quinta-feira, 26 de maio de 2011

Um abraço ao bom e velho Chevrolet Vectra

 Foram muitos anos de mercado, vários deles com certo glamour, mas chegou a hora do Chevrolet Vectra dar adeus ao nosso mercado. A marca fecha o ciclo do seu sedã médio com duas mil unidades da série especial Collection.

Desde o lançamento da sua atual carroceria, sempre tive a mesma impressão do Vectra. Sinto que a GM fez como a diretoria do Palmeiras gosta de fazer: usar a política de contratar jogadores "bons e baratos". Ou seja, pegou um carro bom e mais barato de produzir - Astra -, fez alterações, e lançou o Vectra. O problema é que ele nunca foi barato, nem "um barato" - mas sempre foi um bom carro, com espaço interno interessante e ótima capacidade no porta-malas.
Por causa dessa "política", o Vectra sempre esteve na sombra do Astra Sedan e atrás dos concorrentes japoneses, que nasceram de projetos próprios, e não adaptados. E adaptação foi sempre uma das sinas do Vectra. Na verdade prefiro chamar de correções ou melhorais ao invés de adaptações. No meio do ciclo de vida da sua atual carroceria, a Chevrolet fez bem-vindas alterações no visual do carro e (nesse caso não tem como não usar) adaptou o espaço interno criando novos, mas nem sempre práticos, porta-trecos. O motor 2.0 8V Flexpower foi outro que ganhou alterações para ficar mais potente e, teoricamente, mais econômico.

Versões
Quando a atual carroceria foi lançada, a GM colocou no mercado nacional duas versões do Vectra: Elegance 2.0 (R$59.990) e Elite 2.4 (R$ 79.990) - todas flex. Não muito tempo depois chegou o acabamento Expression 2.0, que acabou se tornando a alegria dos frotistas e a tristeza dos donos das versões Elegance (que acabou desvalorizando) por custar menos.
Beberrão
O Vectra sempre foi equipado com o motor 2.0 8V Flexpower, que, inicialmente, desenvolvia 121 cv de potência e 18,3 mkgf de torque com gasolina e 128 cv e 19,6 mkgf com etanol. Alguns anos depois este propulsor passou a render os atuais 133 cv e 18,9 mkgf com o combustível fóssil e 140 cv e 19,7 mkgf com o derivado da cana-de-açúcar.

Outra motorização que esteve debaixo do capô do Vectra foi a 2.4 16V Flexpower, que gerava 146 cv e 23,1 mkgf com gasolina e 150 cv e 23,7 mkgf com álcool. Esse motor sempre esteve associado ao câmbio automático de quatro marchas (item de série nas versões Elite do Vectra). Por isso, a média de consumo que não era boa ficou ainda pior. Quando testei o carro, a média de consumo na cidade com etanol foi de 4,4 km/l, e 5,8 km/l com gasolina - um verdadeiro beberrão. O motor 2.4 do Vectra acabou saindo de linha por ter desempenho limitado e por beber e poluir demais.
E consumo sempre foi um dos principais questionamentos do Vectra, não só do 2.4. A versão 2.0 também foi bastante criticada, especialmente com câmbio automático. A solução da Chevrolet para "melhorar" o consumo foi aumentar a capcidade do tanque de combustível de 52 litros para 58 litros. Aposentar o motor 2.4 e melhorar o propulsor 2.0 também foram boas ideias.

Collection
A GM pegou a versão Elite, acrescentou alguns detalhes de acabamento e adotou o preço da versão Elegance (R$ 65.400) para criar a Collection. Como diferenciais, o Vectra especial tem uma única cor, Verde Lótus metálica, bancos de couro com o nome "Collection", logotipos da versão nas laterais e na traseira e manual do proprietário com capa de couro numerada entre 0001 e 2000.
O Vectra Collection vem equipado de série com ar-condicionado digital automático, direção hidráulica, airbag duplo frontal, freios com sistema ABS com EBD, sensor de chuva, computador de bordo, banco do motorista com ajustes elétricos, sistema de som Premium Sound, antena do tipo Shark, rodas de alumínio de 17" e transmissão automática de quatro marchas.

Não custa lembrar que, em 2005, a geração anterior do Vectra recebeu a série especial Collection limitada a mil unidades. Segundo a Quatro Rodas, a versão era pintada na cor cinza Mayon e tinha vários detalhes pintados em cores especiais, além de chaveiro e manual do proprietário numerados.
(fotos: Chevrolet/Divulgação)

11 comentários:

Luiz disse...

Acho horríveis esses painéis da GM que parecem que vão engolir o motorista. Os comandos do ar (mesmo sento automático) ficam quase que no pé do condutor, não sendo uma posição confortável para seu manuseio e muito menos a leitura de seu painel digital. Consumo terrível e pouca potência para um 2.0 16V. Demorou Vectra, durma em paz!

Anônimo disse...

Já vai tarde Vectra, muuuito tarde.

WLADIMIR PEREIRA disse...

Belo carro, mas esse preço de depedida aí devia ser menor.

Joathan disse...

Bom carro, de 3 anos pra cá (quando reduziram seu preço), tornou-se uma boa opção! Tive 2 Sedans (Expression 128cv e Elite 140cv), atualmente, tenho um GT 140cv. Mas, como acontece no mundo automotivo, vai morrer para ceder espaço ao CRUZE! Um carro mundial, com motor mais moderno.

Anônimo disse...

Existe automóvel no Brasil?
Pegue o melhor fabricado por qualquer montadora no Brasil, no máximo que valeria, uns R$ 40.000,00
Não precisa ir longe, veja nossos visinhos "Los Hermanos" lá eles pagam a metade do que pagamos aqui, ou seja, pagam o que realmente vale.

Temos que dar mais ao nosso dinherinho suado!

que triste !!

Fabio disse...

Meu pai que era fã dos vectras (tem um 1997 e outro 2007) está orfão de carro agora.

renato dantas disse...

Tudo na vida é passageiro menos o motorista e o cobrador, o vovô dos sedãs aposenta-se para dar lugar a um sedã moderno, vá com Deus vovô vectra e seja bem vindo Cruze.
E o Corolla continua lider absoluto sem ser incomodado e vai continuar neste ritmo por muito tempo.
lembrando: encontra-se com 25.000km e nada de barulho ou problema.

Leônidas Cruzeirense disse...

Nunca tive e nunca tive vontade de ter. Tchau. É FATO!!

Anônimo disse...

Vai tarde, consome muito, ruim para dirigir. É um carro adaptado, tchau.

Piuaí Jr disse...

ele já esta na Historia dos carros que bebem muito.

Wladimir Pereira disse...

Tomara que o GM Cruze faça médias de consumo próximas ao do Corolla que é a referêncial atual do segmento.