen Polo 1.6 Sportline
De série: 1.6 + ar-condicionado digital Climatronic, rodas de liga leve 6 x 15 (pneus 195/55 R15), chave canivete com controle remoto, faróis de neblina, para-sol com espelho iluminado dos lados direito e esquerdo,  retrovisor externo com regulagem elétrica e com tilt-down no lado direito, travamento central com controle remoto, vidros elétricos e volante esportivo para airbag. R$ 51.360

Com opcionais: Módulo tecnológico II (R$ 1.200 - espelho retrovisor interno antiofuscante automático e temporizador do limpador do pára-brisa, com sensor de luz/chuva), volante multifuncional revestido em couro (R$ 330), lanterna de neblina (R$ 190), Piloto automático (R$ 630) e revestimento dos bancos em couro (R$ 1.440) - R$ 55.150
Garantia: 1 ano
 . Volkswagen Polo 2.0 Sportline 
De série: 1.6 + 1.6 Sportline + direção eletro-hidráulica e freio a disco traseiro. R$ 54.790
Com opcionais: Módulo tecnológico II (R$ 1.200 - espelho retrovisor interno antiofuscante automático e temporizador do limpador do pára-brisa, com sensor de luz/chuva), volante multifuncional revestido em couro (R$ 330), lanterna de neblina (R$ 190), Piloto automático (R$ 630) e revestimento dos bancos em couro (R$ 1.440) - R$ 58.580
Garantia: 1 ano

INFORMAÇÕES TÉCNICAS

New Fiesta Hatch 1.6 16V Sigma
Portência: 110 cv (gasolina) e 115 cv (etanol)
Torque: 15,8 mkgf (gasolina) e 16,2 mkgf (etanol)
Dimensões: 4,06 m de comprimento, 1,97 m de largura (com espelhos), 1,44 m de altura e 2,489 m de entre-eixos
Peso: 1.145 kg
Porta-malas: 287 litros
Tanque: 47 litros 

Fiat Punto Essence 1.6 16V E.TorQ
Potência: 115 cv (gasolina) e 117 cv (etanol)
Torque: 16,2 mkgf (gasolina) e 16,8 mkgf (etanol)
Dimensões: 4,03 m de comprimento, 1,687 m de largura, 1,50 m de altura e 2,51 m de entre-eixos
Peso: 1.170 kg
Porta-malas: 280 litros
Tanque: 60 litros

Fiat Punto Essence 1.8 16V E.TorQ
Potência: 130 cv (gasolina) e 132 cv (etanol)
Torque: 18,4 mkgf (gasolina) e 18,9 mkgf (etanol)
Dimensões: 4,03 m de comprimento, 1,687 m de largura, 1,50 m de altura e 2,51 m de entre-eixos
Peso: 1.176 kg
Porta-malas: 280 litros
Tanque: 60 litros

Volkswagen Polo 1.6 / Sportiline
Potência: 101 cv (gasolina) e 104 cv (etanol)
Torque: 15,4 mkgf (gasolina) e 15,6 mkgf (etanol)
Dimensões: 3,89 m de comprimento, 1,65 m de largura, 1,489 m de altura e 2,46 m de entre-eixos
Peso: 1.117 kg (1.127 kg - Sportline)
Porta-malas: 270 litros
Tanque: 50 litros

Volkswagen Polo 2.0 Sportiline
Potência: 116 cv (gasolina) e 120 cv (etanol)
Torque: 17,3 mkgf (gasolina/etanol)
Dimensões: 3,89 m de comprimento, 1,65 m de largura, 1,489 m de altura e 2,46 m de entre-eixos
Peso: 1.156 kg
Porta-malas: 270 litros
Tanque: 50 litros
Fotos: New Fiesta hatch - Ford/Divulgação // Punto - Fiat/Divulgação // Polo - Volkswagen/Divulgação

sábado, 15 de outubro de 2011

Renault Duster pode fazer sucesso no Brasil?

O Renault Duster chega para abalar o mercado nacional - pelo menos o segmento. Por questões de preço e proposta, ele é o primeiro concorrente direto do EcoSport. Mas, pelo visto, os franceses miraram no Hyundai Tucson para criar o adversário do Ford. Logo, ele une características dos dois veículos para se tornar um modelo bem atraente para os brasileiros.

O Duster aproveita o espaço dos irmão mais velhos Logan e Sandero para garantir conforto aos ocupantes. Externamente, o modelo chama a atenção pelo tamanho e "aspecto". Ele é maior e mais robusto que o EcoSport, ficando bem próximo do Hyundai Tucson. Fiquei até com a impressão do modelo da Ford ter ficado com aparência mais fragilizada e "feminina" perto do novo Renault.
Confiram alguns números:

Renault Duster
Comprimento: 4,31 m
Largura: 1,82 m (sem espelhos)
Altura: 1,69 m
Entreeixos: 2,67 m
Vão livre do solo: 21 cm

Hyundai Tucson

Comprimento: 4,32 m
Largura: 1,83 m (sem espelhos)
Altura: 1,73 m
Entreeixos: 2,63 m
Vão livre do solo:19,5 cm

Ford EcoSport
Comprimento: 4,24 m
Largura: 1,97 m (com espelhos)
Altura: 1,68 m
Entreeixos: 2,49 m
Vão livre do solo:  20 cm
Gostei do visual do Duster, especialmente ao vivo. As linhas são simples, com traços mais retos, não negando a origem simplória do leste europeu. Provavelmente vai agradar o público brasileiro, mas temo pelo design do modelo ficar velho muito rápido, especialmente depois da chegada da nova geração do Ecosport. Vamos ver o que acontece.

O novo Renault é ofertado com duas opções de motorização: 1.6 16V Hi-Flex e 2.0 16V flex, ambos velhos conhecidos do consumidor brasileiro. Rodando, o Duster 1.6 tem comportamento interessante, sem "gracinhas". Com 110 cv de potência e 15,1 mkgf de torque com gasolina e 115 cv e 15,5 mkgf com etanol, o motor 1.6 é suficiente para o modelo, sem garantir alto desempenho. Mas o Duster 2.0, vindo do Mégane, é mais gostoso de dirigir. O propulsor maior, que tem 138 cv e 19,7 mkgf com o combustivel fóssil 142 cv e 20,9 mkgf com o derivado da cana-de-açúcar, faz a diferença.

Em relação à tração, como esperado, o Duster pode ser encontrado em versões 4x2 (1.6 e 2.0) e 4x4 (2.0). São três opções de câmbio: manual de cinco marchas (1.6), manual de seis marchas (2.0) e automático de quatro marchas (2.0). Um aspeco interessante do noro Renault é o espaço do porta-malas. As versões com tração dianteira do Renault levam 475 litros, enquanto o 2.0 4x4 pode transportar até 400 l.
Por dentro, o Duster tem acabamento simples. Provavelmente este será um dos pontos a serem evoluídos pela Renault nos próximos anos. Pelo menos o espaço é bom. O ponto que mais me desagradou foi a posição de dirigir. Mesmo com ajuste de altura do banco e da coluna de direção, não consegui encontrar uma posição agradável - mesmo depois de 40 minutos! O volante é muito perto do painel, problema que seria resolvido com um ajuste de profundidade. Mas entendo que sou muito alto, por isso não levem tanto em consideração esta minha reclamação.
Conheça as versões e os itens de série:

Duster 1.6 16V: É o modelo de entrada da gama, tem tração 4x2 e traz sob o capô o motor 1.6 16V Hi-Flex, com câmbio mecânico de cinco marchas. Esta versão já vem equipada com roda 16”, ar-condicionado, direção-hidráulica, vidros dianteiros elétricos, travas elétricas e regulagem de altura do volante. No exterior, retrovisores e para-choques são pretos. R$ 50.900
Duster Expression 1.6 16V: A versão intermediária tem os itens da de entrada além de airbag duplo, banco do motorista com regulagem de altura, vidros elétricos traseiros e alarme. No exterior, diferencia-se pelas rodas de aço estilizada de 16”, barras no teto e a parte superior dos pára-choques na cor da carroceria. R$ 53.200
Duster Dynamique 1.6 16V e Dynamique 2.0 16V: Itens da Expression além de rodas de liga leve (aro 16"), retrovisores exteriores cromados, para-choque traseiro na cor da carroceria, molduras de saídas de ar cromadas, volante e manopla do câmbio revestidos em couro, encosto do banco traseiro bi-partido (rebatível - 1/3 e 2/3) retrovisores externos com regulagem elétrica, computador de bordo, ABS, faróis de neblina, roda de alumínio de 16 polegadas, rádio/CD/MP3/USB/iPod/Aux/Bluetooth com comandos na coluna de direção. R$ 56.900 (1.6) e R$ 60.600 (2.0)
Duster Dynamique com câmbio automático: Apresenta todos os itens da versão Dynamique, mas câmbio automático com opção de troca seqüencial. A tração é 4x2 e o motor, 2.0 16V. R$ 64.600

Duster Dynamique 4x4: Tem tração integral e motor 2.0 16V. Além do sistema de tração, diferencia-se por ter roda de liga leve na cor preta, máscaras negras nos faróis de neblina, pára-choques com duas tonalidades e monograma com a inscrição 4WD (4x4). R$ 64.600

Opcionais: 
Bancos revestidos em couro - R$ 1.500
Pintura metálica - R$ 850
Respondendo à pergunta do título, o Renault Duster pode sim fazer sucesso no mercado nacional. Ele realmente tem um conjunto muito interessante e um custo/benefício atraente. Que venham muitos outros concorrentes para este segmento!
(fotos: Guilber Hidaka/Renault/Divulgação)

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Fiat Palio 2012 ainda nem foi lançado e já disputa o prêmio de Carro do Ano

Autoesporte/Reprodução
Olhem que curioso. A revista Autoesporte divulgou hoje a lista dos carros pré-finalistas que concorrem ao prêmio de "Carro do Ano". São elegíveis os modelos lançados ao longo de 2011 no Brasil e que sejam efetivamente novos, tendo passado por mudanças de estilo e/ou mecânicas significativas.O grande favorito é o Fiat Palio, veículo que ainda nem chegou às concessionárias! Ele será lançado no final de outubro/início de novembro.

Outros lançamentos também tem chances de levarem o título, como Chevrolet Cruze, Renault Fluence, Nissan March, Audi A1 e Ford New Fiesta. A disputa neste ano está acirrada, mas acho muito difícil que a o título de "Carro do Ano" não fique com Palio ou Cruze.

Neste ano, as categorias são Carro do Ano, Carro Premium do Ano, Utilitário do Ano, Utilitário Premium do Ano, Motor do Ano até 2.0 e Motor do Ano Acima de 2.0. Como não houve lançamentos de picapes no período de seleção, neste ano não haverá o troféu de Picape do Ano.   

Os finalistas de cada categoria serão indicados até o dia 1º de novembro. Os vencedores serão conhecidos no dia 8 de novembro.

Carro do Ano

. Audi A1
. Chery QQ
. Chevrolet Cruze
. Citroën C3 Picasso
. Fiat Bravo
. Fiat Palio
. Ford New Fiesta
. Hyundai Elantra
. Hyundai Veloster
. Jac J3
. Jac J6
. Kia Cerato Koup
. Kia Picanto
. Lifan 320
. Lifan 620
. Mitsubishi Lancer
. Nissan March
. Peugeot 408
. Renault Fluence
. Volkswagen Jetta

Carro Premium do Ano

. Audi A6
. Audi A7
. BMW Série 6 Cabrio
. Chevrolet Camaro
. Chrysler Town & Country
. Jaguar XJ
. Kia Cadenza
. Mercedes Classe C
. Volkswagen Passat
. Volvo S60

Utilitário do Ano

. Fiat Freemont
. Mitsubishi ASX
. Peugeot 3008
. Renault Duster
. SsangYong Korando

Utilitário Premium do Ano

. BMW X3
. Ford Edge
. Land Rover Evoque
. Mini Countryman
. Volkswagen Touareg

Motor do Ano Até 2.0

. 1.0 Kia Picanto
. 1.4 MultiAir Fiat 500
. 1.4 VVT JAC J3
. 1.1 Chery QQ
. 1.8 Hyundai Elantra
. 1.6 THP Peugeot 3008
. 2.0 JAC J6
. 2.0 TD Ssangyong Korando
. 1.8 Ecotec Chevrolet Cruze
. 1.6 Lifan 620
. 1.8 turbo MG6
. 1.4 TSFI Audi A1
. 2.0 Mivec Mitsubishi ASX
. 1.8 Mercedes C180 CGI
. 1.6 turbo Volvo S60 T4

Motor do Ano Acima de 2.0

. 2.4 Chrysler/Fiat Freemont
. 2.5 TFSI Audi RS3
. 6.2 V8 Chevrolet Camaro
. 2.4 Chevrolet Captiva
. 3.0 V6 Chevrolet Captiva
. 6.5 V12 Lamborghini Aventador
. 3.5 V6 Kia Cadenza
. 3.6 V6 Chevrolet Omega
. 4.4 V8 TD Range Rover Vogue
. 2.2 TD Freelander

Das seis categorias, quem serão os vencedores?

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Alta roda - Duster levanta poeira

Renault/Divulgação
 Finalmente, teremos uma luta boa entre utilitários esporte (SUV, em inglês) de preço menor. Este subsegmento foi desbravado pela Ford com o EcoSport, em 2003, até hoje encastelado na liderança. No ano 2000, venderam-se apenas 13.600 unidades de apelo aventureiro – verdadeiro ou apenas sugestivo; em 2010, nada menos que 217.000 veículos, crescimento de 1.500% para o segmento inteiro, com preços entre R$ 50.000 e R$ 500.000.

A dificuldade de outros fabricantes era antecipar certas modificações no projeto básico de um veículo compacto, tração dianteira, de tal forma a permitir uma carroceria típica de utilitário com ares urbanos. A Renault, agora, vem com o Duster e será seguida por Chevrolet e Hyundai. O jipinho romeno Dacia, marca do grupo francês, lançado em março de 2010 na Europa, chega aqui apenas 19 meses depois. Fabricado em São José dos Pinhais (PR) tem índice de nacionalização inicial de 67%, mas chegará a 75%.

Uma equipe de mais 600 engenheiros no Brasil, além de um centro de desenho, implantou 774 alterações no projeto original. Em parte para amenizar o estilo meio rústico do modelo original e fazer melhorias internas, a exemplo do painel frontal e console de teto. O Duster utiliza a mesma arquitetura do Logan/Sandero, com distância entre-eixos generosa de 2,67 m e bastante espaço no banco traseiro. Os três modelos subverteram conceitos: custo de produção de compacto e tamanho de médio-compacto.

Aliás, preço é uma vantagem evidente. Partindo de R$ 50.900 (tração 4x2, motor 1,6 flex/115 cv), chega a R$ 64.600, curiosamente, igual para a versão 4x4, motor flex 2 litros/142 cv, câmbio manual de 6 marchas e para o 4x2, mesmo motor, câmbio automático de quatro marchas. O Duster não possui estepe externo – elogiável, como no Honda CR-V –, o que ajudou nos custos, peso, consumo de combustível e aerodinâmica. Há diminuição no volume do porta-malas, 4x2 (475 litros)  e 4x4 (400 litros), pois nessa o estepe fica na parte interna do assoalho.

Dinamicamente o motor mais fraco sofre um pouco para lidar com os mais de 1.200 kg. Mas apresenta bom comportamento em estradas asfaltadas, apesar de 21 cm de vão livre e altura total de 1,69 m. O câmbio, bem curto, aumenta o nível de ruído do motor.

Interessante a Renault ter optado por características marcantes para uso leve ou fora de estrada. Na versão 4x4 por demanda há bloqueio manual de 50% de tração em cada eixo. O carro vai bem em terra e atoleiros, ajudado pelo motor de 2 litros (agora com taxa de compressão alta de 11,2:1, ideal para etanol) e um câmbio manual de primeira curtíssima. Na versão 4x2, automática, o motor mais forte quase sussurra a 100 km/h constantes.

Os planos são de vender 2.500 unidades/mês, o que faria a Renault se aproximar de 6% de participação anual de mercado, já em 2012. Para tal, anunciou investimento de R$ 500 milhões a fim de aumentar a produção em 100.000 veículos/ano, na prática uma fábrica nova nas instalações atuais.
Carlos Ghosn, presidente da aliança Renault-Nissan, espera que em cinco anos a marca francesa tenha 8% do mercado e a japonesa – do alto de R$ 2,6 bilhões para unidade fabril nova em Resende (RJ) – alcance 5%.

RODA VIVA

Ford completou a linha que batizou de New Fiesta com a versão hatch. Importado do México, tem preço inicial de R$ 48.950 e chega a R$ 54.900 com sete airbags. Mais caro que outros compactos premium à venda, aposta no seu estilo – mais atraente do que o sedã –, no nível de acabamento e principalmente na qualidade dos materiais, como plástico macio no painel.

Conjunto motor-câmbio é o ponto alto dessa nova geração do Fiesta: direção elétrica bem calibrada, motor flex 1,6/115 cv e suspensões de acerto fino. Ford acredita que o poder aquisitivo em alta vai valorizar modelos mais elaborados, nos próximos anos. O hatch será produzido em Camaçari (BA), no final de 2012, mas o sedã poderá continuar vindo apenas do México.

Mercado em setembro caiu em relação a agosto por ter menos dois dias úteis. Porém, a média diária de vendas – 14.840 veículos de todos os tipos – não foi ruim: 4,2% a mais do que o mês anterior. No acumulado do ano, 2011 ainda supera 2010 em 7,2%. Sinalizações desconfortáveis (para 2012) são inadimplência em leve alta e índice de confiança em discreta baixa.

Cenário econômico mais difícil significa que a competição acirrada está segurando preços, independentemente do aumento de imposto para modelos de fora do Mercosul e México. Chinesas JAC e Chery confirmaram suas fábricas no Brasil, apesar de se queixarem do “protecionismo descabido”. Segundo Carlos Ghosn, nacionalização obrigatória na China é de 90% e no Brasil, 65%.

Jornal alemão de negócios Handelsblatt confirmou o que a coluna antecipou há dois meses: BMW terá fábrica no Brasil. Segundo a publicação, a ser instalada na Grande São Paulo e a anunciar em dezembro. Novo regime automobilístico exigirá investimentos de peso para maior conteúdo local.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Brasileiros apostam no sucesso do Nissan March, mas com ressalvas

Nissan/Dvulgação
Lançado recentemente, o Nissan March está mesmo despertando interesse dos consumidores brasileiros. O modelo é o primeiro "popular japonês" do mercado nacional. Fabrica no México, ele tem 3 anos de garantia,airbag duplo, computador de bordo, ar quente, preparação para rádio, quatro portas e para-choques na cor da carroceria, entre outros equipamentos - tudo isso por R$ 27.790, um preço bem convidativo, que talvez até crie um novo parâmetro para o segmento.

Pensando nisso, publiquei por uma semana aqui no De 0 a 100 uma enquente com a seguinte pergunta: "O Nissan March fará sucesso no Brasil?". As respostas positivas somaram 76%, mostrando que o novo compacto tem tudo para se dar bem no mercado brasileiro. Entretanto, ele não deve brilhar como os carros mais vendidos do país. Da porcentagem acima, 45,8% dos internautas pensam que o March teve ter um relativo sucesso.

De qualquer forma, o resultado é bastante animador para a Nissan. Vejam os números: 

O Nissan March fará sucesso no Brasil?
Sim, relativo sucesso - 44 votos (45,8%)
Sim, muito sucesso - 29 votos (30,2%)
Não, venderá pouco - 17 votos (17,7%)
Não, será um fracasso - 6 votos (6,2%)
Total: 96 votos

Quem sabe, quando o sistema ABS de freios passar a ser ofertado como opcional (ou até mesmo como equipamento de série), a expectativa pelo March não aumente ainda mais.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Alta Roda - Sem distinção de origem

Ainda não baixou toda a poeira do aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), mas já permite uma análise aprofundada. Claro, trata-se de medida protecionista que todos execram. Entretanto, isso é o que menos falta no mundo, hoje, por meio de barreiras válidas ou disfarçadas, especialmente após a crise financeira de 2008. Exemplos: no México, só podem importar as marcas que produzam lá ou mediante acordos comerciais (chineses e sul-coreanos ficam de fora); os que não fabricam na Argentina devem compensar a importação comprando produtos locais e exportando.

Há outros casos curiosos. Apesar do alto poder aquisitivo, na Coreia do Sul todos os importados, inclusive marcas premium, ocupam apenas 1% do mercado interno. Será que estrangeiros oferecem menor prazo de garantia? Na China, o programa subsidiado de veículos elétricos só é válido para os produzidos por chineses. Provavelmente, pela qualidade superior...

Isso posto, vem o IPI majorado em 30 pontos percentuais, na média aumento real da alíquota de 26,5%. Difícil derrubar essa medida na Organização Mundial do Comércio (OMC). O governo alegaria que a nova alíquota é para todos, sem distinção de origem, seguida por normas de incentivos para fabricação local, como já ocorre com computadores e outros bens. Decisões da OMC são lentas e o IPI maior vale, inicialmente, até o final de 2012. Tempo curto demais para eventual disputa.

Emenda constitucional, de dezembro de 2003, de fato estabelece um mínimo de 90 dias para alterar um tributo. Alguns acham que a regra vale para impostos novos e que IPI existe desde os anos 1960. Juízes terão que decidir. Faz parte do cipoal legislativo típico do famigerado Custo Brasil.

Protecionismo, em princípio, prejudica consumidores. Porém, é bom lembrar que não se exige conteúdo local para produzir veículos no País, salvo os 60% dentro do Mercosul. O novo índice de nacionalização de 65% é mais rigoroso: desconta (agora) a carga fiscal, há processos produtivos regulados e gastos obrigatórios em pesquisas. Deixa alguma flexibilização por dispensar das exigências 20% da produção.

Também não dá para exagerar. Novas marcas que queiram construir fábricas aqui poderiam seguir uma escala crescente de uso de autopeças nacionais ou do Mercosul, iniciando em 30%. Parece óbvio que isso ocorrerá. Afinal, mesmo que a maior intenção de investimento desses entrantes signifique menos de 10% do que apenas um dos fabricantes estabelecidos já iniciou, o Brasil precisa de todos os empregos que possa gerar. Na longa cadeia industrial a geração de renda é superior ao setor comercial, no nosso estágio de desenvolvimento atual.

Ponderando prós e contras, inclusive a situação cambial que favorece importar e não fabricar localmente, toda essa confusão do IPI tende a ser neutra para o consumidor, em médio prazo, e favorável, em longo prazo, por atrair investimentos pesados e maior concorrência. De início, bônus e financiamentos subsidiados podem até diminuir. É ingenuidade, no entanto, achar que importadores repassarão toda essa carga fiscal, desistindo de um dos mercados mais atraentes do mundo, onde todos brigam por décimos de participação nas vendas.

RODA VIVA

DODGE Journey e Fiat Freemont continuarão a vir do México isentos de imposto de importação e do IPI majorado. Acordo bilateral tem sido muito favorável ao Brasil: exportamos mais de 1,5 milhão de unidades em dez anos e importamos nem um terço desse volume. March e novo Fiesta, hoje mexicanos, serão fabricados aqui, diminuindo importações.

SEDÃ compacto Chevrolet Cobalt não terá arquitetura baseada na do Corsa alemão e muito menos será a versão sedã do Agile. Por ora, a GM esconde essa informação, mas o carro foi desenvolvido em conjunto pelas filiais brasileira e sul-coreana (antes conhecida como GM Daewoo Auto & Technology). Modelo chega ainda esse ano, substituindo Astra e Corsa sedã atuais.

VERSÃO básica do Tiguan 2012 passa a custar R$ 110.000 com repasse parcial do novo IPI. Derivado do Golf, recebeu retoques na frente e traseira e, no interior, rádio com navegador. Assist Park II agora permite entrar e sair das vagas, inclusive as transversais, com mínima intervenção do motorista. Impressiona a nova tração 4x4 permanente, tanto no asfalto como na terra.

VENDER a ideia de um modelo comum voltado para a economia de combustível não é nada fácil. A Fiat faz isso agora com o motor de 1,4 litro do Uno Economy. Antes só aplicava o conceito a motores de 1 litro, como do próprio Uno. Pacote inclui transmissão, pneus, suspensões e gerenciamento do motor modificados para alcançar de 10% a 15% de economia.

BOSCH aumentará oferta de produtos de ponta produzidos no Brasil. Além do ABS de nona geração, ESP também entra no portfólio. São unidades mais compactas e leves, iguais às europeias, para ampliar segurança ativa nos automóveis. A empresa inicia atividades de energia solar, nacionalizando placas fotovoltaicas.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Nissan Tiida Sedan ganha airbag como opcional

Demorou, mas finalmente a Nissan começou a corrigir os dois principais problemas do Tiida Sedan: a falta do sistema ABS de freios e do airbag duplo. Talvez seja um pouco de vergonha do March já vir com o duplo airbag de série, mas o fato é que a Nissan passa a ofertar as bolsas de ar infláveis dianteiras por convidativos R$ 490, corrigindo um dos problemas. E o ABS, como fica?

Por R$ 44.500, o cliente leva o Tiida Sedan equipado com direção com assistência elétrica (EPS) e ajuste de altura, ajuste de altura do banco do motorista, câmbio manual de seis marchas, retrovisores e vidros dianteiros e traseiros com acionamentos elétricos, ar-condicionado, computador de bordo, alarme por controle remoto keyless, travamento automático das portas com o carro em movimento, rádio CD Player com função MP3, quatro alto-falantes e rodas aro 15. E, por R$ 44.990, leva o modelo também com airbag duplo.
O Tiidan Sedan é equipado com o motor 1.8 16V flex que desenvolve 125 cv de potência com gasolina e 126 cv com etanol e 17,5 mkgf de torque com qualquer combustível. Seu câmbio manual tem seis marchas e seu porta-malas tem capacidade para 467 litros. Importado do México, o sedã tem 3 anos de garantia.

Segundo a marca, todos os modelos da Nissan vendidos no Brasil passam a contar com airbag duplo em todas as suas versões, seja como item de série ou como opcional.
(Fotos: Nissan/Divulgação)

Conheça as luzes de aviso de seu carro

As luzes do painel de seu carro são muito importantes para sua segurança. Conheça o significado de cada luz de aviso para que o condutor possa identificar o problema o mais rápido possível.
FordHP/Divulgação
No painel de instrumentos do veículo, encontramos diversas luzes que, quando acesas, alertam sobre o mau funcionamento de algum mecanismo. Quando o condutor estiver com o carro em movimento e alguma luz acender, o correto é parar o veículo imediatamente e levá-lo à oficina mais próxima para ser feita uma vistoria completa. Só assim o problema será identificado. Se o condutor resolver seguir com o carro, mesmo com a luz de aviso piscando, um problema pequeno pode acabar se tornando um problemão. É necessário ter bastante calma e responsabilidade perante esse tipo de situação, pois interfere diretamente na sua segurança.

As principais luzes de aviso são:

A luz da temperatura
Quando esta luz se acende, o que se espera é que o condutor pare o veículo imediatamente, pois a origem deste problema pode ser uma falha no sistema de arrefecimento. Ao continuar utilizando a marcha do carro, os resultados podem se tornar trágicos, como por exemplo, um superaquecimento do motor com grandes riscos de explosão.

O condutor precisa urgentemente encostar o carro na estrada e desligar o motor. Neste caso, nunca se deve tentar abrir o radiador, pois a água e os vapores podem causar queimaduras graves. A melhor opção é aguardar o reboque.

A luz do alternador
Esta luz acesa no painel de instrumentos do veículo remete a ideia de um alerta para que o condutor saiba que o sistema de carga não está funcionando corretamente, sem conseguir suprir as necessidades elétricas e nem manter a bateria do veículo. O condutor pode seguir com o carro, mas não por muito tempo, pois mais cedo ou mais tarde a bateria e, por consequência, o motor irão descarregar.

A luz da pressão do oleo
Esta luz de aviso, quando acesa, possui dois significados:

. O motor está com a pressão do óleo bastante baixa, aumentando o consumo de combustível.
. A unidade responsável por controlar a pressão do óleo sofre danificações, deixando o condutor vulnerável, sem saber se o carro será afetado por outro problema.

No momento em que esta luz se acende, o condutor deve parar o veículo e esperar que o motor esfrie para conferir o nível de óleo. A maneira correta para conferir o nível de oleo é pela manhã, antes de utilizar o automóvel, pois o motor estará completamente frio.

Se a luz de óleo estiver piscando e o condutor decidir seguir com o carro, a consequência não será agradável, pois o motor poderá ser atingido, sendo necessária a sua troca. E isto não cai bem no bolso de ninguém.

Outras luzes importantes
No painel de instrumentos do veículo, todas as luzes assumem um papel de suma importância para o condutor. Somando-se às já mencionadas, encontramos também a luz que alerta sobre a falta de combustível, a de aviso da bateria, do ABS, a que alerta sobre as baixas pressões dos pneus, a de aviso do cinto de segurança, a que alerta quando alguma porta está aberta, a de faróis ligados, a dos piscas, a do freio de mão, a do piloto automático, entre outras.

Conhecendo todas as luzes de aviso de seu automóvel, o condutor consegue sempre encontrar a melhor solução caso algum problema apareça, garantindo sempre o conforto e a segurança de todos.

Texto e informações: Web Pneu

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Hyundai Veloster: gato por lebre?

Visual esportivo, agressivo e bonito; nome bem chamativo; cinco anos de garantia; e sistema de portas (quase) único. Estas são apenas algumas características do novo Hyundai Veloster, cupê coreano que tinha tudo para dar certo no mercado brasileiro. Na verdade ele ainda tem tudo para dar certo. Mas, para isso, basta que o consumidor não seja mais enganado.

Vejam esse vídeo. Ele resume bem a história.
Não quero ficar aqui comentando a linha editorial/comercial do programa Autoesporte. O fato em questão é a CAOA/Hyundai fazer uma promessa e não cumprí-la. E, indo mais longe, anunciar uma coisa que não é verdade.

O Veloster vendido no Brasil não tem motor 1.6 GDI com injeção direta de combustível e 140 cv de potência, como já anunciado na TV e mostrado no programa. Ele chega ao país com o propulsor 1.6 16V DOHC que desenvolve 128 cv de força, como a própria marca coreana afirma no site chileno da empresa. Então para que fazer isso?

Motor 1.6 GDI prometido para o Brasil: 140 cv - Diantzdesign/Reprodução
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Motor 1.6 16V DOHC vendido no Brasil: 128 cv - Notícias Automotivas/Reprodução
O que a dupla CAOA/Hyundai está fazendo não é correto (mais uma vez.) Mas o consumidor não pode ser trouxa e cair nessa, ainda mais pagando os absurdos R$ 75.000 pedidos pelo modelo.

Não estou dizendo que o Veloster é um carro ruim, mas ele deveria ser vendido da forma certa. E o consumidor deveria ter mais calma e escolher bem o que está comprando, ainda mais por esse preço.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Veja como ficou o novo Fiat Palio 2012, que chega em novembro

Notícias Automotivas/Reprodução
O Notícias Automotivas conseguiu mais um grande feito: flagrar o novo Fiat Palio 2012 sem camuflagem. Além dos meus parabéns ao site, reproduzo aqui algumas fotos para saber a opinião de vocês. As imagens foram feitas recentemente e já podemos ver que o compacto da marca italiana ficou com visual moderno e atrativo, fazendo alguns concorrentes parecem (bem) velhos.
Notícias Automotivas/Reprodução
Os flagras comprovam as projeções do Marlos do Auto Segredos, publicadas há mais de um ano. A dianteira segue a linha de design atual da Fiat, com traços arredondados, que lembram os da dupla Punto e Bravo. A lateral também ficou legal, enquanto a traseira, aparentemente inspirada no Volvo C30, ficou muito bonita. O novo Palio tem tudo para fazer muito sucesso.
Notícias Automotivas/Reprodução
A versão surpreendida pelas lentes foi a Sporting, equipada com motor 1.6 16V E.TorQ. Além dos adereços esportivos, como faixas laterais e faróis com máscara negra, o modelo tem rodas escurecidas.

Veja mais fotos do novo compacto no Notícias Automotivas.

Atualização (04/10/2011)
O novo Palio está sendo apresentado pela primeira vez em público no encontro anual dos concessionários Fiat, que acontece em Mykonos, na Grécia.

O modelo será lançado oficialmente no Brasil em novembro, com os motores 1.4 8V EVO Flex e 1.6 16V E.TorQ, e substituirá as versões Attractive e Essence. O atual Palio Fire, versão de entrada do compacto, sucesso de vendas no Brasil há vários anos, continuará sendo comercializado.

Alta Roda - Corrida pela economia

Apesar das esperanças em meios de propulsão alternativos, o mundo conviverá por muito tempo com o transporte, em todos os modais, dependente de petróleo e seus derivados. Contudo, há um grande esforço para melhorar os combustíveis fósseis e, sempre que possível, viabilizar o uso de biocombustíveis. A Associação Brasileira de Engenharia Automotiva tem estado atenta a essa realidade e pelo quarto ano organizou seu Simpósio de Combustíveis, em São Paulo (SP), dividido entre painéis para motores de ciclos Otto e Diesel e um sobre emissões.

O conferencista André Oliveira, da Scania, lembrou que a vinculação atual dos derivados de petróleo aos serviços mundiais de transportes em terra, mar e ar, inclusive veículos particulares, chega a 97%. Em poucos países o etanol tem importância, destacando-se o Brasil, seguido bem distante pela Suécia e uma presença quase simbólica nos EUA (só disponível em menos de 2% dos postos de abastecimento). O biodiesel é utilizado em mistura com o diesel comum em mais países. Porém, trata-se de um biocombustível mais complexo, caro e de baixa capacidade de sequestrar gás carbônico (CO2).

O excesso de CO2 na atmosfera, subproduto da combustão nos motores convencionais, provoca o indesejado efeito estufa e consequentes mudanças climáticas. Há duas maneiras de evitar: biocombustíveis obtidos por meio de plantas (etanol à frente) e diminuição do consumo de combustíveis fósseis. Não há filtros ou catalisadores para controle de gás carbônico.

Daí a busca crucial por ganhos de eficiência nos motores. Como lembrou Adrian Albora, da Dayco, a redução de atrito em 10% contribui em 3% na redução de consumo. Corre-se atrás de soluções tão sutis como desligar a polia da bomba d’água na fase de aquecimento para ganho de 1,5% ou correias dentadas lubrificadas por óleo e tensionadores de controle inteligente.

A partida com aquecimento elétrico do etanol eliminará a necessidade de injetar gasolina nos motores flex, em dias frios. Também melhora o funcionamento do motor em um momento em que o consumo é alto, por estar abaixo da temperatura normal de trabalho.

A busca pelo menor consumo levará a avanços no conjunto do automóvel, desde aerodinâmica a materiais mais leves, passando por caixa de câmbio e pneus. Até a F-1 terá propulsores mais econômicos. Mas, ainda existe espaço para combustíveis fósseis com especificações adequadas à diminuição de emissões e consumo.

Um exemplo é o novo diesel com baixo teor de enxofre que, em maior escala, começa a ser disponível, em janeiro de 2012, no Brasil. Permitirá que caminhões e ônibus novos consigam reduzir níveis de óxidos de nitrogênio, além de consumirem em torno de 5% menos, com ajuda da eletrônica e do sistema SCR. No entanto, haverá encarecimento do motor e uso compulsório de ureia técnica (Arla 32) para pós-tratamento dos gases de escapamento.

Foi confirmado no simpósio que, a partir de 2014, toda a gasolina vendida no Brasil será obrigatoriamente aditivada, ótimo para os motores. Nos países centrais e mesmo em alguns menos desenvolvidos isso já ocorre. Não se sabe sobre aumento de preço, mas cada distribuidora poderá comercializar seu pacote de aditivos e manter um nome comercial.

sábado, 1 de outubro de 2011

Carros X Motos: quem vende mais no Brasil em 2011?

Fiat Uno faz bonito no mercado
É curioso notar como o número de veículos sobre rodas no Brasil vem crescendo nos últimos anos. O mercado de carros motos está realmente aquecido, principalmente por causa estabilidade econômica do país e com da oferta de crédito. Pensando nisso, fiquei observando a frenesi do trânsito de sexta-feira e me indagando como é possível termos tantos carros nas ruas se as motos são bem menores e mais baratas. Resolvi então pesquisar para saber quem vende mais.

Usando sempre como referência os dados da Fenabrave de janeiro a agosto de 2011 (atualizo os números em breve incluindo setembro), o primeiro aspecto que chamou a minha atenção foi na parte de cima do ranking de vendas. Dois carros estão entre os cinco veículos mais vendidos do Brasil:
Honda Biz vende muito bem
1. Honda CG 150 - 294.459 unidades
2. Honda CG 125 - 266.041unidades
3. Volkswagen Gol (G4 + G5) - 198.328 unidades
4. Fiat Uno (+ Mille) - 183.257 unidades
5. Honda Biz - 143.849 unidades

Se pensarmos  nos preços, é realmente de impressionar. O carro mais barato entre os citados acima parte de cerca de R$ 23.500, enquanto a moto mais em conta entre as três listadas custa aproximadamente R$ 5.300. Mas, mesmo com a maioria no ranking dos cinco primeiros colocados, as motos vendem menos que os carros no acumulado do ano.
Gol é o carro mais vendido do Brasil há mais de 20 anos
De janeiro a agosto 2011, foram emplacadas 1.259.743 motos (número superior a 2010: 1.137.542 no mesmo período), enquanto os carros focam responsáveis por 2.233.757 de emplacamentos em 2011 (2.077.350 nos oito primeiros meses de 2010). A resposta para essa discrepância pode estar na oferta de modelos: existem muito mais opções de carros e comerciais leves do que de motos.

Outro aspecto bastante interessante da minha pesquisa foi a distribuição de carros e motos nas regiões do Brasil, também segundo dados da Fenabrave. Sudeste e o sul ficaram com 70% dos emplacamentos de carros entre janeiro e agosto de 2011, sendo 50% nos 4 estados do sudeste e 20% nos 3 estados do sul.
Entre carros e motos, Honda CG 150 é o veículo mais vendido do Brasil
Em relação às motos, a situação é outra. Existe um empate técnico entre regiões na liderança. O nordeste foi responsável por 34,48% dos emplacamentos no mesmo período citado, enquanto o sudeste ficou com 34,46%. As duas regiões representam 68,94% das vendas de motos no território nacional.

Somando todo Brasil, carros e motos foram responsáveis por 3.493.500 emplacamento de janeiro a agosto de 2011. É um número que impressiona. Pelo menos temos espaço territorial para comportar tantos veículos . Faltam apenas melhorias de infraestrutura rodoviária (estradas de verdades) e urbana (metrô, transporte coletivo adequado, ruas melhores) para a situação todos caberem sem apertos.
(Fotos: carros: Fiat/Divulgação e Volkswagen/Divulgação // motos: Honda/Divulgação)